- Mande-o entrar, por favor.
Eu disse apenas isso, antes de me ajeitar melhor na cama e botar a prateleira do café numa mesinha ao lado. Olhei para Matthew e fiz sinal para ele sair.
- Não! Eu não vou sair Luna! O que você tem com esse pessoal?
Tudo.
- Nada... Quer dizer, eu não sei, mas eu preciso que você saia.
- Eu não.
- Sai logo Matthew deixa de ser infantil.
- Não.
Ficamos assim nos próximos segundos até que O meu amigo "desconhecido" no momento aparece pela cortina, e arregala os olhos para o Matthew como se ele fosse um invasor, ele olha para mim e eu faço um sinal para ele expulsar o Matthew ( Aprendemos a fazer sinais com o rosto na agência, uma coisa muito importante para não fazer barulho).
- Am... Então você é a Luna Brooklin? - Ele olhou para mim sério. E eu retribui seu olhar.
- Sou eu mesma... O que o senhor deseja? - (saca só o teatro... kkkkkk).
- Quero ter uma conversa com a senhorita... a sós - Então ele olhou para Matthew, enfatizando o "sós", e após isso, Matthew se levantou e saiu da sala emburrado. Ufa, obrigada Fábio!
... 2 minutos se encarando depois...
- Bom Luna, temos boas e más notícias e...
- É isso? "Temos boas e más notícias"!- Disse imitando a voz dele - eu to aqui no hospital e você nem pergunta se eu to bem e tal...
- Luna, você tá bem? Tá dodói ta? Quer que eu pegue um lencinho para você? - Ele disse normal, mas eu tinha certeza absoluta que ele tava querendo rir.
- Eu to bem, muito obrigada pela pergunta, agora sim me sinto importante. - Olhei para ele normal também - Agora, diga primeiro a notícia boa.
- A notícia boa é que conseguimos tirar algumas informações daquele bandido, que você algemou. - Ele deu uma breve respirada. - Primeiramente, o nome dele é Burnithon. Ele disse que estava procurando em todos os quartos um arquivo... Bom, e também conseguimos arrancar da boca dele alguns planos dessa gangue, quando descobrimos que ele é membro dela.
- Sim, e o que vocês "arrancaram" da boca dele?
- Ele disse que vão entrar na escola alguns novatos, que supostamente seriam da gangue. O objetivo deles é o arquivo, mas também querem mais membros para seu grupo, ou seja, querem convencer de algumas pessoas a fazer parte do grupo.
- Uou, então... Isso é a boa notícia? Já to com medo da má... Jesus Cristo. Fala logo a notícia ruim.
- A notícia ruim é que seu repertório de armas vai ter que ser trocado - Ele olhou para mim, rindo.
- Isso? É isso a notícia ruim? Nossa que alívio - Dei uma suspirada - Mais alguma coisa?
- Por enquanto não. Bom antes de ir, espero que você possa sair do hospital o mais rápido possível e se recupere rápido também. Melhoras - E assim, ele foi.
Não tava com cabeça para pensar em missão e blá blá blá. Se eu perdi dois dias e meio, quer dizer que eu perdi aula... E eu não vejo a Marie... Será que ela me visitou quando estava inconsciente? Hum... Preciso adiantar minha vida.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Depois de uns 20 minutos Matthew entra novamente na sala e se senta na poltrona, sem dizer uma única palavra.
- Você não deveria estar em aula? - Eu perguntei realmente curiosa.
- Deveria... Mas prefiro me certificar que você está bem - Corei com o comentário, porque eu senti minhas buchechas arderem um pouquinho e uma sensação estranha no meu corpo novamente me possuiu.
- Bom... Obrigada - Acho que não tinha muita coisa pra falar.
- Sério Luna, o que aconteceu que CIA quer falar com você? Eu to começando a ficar realmente preocupado.
- Matthew, pode ficar tranquilo. Como você sabe, eu não posso exibir o que CIA ou outras agências como essa falam comigo, e isso acontece o mesmo com outras pessoas. Mas uma coisa eu posso lhe assegurar: Você não precisa se preocupar.
- Mas eu quero. Não tem como eu não me preocupar com você. Eu não sei... Eu te conheço a tão pouco tempo, mas você é uma pessoa diferente, legal, divertida, e isso te torna especial para mim... Você é uma das raras pessoas que eu conheci, e que realmente me faz sentir feliz. Então, eu vou sim, me preocupar com você. Eu juro que se eu tivesse perto de você nesse momento em que você estava sozinha, eu faria de tudo, TUDO para que não se ferisse.
Aquilo realmente me emocionou. Não sou uma pessoa muito afetiva, mas para um vizinho irritantemente irritante, chato, legal, engraçado, grudento e safado... Ele também é especial para mim... De uma forma ou outra. É por isso que eu não vo meter ele nessa bagaça de gangue.
- Matthew, obrigada... Eu também te acho uma pessoa muito especial, mesmo sendo um irritante as vezes. Mas não vai acontecer nada comigo... Pode ficar tranquilo.
Ele deu uma risadinha e então disse.
- Eu espero.
Depois de horas e horas, finalmente recebi alta e Matthew tinha me dito que fui visitada umas 4 vezes pela Marie, com o Fernando e Fred. Bom, pelo menos isso significa que eles se importam comigo. Não estou sentindo muita dor como antes, mas a ferida ainda me incomoda, é por isso que o médico passou alguns remédios, e pomadas. Então, fomos andando até o estacionamento até que eu percebi uma coisa...
- Matthew, você dirige?
- Sim, esqueceu que eu tenho 19 anos e meio? - 19???????????????? Cê tá brincando ne?
- Eu nunca perguntei isso para você. - PUTA MERDA, se eu disse minha idade para ele, ele vai endoidar, eu deveria entrar na faculdade com 18 e não com 17, tipo, ele vai achar que eu sou uma alien inteligente, uma coisa que eu não sou.
- É verdade, mas você também tem idade de dirigir, quantos anos você tem? - 0.0
- Eu... Er... Bom, eu acabei de fazer 17 anos... - Pronto, acabou.
- Ahn? Você não é meio nova para fazer faculdade?
- Pois eh... MAS NÃO CONTE ISSO PARA NINGUÉM!
- Calma calma. Pode deixar, agora entre no carro com cuidado.
- Matthew, eu não sou lezada. Eu estou perfeitamente... AI - Tropecei numa pedra, sei lá, mas doeeu a minha barriga.
- Você esta perfeitamente temosa. Agora entra com cuidado... - Ele disse lentamente a palavra cuidado só pra me irritar... Arrghh.
Então eu entrei no carro, me sentei, e para constatar ele foi botando o cinto PRA MIM! Vê se pode!
- Opa, agora você tá me tratando como se eu fosse um bebê. Pode deixar que agora eu sei me acomodar Matthew.
- Você não é um bebê, mas você tem que ser tratada como uma por esses dias.
- Aff Matthew, se você continuar assim eu vou a pé.
- Ta tabom, eu paro.
Depois dessa cena Matthew deu partida no carro e ficamos em silencio. Como o hospital não era perto da escola, eu deitei mina cabeça na cadeira e adormeci... Como um anjo ( só que não).
VOCÊ ESTÁ LENDO
Ready or Not, I'll be with you
Teen FictionLuna, uma jovem de 17 anos, sofre com a morte de seus pais dez dos 14 anos e meio. Sempre teve uma vida solitária e triste, até que finalmente se muda e começa a morar em um colégio. Conhece pessoas nova,e lida com um ambiente novo e consequentement...
