O ato final

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Eu nem acredito que terminei essa história! Foram 3 anos quase 4 mas aqui está o final. Vai ter um epílogo postado junto então espero que vocês leiam também!

Obrigado, pelo apoio e por acreditarem em mim e que um dia eu terminaria! Então obrigado Cíntia, Cerejinha, Selminha, Gi e Aldineia por não me deixarem esquecer essa história.

Feliz ano novo,
Beijos 🎈
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Quando Nie Huaisang entregou a ele o desenho de Yuan tudo começou a fazer mais sentido na sua mente e os pontos e conexões foram se desenhando. Ele nunca teve uma chance real de conseguir solucionar o caso. Eles estavam o tempo todo no mínimo dois passos à sua frente. Eles eram os olhos e ouvidos onde quer que ele fosse. Eles estavam dentro do FBI, fosse na perícia, fosse como informantes ou como agentes.

Wei Wuxian, Wei Ying, o homem por quem ele se apaixonou sabia exatamente quem era o assassino e não só isso como ele estava disposto a sacrificar mais pessoas para acobertar ele, porque ele também estava envolvido nos crimes.

Lan Zhan sentiu uma mistura tóxica de traição e desejo enquanto caminhava em direção aos fundos da casa. Ele sabia onde encontraria Wuxian. Ao abrir a porta de vidro, o ar quente e úmido o atingiu, carregado com o cheiro adocicado e perigoso das flores. Lan Zhan subiu as escadas metálicas, o som de seus passos ecoando quebrando o silêncio.

E lá estava ele.

Wei Wuxian estava sentado na beira da cama — a mesma cama onde, tudo começou de verdade, pelo menos para ele, o dia onde haviam se entregado um ao outro, onde Lan Zhan havia despido não apenas o corpo, mas sua própria alma para esse homem. Talvez tenha sido esse o dia em que ele mais foi manipulado.

Wuxian parecia uma divindade caída, banhado pela luz difusa que passava pelo teto de vidro. Ele girava o isqueiro entre os dedos, o clique metálico sendo o único som no ambiente além da respiração pesada de Lan Zhan.  Ele não parecia assustado com a chegada de Lan Zhan. Parecia... resignado. Havia uma beleza trágica nele, uma escuridão que atraía Lan Zhan como uma mariposa para a chama, mesmo sabendo que queimaria.
Lan Zhan parou diante dele, lutando para manter a máscara de frieza, embora por dentro estivesse desmoronando. Tudo aquilo... a entrega, a vulnerabilidade na noite do pesadelo... teria sido apenas mais uma camada da manipulação? Uma forma de mantê-lo cego enquanto ele fazia o que precisava fazer e zombava de sua ingenuidade e ignorância.

— Wei Ying, por que você fez isso? — A voz de Lan Zhan saiu rouca, carregada de uma dor que ele não conseguiu esconder.

Wuxian parou de girar o isqueiro. Ele levantou os olhos, e Lan Zhan viu o brilho sombrio que havia vislumbrado anteriormente, aquela mistura de arrogância e tristeza. Ele não negou. Ele não tentou inventar uma história. 
— Eu sei que você é inteligente e já descobriu o porquê. — Wuxian respondeu, a voz calma, quase suave.
Ele se levantou devagar, caminhando até uma das bancadas onde as plantas tóxicas cresciam viçosas. Ele acariciou uma folha de acônito com a mesma delicadeza que usava para tocar o rosto de Lan Zhan. 
— Você viu o desenho de Yuan? Achei que ele desenhou muito bem, Zixuan e o meu pai, ele ainda colocou tio xuan e vovô — Wuxian continuou, de costas para ele. Meu filho raramente interage a esse ponto com alguém mas ele quis deixar desenhos para o "Gege" dele, foi realmente interessante mas não surpreendente. Yuan é um menino muito inteligente, ele não fala mas escuta e entende tudo à sua volta. Imagino que você tenha pedido ou perguntado algo a ele em algum momento? Me corrija se eu estiver errado.

— Hm. Desde o início isso foi um jogo para você! — Lan Zhan se aproximou mais dele.

— Acho que você está olhando isso de uma única perspectiva. Você armou para mim primeiro. — A voz de Wuxian era baixa — O tempo todo você estava lá... para me testar. Para me ver falhar. Para me entregar. — Houve um silêncio. — Você veio até mim e se aproximou. E depois... do meu filho. — Outro silêncio, mais longo. — Você me traiu embaixo do mesmo teto que eu. Na mesma cama. — Ele inclinou o corpo para a frente, brincando com o isqueiro na sua mão, a chama dançando perigosamente perto das folhas secas de uma planta na bancada.
— Você foi capaz de olhar nos meus olhos... e aceitar ir buscar  o meu filho... quando já estava me mandando para a prisão, Wangji. Entenda. — A voz saiu firme, quase gélida. — Existem certas coisas que eu não posso permitir. Eu apenas reagi

PANDORA ( FINALIZADA)Onde histórias criam vida. Descubra agora