Augusto
Não consegui me concentrar o resto o dia. Ela me vira a cabeça somente com sua postura, tão segura, inteligente. Me sinto um garoto repreendido pela mãe e com medo do próximo passo que vou dar. Para minha sorte a tarde passou voando e pude busca-la no seu fim de expediente.
"Oi, liv" mal reconheço minha voz quando a comprimento, beijo seu mão como um cavalheiro que ela merece que eu seja. "Oi, Augusto..." Ela sussurra corando, olhando para os lados. "Vamos, vou te mostrar um lugar" Entramos no elevador e sua respiração muda quando eu seguro sua mão, sua pele está fria e parece ansiosa, dou o meu melhor sorriso porque sei que causo a mesma coisa que ela me faz.
"Olá." "Srta. Burke" Paul cumprimenta Lívia e ela faz uma carranca sem entender como ele sabe o seu nome, aceno para o Paul e ele sabe exatamente onde eu quero ir, me acomodo ao seu lado e seguro sua mão. "Pra onde vamos?" "Curiosa, você é sempre assim?" Ela fica desconfortável. "Ei, o que foi?" faço um carinho na sua mão "Não é nada, Gu..." Decido não insistir, pois chegamos. Ela observa o local, avaliando se gostou. Pouso a mão nas suas costas e entro com ela, tia Marta vem logo me abraçar. "Meu menino!" dou uma risada "Oi, titia" beijo seu rosto. "Essa é Lívia, uma amiga" tia me olha desconfiada "Prazer, Sra. Marta" Lívia estende a mão mas minha tia a abraça e exclama elogios "Como ela é linda, Guto! Que bom gosto!" adoro ver ela corando, nunca vou me cansar. "Por favor, titia! Viemos comer as melhores bolinhos de carne da cidade." Ela nos leva para uma mesa e nos deixa a sós. Me sinto desconfortavel, nunca trouxe ninguém aqui e não sei se ela gostou. É um lugar simples, com estilo rusticos e móveis antigos mas aconchegantes. Tia Marta é a minha unica tia por parte de pai que mantenho contato, sou sócio dela e a ajudei abrir seu negocio, o lugar é mais frequentado a noite por caminhoneiros e homens parecidos com pai... Fechados, cada um no seu canto com seus problemas apreciando boa comida e bebida barata. No fundo eu venho aqui para sentir um pouco das raízes do meu pai. Tento despeçar esses pensamentos quando a doce voz de um anjo me trás de volta: "Uma moeda pelos seus pensamentos, Sr. Beaumont." Dou um sorrisinho "Estava pensando em como esse lugar é fora dos padroes, creio que para você também. Gosto muito daqui" Suspiro com lembranças felizes de quando eu tive uma família completa e normal. "Eu também, sua tia parece uma mulher batalhadora e maravilhosa..." Ela meche com as mãos desconfortaveis. "Porque se mudou para cá, Liv?" Inicio uma conversa distante de nossos pensamentos e percebo algumas coisas incomuns, mas somos pessoas diferentes em muitos aspectos. Depois de comer vamos embora, prometo voltar para minha tia para que ela não insista em constranger a Lívia, nunca havia me visto com ninguém. Ela é alguém com quem eu adoraria ser visto.
Lívia
Augusto me trás em casa, outra coisa inesperada! Como ele sabe onde eu moro? Como seu motorista sabe meu nome? Convido ele para um café, sabendo que Heloísa saiu para casa de alguém. Enquanto preparo o café eu faço as perguntas pela qual estou interessada em saber.
"Como sabia onde eu moro?" Ele parece com medo da minha reação. "Pedi para que o Paul te seguisse quando você saiu do meu apartamento sem me dar explicações" "Ah..." sirvo o café para ele e me sento na bancada ao seu lado, fico observando como ele tá sendo paciente e totalmente diferente do que pensei. Ele parece cauteloso, tem algo triste no seu olhar o que me faz sentir um aperto... É ai que Augusto tem sua primeira crise na minha frente, o que me deixa assustada! Ele treme violentamente no meu sofá enquanto eu tento fazer ele falar comigo: "Augusto? Pelo amor de Deus o que é isso?" Ele tá soando e com dificuldades para respirar, talvez seja asma... Ele consegue sussurrar o nome de Paul e eu corro rapidamente para o telefone, pedindo para q autorize ele a subir.Após tomar o remedio e se sentir mais calmo, Augusto consegue me olhar totalmente amedrontado, sento ao seu lado e seguro sua mão, ele tá com a camisa aberta e respirando pesadamente, não queria admirar sua barriga mas estou fazendo isso. "Liv, me desculpa, eu esqueci de tomar meu remédio" "Gu, o que é isso?" Ele suspira e balança a cabeça sem querer me falar, estou preocupada. "Olha, eu não vou dizer a ninguém! Sei que você é o chefe do meu chefe, e talvez eu esteja errada mas acho que mereço uma explicação..." Paul está de canto, nos olhando. Ele parece ter um olhar preocupado e de piedade, sinto uma admiração muito grande pela sua cumplicidade ao patrão. "Eu tive fibrose pulmonar quando criança... e as vezes tenho essas crises, só isso." Ele se levanta e diz que já vai. Me sinto imediatamente vazia mas concordo, agradeço pela conversa e deixo ele ir. Vou para uma longa pesquisa... Fibrose pulmonar.
GENTE SEI QUE POUCOS ACOMPANHAM, MAS FICO GRATA PELAS POUCAS PESSOAS QUE LEEM. ESTOU DESMOTIVADA PARA ESCREVER E REALMENTE QUERIA UM INCENTIVO, COMO TAMBÉM IDÉIAS. EU GOSTARIA MUITO QUE VOCÊS INTERAGISSEM, VOTASSEM, DESSEM IDÉIAS DE COMO PODE SER O ENREDO DO CASAL. OBRIGADA PARA QUEM ME AJUDAR E PARA QUEM SIMPLESMENTE LÊ! <3
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Mundos distintos
DiversosTalvez seja tudo questão de lógica. Talvez tenha sido somente a sorte. Talvez esteja escrito. Talvez seja pra durar. Talvez? Sim, talvez. Lívia Burke sempre foi rica, mas muito modesta e humilde. Cultiva seus únicos amigos: Heloísa e Nathan. Sua mãe...