Ato I: O teatro da confiança

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Eu disse que seria o último capítulo mas dividi ele em dois para ser justa e dar a Lan Zhan a chance de descobrir detalhe a detalhe como tudo aconteceu. Então teremos a segunda parte que é sim a final é aí saberemos finalmente sobre o assassino mas até lá vocês ganham mais uma chance de descobrir junto com Lan Zhan...

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Quando Lan Zhan aceitou participar da missão ele já sabia que estava de certa forma por sua conta e risco em uma situação como essa. O agente infiltrado jamais deveria ser descoberto, isso derrubaria uma sequência de planos minuciosamente calculados. A solução era manter a calma e aguardar até que sua própria equipe conseguisse agir sem prejudicar toda a operação.

Na teoria a situação é fácil, mas na prática tudo muda de figura. Agora ele está aqui sentado numa sala não muito diferente das quais ele já usou para interrogatório. A diferença era o lado no qual ele se encontrava agora. Paredes de um cinza-doentio, uma mesa de metal que gelava o ar e duas cadeiras duras. Lan Zhan sentia o frio das algemas em seus pulsos enquanto olhava e tentava recapitular segundo a segunda como se perdeu até chegar nesse momento.
Um detetive que ele não conhecia, de rosto cansado e terno amarrotado, sentou-se à sua frente, abrindo uma pasta. — Lan Wangji. — A voz do homem era monótona, desprovida de qualquer emoção. — Escritor, certo? Parece que você tem se envolvido em atividades bem mais... criativas. Vamos começar pelo básico. O que você estava fazendo no sítio em que foi encontrado?

Lan Zhan ergueu o olhar.

— Tenho direito a um advogado.

— Sim, você tem. Mas essas são perguntas simples. Você pode cooperar ou não.

— Eu fui buscar uma criança a pedido do pai dela. — A voz de Lan Zhan saiu firme

— A criança em questão, seria?

— Yuan, o filho de Wei Wuxian e Wen Qing
O detetive soltou uma risada curta e sem humor.

— Vamos checar essa informação com a família. Eles virão dar esclarecimentos. Por enquanto é só isso, você fica aqui por mais um tempo.

Essa tática também não era novidade, cansar o suspeito, deixar ele diante das fotos da vítima e acompanhar sua reação. Ele sabia quais táticas estavam usando com ele. O tempo na sala de interrogatório parecia se arrastar, até que a porta se abriu de novo. Outro homem entrou dessa vez, esse tinha o terno impecável, o semblante calmo escondendo a tensão. Atrás dele, dois policiais.

— A criança de quem o senhor fala — ele começou, a voz suave mas firme — não estava no sítio. Yuan está fora da cidade com o tio, já há alguns dias. A família alegou que seriam tempos difíceis e o tiraram da cidade. — Lan Zhan não desviou o olhar. — Sua versão não procede. — E, com um leve aceno para o policial atrás dele, saiu da sala sem acrescentar mais nada e Lan Zhan foi levado para a cela.

Naquela noite, Lan Zhan foi levado a uma cela solitária. As paredes frias, a pequena cama de ferro, a câmera de vigilância no canto. Ele se manteve sentado, a mente reconstituindo cada detalhe, cada armadilha plantada com precisão cirúrgica.
Houve uma movimentação do lado de fora da cela e então ele ouviu o barulho, o som da porta metálica se abrindo. Seu irmão entrou com o rosto demonstrando aparente cansaço e irritação.

— Você me escondeu coisas — Xichen disse, baixo, puxando a cadeira para sentar diante dele. — Eu acho que não preciso dizer que eu avisei. Mas ao mesmo tempo não devia ter confiado esse caso a você e ter te forçado a ficar quando você tinha pedido para sair. A sua falha é a minha falha.

— Eu sinto muito.

— Eu também.

— Jiang Cheng, ele foi preso? Wuxian?

PANDORA ( FINALIZADA)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora