Matilda

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VOLTEI, FAMÍLIA. Gosto de pensar que dessa vez é para ficar e, enfim, finalizar essa fanfic. Eu tenho um grande carinho por essa história. Quando comecei a escrevê-la, tinha 16 anos. Hoje tenho 22 anos. Passaram-se seis longos anos desde então. A Maria Eduarda adolescente que passou pela pandemia fazendo o que mais lhe trazia vida – escrever –, se tornou uma mulher adulta e, eventualmente, precisou crescer e se tornar um alguém responsável. Adulta. Com as inúmeras responsabilidades, naturalmente veio a falta de tempo. Com o trabalho, com a faculdade (tô cursando psicologia, amaram?), eu me afastei do que tanto me fazia bem, que era escrever. Eu me perdi em meio ao meu próprio prazer, me afastei do meu refúgio (mesmo escrevendo sobre outros universos, personagens amados, eu o fiz), e meus sentimentos se tornaram reprimidos. Sinto que adoeci um pouco por isso. Muitos dos meus personagens, de suas vidas, experiências e sentimentos, carregam uma parte de mim. Era essa a minha maneira de me expressar, afinal. E é bom estar de volta! Não pensei que teria um pico tão grande de inspiração para The Contract, mas veio aí e eu não poderia fazer outra coisa senão me agarrar a isso!

ENFIM, estou publicando esse capítulo aqui e, em seguida, agorinha mesmo, irei publicar mais um 🩷

*Não me abandonem nos comentários e na hora da votação, por favor, embora eu sinta que não possa fazer muitas exigências a esta altura do campeonato 👀

*Críticas construtivas e opiniões são muito bem-vindas.

Bjs com Nutella (para os que não gostam, que tal brigadeiro?) e uma boa leitura.

"Matilda, você fala da dor como se estivesse tudo bem
Mas eu sei que você sente como se um pedaço de você estivesse morto por dentro
Você me mostrou um poder que é forte o suficiente para trazer o sol aos dias mais escuros"

Harry Styles – Matilda.

(Nina POV)

Quinta-feira, 15:45 PM.

— Aqui estão as informações que me pediu — É o que o investigador que contratamos murmura, intercalando o olhar entre Ian e eu, empurrando os arquivos perfeitamente organizados dentro dos envelopes em nossa direção, por cima da superfície da nossa mesa de centro da sala de estar.

Ian me olha calmamente, o queixo firme e mandíbula cerrada, os olhos brilhando com uma raiva que está engarrafando com esforço visível. Seus braços estão cruzados frente ao peito, sua pose defensiva enquanto se mantém ao meu lado, uma presença sólida e silenciosa que passou a me acompanhar durante os últimos dias que se sucederam. Eu sei o quanto custa para ele ficar parado, porque agora, a única coisa que Ian pode fazer é permanecer ao meu lado enquanto eu decido o próximo passo.

Quando olho para ele agora, quase não o reconheço; não é exatamente uma coisa negativa, é apenas diferente. Uma versão de si mesmo que eu ainda não conhecia. Ele continua doce, sim, mas não mais de um jeito despreocupado. Eu achava que sabia quem ele era. Mas esse Ian, o que acorda em alerta no meio da noite porque me mexi no sono e ele quer checar se eu estou tendo pesadelo – se serei vítima de mais um ataque de pânico que o fará acordar em meio a gritos histéricos que, eventualmente, irão rasgar minhas cordas vocais, roubando-me a voz por dois dias e noites inteiras –, o Ian que não pergunta sobre o teste de gravidez mesmo que eu saiba que ele pensa nisso tanto quanto eu, o Ian que senta no chão do banheiro comigo sem dizer uma palavra enquanto eu choro até não ter mais lágrimas... esse Ian eu não conhecia – Para me acompanhar, me sustentar, ele aprendeu a... desacelerar. A me dar espaço, tempo, mesmo que permaneça constantemente ao meu lado, pairando sobre mim sem me sufocar, me amparando nos momentos difíceis. Às vezes eu me pego desejando não ter precisado conhecer esse seu lado, da mesma forma que não queria que ele tivesse conhecido esse meu.

THE CONTRACT || Nian Onde histórias criam vida. Descubra agora