capítulo 47

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Ayla Ricci

Acordei gritando pela dor que eu estava sentindo

Estavam me costurando

- para por favor - disse e senti a mão parar imediatamente - você não cansou de me machucar mais ? - pergunto chorando

- calma senhora, pensamos que daria para fazer a costura enquanto você dormia, me perdoe - a médica diz e eu concordo chorando - vou te dar a anestesia agora ok? - balanço a cabeça que sim e ela aplica a agulha em mim

Eu morro de medo de agulhas, mas com essa dor que eu estava sentindo, a picada não foi nada









Acordo e vejo que estou sozinha no quarto, ele está escuro com as persianas fechadas

A dor havia diminuído um pouco porém a ardência era constante

Fiquei uns minutos lá deitada sem me mover até que minha governanta Lais entra

- com licença senhora, está na hora do seu remédio - a olho confusa e ela me explica - a Dr. passou alguns remédios para a senhora tomar nos horários certos de 6h em 6h horas, para aliviar a dor e ajudar na cicatrização

Concordei e ela me ajudou a sentar com cuidado

Meu quadril doía menos e eu estava com uma faixa enrolada nele também

Tomei um remédio e me deitei de lado na cama de um jeito que não pegasse nenhuma das feridas

Mais alguns minutos se passaram e Laís entra novamente com uma bandeja farta de comida

Eu estava faminta depois de ter ficado praticamente 3 dias sem comer nada, só bebendo água

Ela acendeu as luzes e ligou a tv pra mim

Colocou meu prato na minha frente e eu comi

Eu estava com tanta fome que terminei o prato de Strogonoff em poucos minutos

Quando Laís voltou eu perguntei se poderia comer mais e ela confirmou e logo chegou com mais um prato pra mim

Tava uma delícia

Assim que comi, me deitei na cama e fiquei assistindo televisão até que escuto a porta abrindo e olho diretamente para ela

Valentim entrou lentamente e quando me viu acordada se aproximou

- oi - ele disse baixo e eu apenas voltei a olhar para a televisão - não vai mais falar comigo? - ele perguntou e eu olhei novamente para ele

- se eu não falar, vai me bater denovo? - perguntei e ele engoliu em seco

- amor, eu não tive escolha - ele começa mas eu o corto

- sempre há uma escolha - digo com um fio de voz pra não chorar - sempre há...

Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa Clarice entrou no quarto igual um furacão

- o que aconteceu? - Valentim perguntou pra ela e ela me olhou rápido

- aquela baranga está aqui - ela disse e eu curiosa perguntei tentando me levantar

- quem? - disse e antes que eu pudesse me levantar Valentim me deitou denovo - quem? - pergunto novamente já deitada

Eles se entreolham e eu fico com raiva

- a Anna - assim que ela diz sinto meu sangue ferver

- você está xingando minha melhor amiga de baranga ? - digo furiosa e me sentei sentindo meu quadril latejar - porque está falando assim dela, deixe-a entrar agora

Digo com raiva

Como ela pode fazer isso comigo. Minha amiga querendo me ver e ela a xingando, eu não posso permitir isto

Ela respira fundo e me encara

- não - ela diz e eu a olho incrédula

- não? Tá maluca? - pergunto com raiva e só então me lembro de Valentim

Merda, agora ele me mata

- Ayla ela não vai subir - diz Valentim e eu olho pra ele com os olhos cheios de lágrimas - depois eu te explico tudo ok

- você nunca pode ficar do meu lado mesmo né - digo e me deito novamente chorando - por favor me deixem sozinha. Eu não posso ficar com a minha melhor amiga e também não quero ficar com vocês

Disse sentindo meus olhos fecharem

Escuto a porta batendo e me permito dormir denovo









Oi pessoal, tudo bem? Gostaria de pedir pra vocês não se esquecerem de deixar a estrelinha. Eu estou vendo que vocês lêem a história e não votam, então se por favor vocês conseguirem fazer isto por mim, eu fico muito agradecida.

Espero que estejam gostando, e se tiverem comentem bastante pra eu saber

E se algo incomodar vocês, podem falar também, eu aceito críticas CONSCRUTIVAS OK? Obrigada pela compreensão, espero que estejam gostando. Bjs 😘

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