Capitulo 2

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Ok ... Já percebi que na minha escola não sobreviveu ninguém.
Decidi então correr na direçao da minha casa , era uma vivenda grande e espaçosa , era um pouco longe da minha escola , visto que eu vou todos os dias da semana de autocarro.
Eu corria o mais depressa que conseguia mas mesmo assim , parecia que a minha casa estava cada vez mais longe , parecia que aquela maldita estrada com tudo destruído à sua volta nunca mais tinha um fim .
Mas porque ? Porque è que isto esta a acontecer , normalmente quando à um sismo , ou à uma probabilidade de acontecer um sismo eles , quer dizer os cientistas, avisam na televisão ou assim .
È mesmo muito estranho isto ter acontecido , estava mesmo tudo destruido , como se tivesse passado um exército de milhões de soldados por cima do Canadá.
Mas sera que isto só aconteceu no Canadá ou foi em todo o mundo ? E se ouver mais sismos ? E cada vez mais fortes ... E se for o fim do mundo?
Finalmente cheguei a casa ...ou melhor , o que restava dela , estava tudo totalmente destruído, começei a chamar pelos meus pais e o meu irmão que se encontravam hoje de folga , mas não obtive qualquer resposta , foi então que avistei por baixo de algumas rochas (paredes) da casa , estavam os três abraçados com cara de sofrimento.
- mãe, pai Nash ! Acordem ! Por favor voces nao podem ir ... Por favor ! - disse eu entre lágrimas.
Mas sem sucesso eles não apresentavam nenhum sinal de vida , e foi aí que caí em mim ...
Ajoelheime no chão como se fosse o fim do mundo , quer dizer e na verdade até era ... Eu chorava desesperadamente, não sabia o que fazer estava com medo .
Subi algumas rochas que faziam parte das paredes da minha casa , e fui em direçao à quilo que supostamente era a minha cozinha .
Consegui depois de muito esforço abrir uma gaveta da cozinha , tirei de là uma faca afiada e pronta para ser usada .
Penssei em espetala no sitiu do meu coraçao e por fim à minha vida , mas não o fiz por mais que o quisesse fazer não conseguia .
- não era isto que a minha família gostava que eu fizesse...- disse baixinho entre lágrimas, guardei a faca no mesmo sitiu e mentalizeime a mim mesma que a unica coisa que eu podia fazer era sobreviver ...
Depois de me acalmar sei lá quantas vezes limpei as lágrimas com os pulsos , pois as minhas maos estavam cheias de sangue do meu pai da minha mãe e do meu irmão.
Tive a abraçalos uma ultima vez antes de partir , à procura de alguém, tirei as minhas proprias conclusões e decidi que não podia ser fraca , não podia chorar ou simplesmente desistir da vida .
Respirei fundo mais uma vez e tentei ser forte .
Tentei encontrar uma mala , uma mochila , qualquer coisa que desse para transportar a unica comida que se encontrava intacta , como alguns enlatados , garrafas de água e algum pão.
Por milagre consegui encontrar uma mochila preta , coloquei lá toda a comida e água que restavam , coloquei tambem a faca que tinha encontrado de inicio dentro da tal gaveta da cozinha.
- bem nunca se sabe ... - falei para mim propria.

The Survival Runners - O Começo De TudoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora