VOLTEI, família. Conforme o prometido, e comprometida a finalmente finalizar essa história, cá estou eu para mais uma atualização. Espero que gostem 🩷 De pouquinho em pouquinho, nossa menina irá ficar bem! 🫂🤧
*Não me abandonem nos comentários e na hora da votação, por favor, embora eu sinta que não possa fazer muitas exigências a esta altura do campeonato 👀
*Críticas construtivas e opiniões são muito bem-vindas.
Bjs com Nutella (para os que não gostam, que tal brigadeiro?) e uma boa leitura.
"Mãe, estou perseguindo um fantasma
Eu não sei quem ele é
Mãe, estou perseguindo um fantasma
Eu não sei onde ele está
Mãe, estou perseguindo um fantasma
Eu me pareço com ele?
Igual a ele".
Tyler, The Creator feat. Lola Young – Like Him.
(Nina POV)
Terça-feira, 19:37 PM.
Por um breve momento, permito-me afogar no silêncio do meu próprio quarto. – É terça-feira à noite, pouco mais de sete horas, um dia e meio desde os últimos acontecimentos – Não mais o vazio e opressor. Um denso, sim, mas sólido de uma forma que me permite ancorar em algo; um espaço morno e seguro onde consigo ouvir o sangue circulando por todo o corpo. Minhas têmporas pulsam com a ansiedade, que agora se assemelha mais a uma pluma suave e constante, que ocasionalmente reverbera em minhas costelas, um trepidar distante e surdo, ao invés do dominante de antes. As batidas do meu coração – abrigado sob minha caixa torácica – já não saltam violentamente contra o meu peito.
Surpreendentemente, milagrosamente, não há indícios de qualquer dor de cabeça. Trata-se de uma constatação, apenas. Uma sensação fantasma, tão esperançosa quanto um broto rompendo o asfalto, florescendo ao seu primeiro e vívido raio de sol.
Segundo Sarah, levaria cerca de uma semana para o teste de DNA ficar pronto. Eu não perguntei como ela conseguiria o material genético necessário de Nikolai – se já não tivesse conseguido. Sua franqueza, ao contrário do que eu pensava, tinha, sim, uma limitação. E eu respeitei isso. Não perguntei. Talvez pela minha covardia vergonhosa, talvez pelo meu instinto de sobrevivência, que preferia se manter ignorante aos detalhes sórdidos. Eu me preservei, embora possa parecer, talvez ser egoísta –, mas garanti que ela tivesse tudo o que precisasse para avançar sem olhar para trás.
Então, sim, uma semana. Sete dias. Cento e sessenta e oito horas substanciais para que um pedaço de papel me diga, finalmente, se a corrente de ferro que me prende a Nikolai é eterna ou não.
Céus...
Nunca pensei que chegaria o dia em que eu carregaria o peso de ser... bem, dele – filha dele, legado dele –, como uma doença que se manifesta sem aviso e não tem cura. Uma contaminação que se propaga. Uma sentença maldita e hereditária.
Quando criança, eu olhava para meu pai e via um Deus. Um homem forte, imponente. Não um monstro – não ainda. Eu via sua altura, sua determinação, via a forma como as pessoas se afastavam do seu caminho, como ele conquistava a todos, e achava que aquilo era respeito. Admiração. Charme, até. Não violação. Não abuso. Nunca. Eu o respeitava. O amava. Eu queria ser como ele.
No fundo, agora eu vejo, ainda que de maneira inconsciente, eu plantava ervas daninhas ao redor do meu coração e carinhosamente, de maneira imprudente, apelidava cada uma de girassol em um jardim fajuto, regado de lágrimas e mentiras. Ignorei todos os sinais e me culpei dolorosamente – eu... porra, culpei minha mãe, repulsivamente, injustamente – ao finalmente enxergar quem ele era. Não em quem ele se transformou, não, mas quem sempre foi.
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THE CONTRACT || Nian
FanficAs pessoas dizem e é verdade, a vida de uma pessoa pode mudar completamente em questão de apenas um mísero segundo. E bom, eu sou a prova viva de que tal coisa pode acontecer e de uma maneira um tanto quanto não convencional e indesejada. Apenas um...
