Capítulo 15

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Quando Olivia saiu, eu fui direto ao banheiro do quarto. Eu lavo meu rosto na pia e ajusto meu cabelo; estou com uma face cansada. Será o estresse de estar aqui contra minha vontade?

Saio do quarto e vou até minha cama; eu me jogo nela, meu corpo pula. Nunca dormi em algo tão confortável, sempre em camas de palha que pinicam e até mesmo no chão.

Eu me levanto e começo a pular na cama igual uma criança feliz; quem me visse me acharia patética Eu me divirto sozinha na cama confortável.

Quando paro para respirar, vejo um envelope no chão; alguém passou por debaixo da porta.

Desço da cama e pego ele; o envelope é dourado com o símbolo da realeza lacrando o envelope com vela. Quando abro uma letra escrita por pena, me diz: "Madame Zabott, peço que vá ao lago Marren's Eve, me encontre; não entendo o motivo, mas preciso vê-la".

Por que acho que é de Liam? Tanta baboseira, precisa me ver? viesse até mim!

Eu opto por não ir, não quero problemas, mais problemas. Se Liam quisesse me ver, viesse aqui; não faz nem uma hora direito que nos vimos.

{...}

Agora é hora do almoço, estou sentada na mesa entre Madeline e Hana; todas nós comemos elegantemente, eu pelo menos tento, não entendo para que tantos talheres.

Na hora da sobremesa, o rei entra na sala, mais triste e aparentemente preocupado que nos outros dias. Ele olha a mesa só de mulheres, parece procurar alguém.

Madeline: Boa tarde, Majestade. — Levanta-se e dá um cumprimento elegante.

Todas as outras copiam, eu demorei para entender, então não fiz.

Hunter: Todas satisfeitas? — diz tentando disfarçar a preocupação na voz — Todas aqui, incrível. Onde está Liam?

Madeline e Olivia dizem em uníssono:

— Ele teve um imprevisto, quer se juntar a nós?

As duas se olham irritadas, mas Madeline parece mais surpresa.

Hunter: Imprevisto? — diz se aproximando.

Olivia: Ele falou que algo que ele comeu o fez mal...

Hunter: O que foi servido no café da manhã? — vira-se para uma empregada.

— O príncipe Liam não comeu aqui, ele saiu para tomar seu café da manhã no labirinto, majestade — a empregada se curva um pouco enquanto fala.

Olivia: Eu o vi chegando com a camponesa... Vocês foram juntos, né? — sorri com deboche.

— Está insinuando algo, Nervakis? — digo encarando-a irritada. — Eu não fiz nada, se é o que quer saber.

Olivia: como pode provar? Você mesma disse que não queria estar nessa competição; o que impediria você, uma pobre suja, de fazer algo a vossa alteza Liam?

— Escuta aqui, sua...

Hunter: não vamos causar brigas, senhoritas! — interrompe — Acho que a madame Amy não faria isso; Liam deve estar bem. Mas se alguém tiver culpa de algo, pagará.

— Eu juro que não fiz nada com Liam. Ele me trata bem e não tenho motivos para fazer algo ruim a ele!

Olivia: Prove então! Se não o quer, por que vai arruinar as chances das outras?

— Eu vou arruinar sua cara se continuar me acusando! Mimadinha de merda!

Hunter: Moças! Por favor! Zabott, vá tomar um ar no jardim, por favor! Nervakis, vá para seu quarto, vamos resolver isso.

Olivia: viu o que fez? Louca imunda!

Eu não respondo e saio da mesa irritada, vou ao jardim e me sento em um banco que tem nos fundos.

Hunter narrando**

Depois que as moças se retiram, saio do salão e vou até o banheiro do quarto de Liam. O quarto dele está organizado, mas há um vaso de planta quebrado no chão perto da porta do banheiro; estranho.

— Liam, filho? Está tudo bem? — digo batendo na porta de leve.

Ele não responde, mas escuto ele ofegar lá dentro.

— Posso entrar?

Silêncio novamente, eu abaixo a maçaneta e entro devagar, vejo Liam sentado no chão perto do sanitário, ele está suado e com a camisa aberta.

— Liam! O que houve? — Me agacho perto dele.

Ele não me responde, ele vomita sangue dentro do sanitário. Um pânico se instala sobre mim; Angela fazia o mesmo meses antes de sua...

— Liam! Filho, me responda, o que houve?

Ele ofega e tenta falar sem forças.

Liam: Só comi algo que me fez mal... Estou — tosse — bem...

— Não liam! Você não está!

Levanto-me apressado e vou até o corredor.

— Quero que tragam os médicos, Urgente! — grito no corredor.

Os funcionários começam a se agitar, volto ao banheiro e ajudo Liam com o que posso, abanando-o e tentando fazê-lo se acalmar. Logo os enfermeiros chegam, eles pedem para eu sair; mesmo que eu tenha resistido um pouco, saio do quarto.

Todas as moças estão ao lado de fora, algumas preocupadas, outras apenas curiosas.

Hana: Ele está mesmo mal? — diz com os braços cruzados.

Amy: Tem certeza de que foi algo que ele comeu?

Olivia: Cale a boca, camponesa! Provavelmente você foi a culpada!

— Meninas, não vamos discutir agora...

Eu encosto na parede e deslizo até o chão, me sento e fico esperando.

Amy: Majestade... — a mulher de olhos esmeralda se abaixa perto de mim — eu sei que não é o momento, mas eu juro, de coração, não fui eu... Realmente tomamos café da manhã juntos, mas nada de mais...

Eu a olho com uma leve tristeza, mas um carinho e apreço por sua sinceridade.

— Não acho que tenha sido você, Zabott; talvez seja algo que ele comeu, uma alergia... Não sabemos o que ele ficou fazendo depois do encontro de vocês... — aliso sua bochecha.

Ela me olha surpresa, e só então noto que eu a toquei. Me levanto às pressas e saio do corredor o mais rápido que posso.

Amy narrando**

O que.foi. isso? Ele... Ah, deixa quieto.

Agora estou preocupada com Liam e com medo de ser punida por algo que não fiz.

Eu fico comentando com as outras, então esperamos ali; mas noto algo estranho, Madeline está afastada, olhando o chão, aparentemente longe em seus pensamentos. É a primeira vez que a vejo séria; ela sempre está sorrindo e sendo gentil.

Me aproximo e toco seu ombro, e ela se assusta.

— Perdão... Você está bem?

Madeline: Ah... sim... — sorri de leve — Só estou preocupada...

Por que achei esse sorriso forçado?

Madeline: Você acha que ele ficará bem? — me olha com os olhos brilhantes.

— Acho que vai sim, a vossa alteza é forte, ele aguenta...

Assim que digo isso, um enfermeiro sai do quarto; ele tem sua roupa suja de sangue, ele corre pelo corredor e some da curva. Um pânico toma conta de mim e aparentemente das outras, mas Madeline... fica com uma expressão... indescritível...

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