Valentim Ricci
Desço as escadas apressado procurando pela cozinheira
- ei, Marta - a chamo e ela me olha rapidamente - quero que prepare um almoço reforçado para Ayla por favor - digo e pego meu telefone pra ligar pra médica dela
Peço que ela venha pra cá pra poder cuidar dos ferimentos de Ayla
Eu tava me sentindo um lixo por isso
Mais eu não tinha o que fazer, são as regras da máfia
Regras que foram criadas antes mesmo de eu pensar em nascer
Foram passadas por gerações
Eu não queria que nada daquilo tivesse acontecido
De início quando ele conversou comigo sobre isso nós brigamos feio
Só não brigamos fisicamente porque minha mãe interviu
Eu nunca quis machucar minha mulher, eu jamais faria isso propositalmente
Mas ele disse que se eu não aceitasse essa punição, ele mataria ela
Eu não tinha o que fazer...
O que me resta agora, é só cuidar dela e garantir que ela tenha a melhor recuperação possível
Eu não quero que minha mulher sofra mais
- mãe, por favor será que a senhora pode ajudar a Ayla a tomar banho? - digo quase chorando em tom de súplica e ela me olha confuso - pode ser você e a Clarice se ela quiser - digo
- filho, mas porque você não a ajuda? - ela pergunta confusa e como estávamos na biblioteca eu começo a chorar
Chorei igual um bebê enquanto minha mãe me abraçava
- ela não quer que eu toque nela mãe, ela não quer mais dormir comigo, e ela não quer mais que eu chegue perto dela - digo enquanto estou abraçado com ela
- calma filho, ela só está triste e assustada, mas eu prometo que isso tudo vai melhorar - diz me confortando - eu ajudo ela ok? Não se preocupe - diz e beija minha testa - eu vou conversar com ela sobre isso tá bom - concordo e limpo as lágrimas antes de sair de lá logo em seguida
Passo pelo meu pai que estava conversando com os membros do conselho e pra minha infelicidade ele me chama
Fico furioso mas contenho minha raiva e vou até lá
- filho, estávamos falando sobre o próximo baile beneficente, o que acha de fazermos um leilão? - ele diz rindo pra mim e eu o chamo pra irmos pra um canto mais reservado
Ele pede licença prós velhos e me segue
- a minha mulher está em estado crítico e você vem me perguntar se porra de leilão caralho? - falo sussurrando com raiva e ele arregala os olhos
- eu não tenho culpa se ela não respeita as regras - diz e eu sinto meu sangue ferver
- claro, você nunca tem culpa né - digo e saio andando o deixando plantado lá
Subo as escadas e paro na porta do quarto em que Ayla está, aonde vejo minha mãe e minha irmã a levantando com muita dificuldade enquanto ela segura o choro
Me cortava o coração ver ela assim
- por favor, para - ela diz chorando quando elas a sentam na cama - dói demais, eu não aguento - ela diz fraca - vocês estão me machucando - ela diz e minha mãe e a Clarice a olham com pena
- desculpa a gente amiga, mais é que não conseguimos te levantar sozinha sem te machucar - Clarice diz e vira o rosto pra porta pra chorar e da de cara comigo - ei, ajuda aqui Valentim - quando ela diz meu nome Ayla me olha com uma mistura de medo e fúria
- não, se vocês não conseguirem eu vou sozinha - ela diz e faz força até se levantar
Ela força os dentes pra não gritar e se levanta
Minha mãe e a Clarice tenta a segurar pra leva-la pro banheiro mas ela nega
- podem sair, obrigada mas eu faço isso sozinha - diz e anda com muita dificuldade
Ela acaba caindo no chão e antes que minha mãe e Clarice façam qualquer coisa eu corro pra pegar ela
Ela estava chorando tanto e sentindo tanta dor que nem conseguiu negar a minha ajuda
Começo a tirar as vestes dela e ela continua chorando baixinho
Antes disso Clarice já havia botado a banheira pra encher com água morna
Coloco ela na banheira e ela arqueia as costas de dor
Começo a lavar ela com muito cuidado pra não machuca-la mais ainda
Depois de alguns minutos eu a tiro da banheira com o roupão que está aqui e depois o retiro deixando ela nua pra nada encostar nas costas dela
A pego no colo e a deito de bruços
Ela estava cochilando
Antes que eu saia do quarto escuto ela dizer bem baixinho
- me cobre por favor, eu tô com frio - diz e eu volto pra cobrir ela com cuidado - obrigada - diz e dorme pesado
Subo pro meu quarto e tomo um banho frio rápido e desço pra receber a doutora Santiago
- aonde ela está ? - ela pergunta e eu a guio para o quarto aonde ela tá
Ela entra devagar e eu vejo que ela ainda está dormindo
A Dr. retira lentamente a coberta das costas dela e se assusta
- meu Deus - ela diz em um sussurro mas não pergunta nada
Ela começa a pegar todas as coisas dela e para por um instante
- ela dormiu faz muito tempo? - pergunta e eu nego - acha que consigo costurar as feridas com ela apenas dormindo ? - diz e eu dou de ombros sem saber exatamente se isso daria certo
- só não machuca ela por favor - digo e a doutora confirma
Ela prepara tudo e começa a costurar as costas dela
Deu tempo dela costurar duas feridas grandes antes que Ayla acordasse gritando
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Meu Mafioso
FanfictionAyla Antonelli vinha de uma familia não muito rica, mais que a maltratava demais e ela nunca havia tido uma vida normal. Sua irmã estava prometida há um homem que todos de sua casa o conhecia menos ela por falta de interesse. Até que um dia um impre...
