Lilimar
A luz suave entrava pelas frestas da cortina. Eu me encolhi, buscando o calor do Jace... mas só encontrei o espaço vazio ao meu lado.
Abri os olhos, devagar. O travesseiro ao lado ainda estava amassado, e dava pra sentir o perfume dele no lençol. Mas ele não estava mais ali.
Me sentei na cama, confusa. O quarto estava silencioso. O celular no criado-mudo, intacto.
Olhei ao redor como se ele fosse aparecer a qualquer momento. Talvez tivesse ido buscar água? Café?
Esperei. Dez minutos.
Nada.
Me levantei devagar, vesti uma roupa qualquer e saí do quarto.
Foi aí que encontrei a Sabina no corredor, com o rosto sério e o celular na mão.
— Amiga... — ela começou.
— O que foi?
— Vem. Você precisa ver isso.
Entramos juntas no quarto. Ela fechou a porta atrás de nós e abriu o notebook.
— Não surta, tá? Mas... olha isso.
Na tela, uma matéria de fofoca. Enorme. Com fotos.
Minhas fotos.
E prints das mensagens que mandei pro Jace no início. Intimidade escancarada como se fosse parte de algum show.
Li as palavras em silêncio, o estômago revirando.
"Nova ficante de Jace Norman tem passado ousado..."
"Veja as mensagens que ela usou para conquistá-lo..."
Senti minha garganta fechar. O mundo girava.
— Lili? — Sabina se ajoelhou na minha frente. — Fala alguma coisa. Tô aqui.
— Isso... isso é real? — consegui dizer.
Ela assentiu.
— O Noah viu também. Ele tá surtando. Ele acha que foi a Isabela. E... o Jace saiu. Tipo, saiu mesmo, sem falar nada.
Aquelas palavras doeram mais do que a exposição.
— Ele foi embora?
— O Noah foi atrás dele. Eles se trancaram no quarto por uns minutos. Depois o Jace saiu direto. A cara dele tava... puta, Lili, tava transtornado. Mas não parecia com você. Parecia com o mundo.
Fiquei em silêncio. As lágrimas começaram a escorrer, silenciosas.
— Eu juro que se eu ver aquela Isabela de novo eu...
— Não, Sabina. Não é isso. Não é raiva. É vergonha. Eu... eu só queria que ele me notasse. Eu nunca pensei que... — desabei.
Ela me puxou pra um abraço apertado.
— Você não fez nada errado. Entendeu? Nada. Isso aqui é culpa de quem espalhou. Só.
— Mas o mundo não pensa assim.
— O mundo que se exploda.
—
Minutos depois, Noah entrou no quarto. Ele já tinha chorado também, dava pra ver.
— Posso?
Assenti.
Ele se sentou ao meu lado na cama, o rosto abatido.
— Lili... me desculpa. Eu devia ter protegido melhor você. Eu fui um idiota.
— Você não tem culpa. Ninguém imaginava isso.
— A Isabela tava rondando ontem. Eu deixei o notebook aberto. Fui pegar bebida. Foi a brecha pra ela entrar no meu quarto e fazer o que fez. Eu tenho quase certeza.
— O Jace acha que foi ela?
— Acha. E foi atrás dela.
— Ele disse alguma coisa?
— Ele disse que ia resolver. E que ela não vai tocar em você de novo.
Senti o peito apertar. O mesmo peito que ele tinha abraçado horas atrás. Onde eu me sentia segura.
— Mas... ele foi embora.
— Só pra consertar tudo. E você vai ver.
—
Meia hora depois, eu ainda estava ali, sentada, quando o celular apitou.
Era uma notificação de vídeo. Postado por ele.
Apertei o play com as mãos trêmulas.
"Oi. Não costumo falar sobre minha vida pessoal. Mas hoje é diferente...
Estão circulando prints e mensagens da pessoa com quem estou me relacionando. Coisas íntimas que só dizem respeito a nós dois.
O que ninguém contou é que, quando ela me mandou aquilo tudo... eu ainda não merecia ela. Eu nem a conhecia
Ela se entregou, teve coragem. Me fez rir. Me fez querer conhecer ela de verdade.
E eu... fui o sortudo que ela escolheu.
Então não se enganem. Isso não é um escândalo.
Isso é o começo de uma história real.
Lilimar, eu escolho você. Agora e depois."
Soltei o celular no colchão e tapei a boca com as mãos.
— Ele... ele postou isso... — a voz saiu falha.
— Ele está apaixonado por você, Lili — Sabina sussurrou atrás de mim.
—
A porta abriu devagar. Era ele.
O Jace.
Os olhos dele me encontraram. O meu rosto ainda molhado. O peito ainda exposto.
— Você postou aquilo... por mim?
— Não. Postei por nós.
— Eu... eu me senti tão exposta, Jace. Tão suja. Como se tivessem arrancado algo de dentro de mim e jogado pra todo mundo ver...
— Eu sei. Eu vi. Mas ninguém tem o direito de usar isso contra você. Ninguém.
— Você não tem ideia do quanto eu quase desisti de tudo hoje. De mim, de você, de nós
Ele se aproximou. A voz firme.
— Mas não desistiu.
— Porque você apareceu. Porque você me escolheu. Mesmo assim.
— Sempre vou escolher você.
E então tudo desabou.
Me joguei nos braços dele. E chorei.
Mas dessa vez, não era só dor. Era alívio.
Era certeza.
Era amor.
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Nudes - Jace Norman
Fiksi Penggemar↬onde Lilimar é fã de Jace e faz de tudo para chamar a sua atenção.
