Quando ganho coragem para abrir a porta, reparo que ninguém se encontra através da mesma.
Uma lista extensa de nomes, para chamar ao Harry, começa a formar-se na minha cabeça.
Harry
Ethel?
Ethel
Nem te atrevas a abrir a boca.
Harry
Viste a caixa?
Ethel
Que caixa?
Harry
Eu pedi a um amigo, que mora aí, para te levar uma coisa.
Ethel
Então não eras tu que estavas a tocar??
Harry
Não, eu limitei-me a dizer para ele tocar...
Ethel
Filho da puta.
Harry
Vai buscar a caixa.
Levanto-me da cama e caminho vagarosamente até à porta.
Assim que abro a porta, os meus olhos vagueiam pelo alpendre. Não avisto nada.
Caminho ao redor do jardim, e num dos ramos uma pequena caixa preta desperta a minha atenção.
