Os convidados aplaudiram de pé. Acharam a história muito bonita. O fazendeiro ficou desconfiado. Seria coincidência? Sentiu que ali tinha coisa.
Nimguém notou mas, no meio da cantoria, a noiva desapareceu.
Montada num cavalo, vestido de noiva e tudo, a moça foi galopando até o arvoredo.
Ali, Coco verde e melancia se abraçaram, choraram e se beijaram.
Ali, Coco verde e melancia mataram a saudade.
Ali, Coco verde e melancia tomaram uma decisão.
Ja estavam todos preocupados, quando a filha do fazendeiro apareceu e pediu a palavra. Disse que queria falar. Era importante. Tinha uma dúvida terrível. Precisava fazer uma pergunta. Era questão de vida ou morte.
O pai fez cara feia
O noivo estranhou:
--Quetão de vida ou morte?
A filha do fazendeiro disse que sim. Contou uma longa história. Quando era paquena tinha ganhado de presente uma caixinha de veludo. Dentro dela, disse, tinha guardado bem guardadas as suas joias mais raras, seus segredos mais bonitos, seus sonhos mais priciosos.
Os convidados escutam sem compreender o que estava acontecendo. O noivo prestava atenção.
O fazendeiro coçava o queixo.
A moça continuou. Contou que certo dia, infelizmente, por azar, a chave da caixinha de veludo desapareceu. Disse que ficou desesperada. Disse que virou a casa de cabeça para baixo. Disse que não sabia o que fazer. No fim, continuou ela, desanimada, acabou mandando fazer outra chave que fosse capaz de abrir a caixinha de veludo.
A moça sorriu. Contou que mal a chave nova ficou pronta, foi passear e, de surpresa, debaixo de um arvoredo, encontrou, assim, sem querer, caída no chão, a chave velha.
E a moça falou mais alto:
--Gente! Preste atenção! Minha dúvida é essa! Quero e preciso da opinião de todos. O que é que eu faço? Que chave eu uso agora? A nova que acabei de mandar fazer e nem usei ainda, ou a velha, a primeira, a antiga, a original?
Os convidados caíram na risada.
--Que bobagem!---exclamou o noivo.
---Que dúvida mais sem pé nem cabeça! A solução do problema é muito simples:
O melhor é ficar com a chave velha mesmo!
--É claro! ---concordou o pai.
--- Também acho! O lógico, o mais certo, é ficar com a chave velha.
--Afinal ela veio junto com a caixa de veludo --acrescentou alguém.
Todo mundo concordava.
A moça deu três pulos de alegria.
Foi sorrindo e falando ao mesmo tempo.
Contou de Coco verde. Contou de seu amor antigo. Contou das mentiras de seu pai. Chorou. Contou que passou por um período de grande sofrimento. Pediu desculpas ao filho do fazendeiro. Disse que foi enganada pelo próprio pai. Confessou que seu grande amor era mesmo Coco verde.
Mandou chamar o moço que estava escondido ouvindo tudo. O fazendeiro ficou furioso mas dessa vez não teve jeito.
Ali mesmo, o padre anulou o primeiro casamento e casou Coco verde e melancia.
Quem foi à segunda festa
Aproveitou muito mais
A primeira foi bonita
Mas a outra foi demais!
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Coco Verde E Melancia
RomanceEra um fazendeiro muito rico. Dono de terras,usinas,gado e enormes plantações. O homem tinha também uma filha q era a coisa mais linda. A menina estudava na escola da cidade. Lá conheceu e começou a gostar de um colega de classe. Onde um ia o outro...