Meus pais verdadeiros.

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P.O.V. Crys:

- Você tem que ir para o reino dos Supremos agora! - manda Luiza.
- M-mas, a onde é isso!? - pergunto assustada.
- Volte para sua alcatéia, faça uma mala e me espere, vou te levar até seus pais. - explica.
- Sim. - digo já mais calma só que sem entender nada.
Eu saio daquela tenda e vou para minha casa. Chegando lá sou abordada por Kauan cheio de perguntas.
- CALA A BOCA, cala a merda da sua boca por um minuto. Arruma uma mala, nós vamos viajar. - explodo.
- O que aconteceu para você estar assim? - pergunta com um pouco de preocupação na dua voz.
- Só arruma a sua mala.- digo com uma lágrima caindo em meu rosto.
Era muita coisa para entender e veio tudo de uma vez.
Eu subo correndo para o meu quarto, arrumo minhas malas e quando desço vejo Kauan com uma cara de preocupado.
- Vai me falar oque aconteceu?
Eu me sento ao seu lado e explico tudo o que eu entendi.
- Você sabe que não importa o que aconteça eu vou estar do seu lado te apoiando né? - após dizer isso ele acaricia minha mão.
- Eu sei, mas eu estou com medo, se os meus pais são os reis eu, futuramente, serei a rainha. E se eu não for uma boa rainha? E se eu afundar meu reino? E se eles não gostarem de mim? E se eu provocar uma guerra e perder? - várias perguntas, nenhuma resposta.
- Ei, eu vou estar sempre ao seu lado, você vai ser a melhor rainha. E eu vou te ajudar a ser a mais feliz de todas. - afirmas mas sem olhar nos meus olhos.
- M-mas, e se... - começo mas sou interrompida por Kauan.
- Eu já disse para você que não importa o que aconteça, eu vou sempre estar ao seu lado, vou sempre te apoiar, vou sempre te alegrar, vou sempre tentar ao meu máximo te fazer feliz, a mulher mais alegre de todas! - não senti muita confiança mas ele pelo menos tentou.
- Eu te amo meu anjo! - digo quase num cuchicho abraçada nele.
Ele apenas deposita um beijo na minha cabeça
- O pombinhos, vamos? - pergunta Luiza na porta.
- Sim.- afirmo saindo do abraço.
Eu me levanto e vou rumo ao carro, onde o tempo todo Kauan segurava minha mão fazendo carinho nela. Acho que ele veio do céu, porque toda vez que ele me toca, me olha, me beija eu me acalmo, toda vez que eu digo algo que ninguem vai entender ele vem com poucas palavras e me acalma totalmente. Nem mesmo eu sei o quanto eu o amo. E com esse pensamento eu adormeço nos braços do meu anjo.
- Ei, minha linda, você vai acordar ou eu vou ter que te levar no colo?
- Me deixa dormir! - resmungo.
- Ok.
Eu, ainda com os olhos fechados, sinto algo envolver minha cintura, sinto uma respiração e um toque que me acalma.
- Pronto, minha bebê tá entregue.
- Ei, fica aqui comigo?- pergunto fazendo voz manhosa.
- Está bem.
Sinto algo deitando na cama e logo o abraço.
- Eu te amo.- digo tão baixo que acho que ele não escutou.

Horas depois:

Acordo em um lugar estranho, um quarto com as paredes creme, uma cama azul claro, uma comoda de madeira e uma porta que dá provalvelmente no banheiro.
- Boa tarde minha fofucha! - diz Kauan ao me ver acordada.
- Boa...Como assim boa tarde? - pergunto dando um pulo para fora da cama.
- Claro, já são quatro horas da tarde.
-Que horas chegamos aqui?
-Acho que umas três da manhã.
-Licença, senhorita Crystal, a senhora Julia e o senhor Matt te esperam na sala de estar principal.
-Muito obrigado mas, onde fica isso?
-Querida, não se preocupe. Se arrume que eu estarei a te esperar lá fora ok?
-Sim, obrigado. A o Kauan pode ir?
-Claro! Estarei te esperando lá fora.
Depois que a senhora, cujo o nome eu esqueci de perguntar, saio eu fui até aquele porta e na verdade era um closet enorme e uma outra porta que era o banheiro. Depois de um século eu escolho apenas uma blusa branca, uma jeans e um all star preto, Kaun usava uma polo branca, uma jeans e um tênis da Nike preto.
-Iae, tó apresentável para o meu sogrão?
-Besta! Vamos.
Nós dois seguimos a senhora que eu finalmente descobri o nome, ela se chama Lúcia e é meio que a governanta da casa/castelo, depois de passarmos por milhões de salas chegamos em uma com uma porta gigante de madeira.
-É aqui senhorita, pode entrar.
-Muito obrigada Lúcia.
Meu deus, é agora. Depois de anos querendo saber quem são meus pais. Eu já sabia que era adotada antes de vir para a alcatéia pois vi um documento de adoção com o meu nome, depois eu vim para a alcatéia e descobri que os meus pais estavam mortos e agora eu irei encontrar eles de verdade. Minha barriga vai explodir, meu coração vai sair da minha boca e eu vou ter uma crise de asma e olha que eu não tenho asma.

Já revisado 👍✅

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