35. Destiny

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— Por quê você não conta o motivo? — O grisalho se referiu ao tal irmão morto.

— Bom, ele quis se divertir um pouco com essa vadia — Ele começou a contar, e se referindo a Olivia, ele voltou o seu olhar a todos do salão. — Ele só queria uma noitezinha, mas morreu, na mão dela. — Apontou para ela.

— Ele me estuprou, seu filho da puta. — Ela gritou, gritou de uma forma pesada

Aposto uma nota que ela nunca havia contado isso para ninguém.

— Ah, que dó. — Fingiu compaixão. — Você era obcecada nele, sua vagabunda. — Um soco mais ou menos leve foi desferido no rosto dela.

Queria muito matar este homem, aqui e agora.

— Engraçado, todos dessa equipe terem pessoas que tragam o seu passado obscuro, não estou vendo ninguém que afete a minha equipe neste salão. — O grisalho, comovido com sua vitória, começou.

— Então foi tudo planejado, um teatro em cima de todos? — Cicely se manifestou, indignada.

— Podemos dizer que sim. — O mesmo respondeu sorridente.

— Quanta hipocrisia, pai. — Foi a vez de Alan falar. Devo confessar que ver ele chamando alguém de pai pela primeira vez foi realmente assustador.

O velho pareceu comovido, com o seu filho o chamando de pai.

— Todos da HS foram ensinados que quem é gatilho, merece ser morto. Mas você não matou a minha mãe. — Alan falava de uma forma confiante, por mais que a ideia dita não tenha sido a melhor no momento.

— Cala a boca, Alan. — Luna sussurrou pelo seu ombro, assim como mandam o nerd da sala calar a boca, quando o mesmo lembra o professor de algum tema.

— Eu estava esperando ansiosamente, meu filho. — Grayson afirmou.

— Não parece ter esperado este tempo todo. Parecia mais estar se preparando, montando um roteiro planejado, enquanto sua inimiga explorava terras e mundos. — Alan parecia saber o que falava. — A mesma inimiga que já dividiu a cama com você — Grayson mudou sem semblante, o que estava convencido virou algo mais amarelado, com os seus olhos claramente viajando por memórias do passado. — E mesmo você sempre dizendo que sempre fez as escolhas certas, escolheu a minha mãe para dividir o teto, há 25 anos atrás. — Alan definitivamente sabia cada letra do que estava dizendo.

— Você aprendeu essa rebeldia toda com a sua mãe. — O grisalho tentou se manter, em uma risadinha sem graça.

Todos do salão estavam apenas ouvindo tudo, com atenção e postura.

— Eu sempre ouvia uma falação indistinta, uma bateção pelas portas da base da Hot Skulls, mas ninguém nunca quis que eu soubesse o que era tudo aquilo. — Alan virou sua cabeça, fingindo pensar. — Era isso, era os seus homens e você decidindo este teatro desde aquela época. — Caralho, anos pensando nisso? — Toda essa sua coragem não é genuína, ela vem sendo construída por anos de preparo. — Concluiu.

— Se não fosse pelo inconsequente diretor daquela delegacia de merda, a sua mãe estaria na prisão, e eu teria que lidar apenas com vocês, capachos dela.

— A delegacia? — Falei quase em um sussurro.

— Foram vocês? — Lizzie perguntou, incrédula.

— Agora todos estão chocados? Como será que foi quando descobriram que foi das mãos da Maddy que Ellie morreu? — Nadja começou, filha da puta. — Ou quando essa putinha barata matou o irmão de Felippe? Será que alguém ficou chocado assim? — Concluiu, já sabendo a resposta.

Sentimento CriminosoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora