Capítulo 2: Segunda-Feira

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Hoje infelizmente, vou ter que voltar pro pior lugar do mundo a "escola", affz, que ser existente gosta dessa porcaria? Se eu pudesse nunca iria lá. Vivo em um mundo sombrio, não me socializo com ninguém, não sei fazer isso. Odeio pessoas que não sejam da minha família! Penso as vezes que eles riem de mim o tempo todo! Não posso passar de frente a um grupinho que me sinto super mal, fico pensando naquilo horas, dias, noites, meses, anos... E por aí vai. Pois é essa sou eu. A esquisita do colégio, a "gótica estranha" como dizem. Minha vida é uma droga, resumindo.

Agora vou me arrumar se não vou acabar me atrasando e toda a sala vai ficar me olhando se chegar depois da aula ter começado.

Depois de me arrumar eu desci para tomar café, estavam todos lá me esperando num silêncio, comendo, até que meu irmão inventa de quebrar ele:

— Bom dia pra você também maninha, pra que esse preto todo? Exagerou legal aê. — dando uma leve risada.

— Bom dia banana! E esse preto 'todo' que eu saiba sou eu que tou vestindo então fecha o bico que hoje não tou com paciência para as suas idiotices. — retruquei com um tom agressivo me sentando na mesa e pegando um pão que tinha lá.

— Etá! Não tá mais aqui quem falou sua ignorante.

— Repete o você falou seu moleque! — parti pra cima dele com uma chave de braço, não foi difícil, pois esse estava do meu lado mesmo.

— Kkkk, apanhando de uma menina filho? — perguntou meu pai morrendo de rir do meu irmão.

— Que é isso Laryne! Solte o seu irmão agora! — mandou a minha mãe, e eu obedeci, claro.

— O que aconteceu pra você ta assim hoje Lary? — perguntou minha irmã.

— Adivinha! Tem 3 sílabas, 3 vogais e é a coisa que mais odeio neste mundo, — respondo com tom de ironia, não sendo irônica.

— Calma filha, tenho certeza que esse ano vai ser melhor, você vai fazer amigos — falou calmamente a minha mãe.

— Também acho mana, quem sabe até um garoto aparece aparece pra você amolecer esse coração solitário — acrescentou minha irmã.

— Ka-ka-ka, essa eu quero ver bem de perto. — comentou rindo meu irmão.

— Lucas, depois você apanha e não sabe o por que. — falou o meu pai.

— O quê? Amigos? Vocês acham mesmo que alguém vai me querer como amiga? Me poupe. E enquanto a esse "garoto", não exite ainda, tá pra nascer okay? Agora deixa eu ir que eu não tou mais afim de ouvir essas besteiras que vocês falam — falei bebendo o resto do café e saindo de casa pra pegar o ônibus.

O ônibus chegou e estava cheio, não peguei de jeito nenhum, fui correndo e consegui chegar a tempo da aula não ter começado.

Fases...Histórias para pegar e não largar. Descubra agora