Vergonhas alheias

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- Não eu não vou pular daqui.-digo indignada.
Eu estava de costas para a janela aberta, quando ele começou a se aproximar tocando em meus ombros.
- Tudo bem se você não quiser pular.-disse ele.- Eu te emluro. Apenas senti quando ele me empurrou com força e me me vi atravesando a janela aberta. O susto foi tão grande que só percebi que eu tinha ficado pendurada no para-peito por causa do meu vestido, quando senti um vento em minhas partes baixas. Eu fiquei uns cinco minutos presa naquele para-peito e logo percebi que ele já tinha ido embora.
- Cacete velho ele é um babaca.- grito.
Uma criança idiora passa com uma velhinha que após me olhar tapa o rosto da criança.
- Cruzes esse jovens não são como os de antigamente.-diz a velinha andando rápido.Eu caio num arbusto que tinha debaixo do parapeito.
- Cara que azar.- digo me levantando. Quando percebo que aquele arbusto era de flores com espinhos e que arrancou meu vestido, e putz eu estava nua no meio de um bairro longe da minha casa. Penso duas vezes antes de sair correndo nua, quando resolvo andar pela calçada,olho para trás e vejo um carro cheio de garotos, eles começam a gritar coisaa escrotas sobre mim.
Eu finalmente chego em casa, quando entro encontro minha mãe sentada na poltrona com um notbook tomando uma breja.- Nossa filha, não sabia que você era tão gostosa.- diz ela levemente alterada.
- Mãe você precisa parar de beber.-digo correndo até meu quarto.
Quando chego no meu quarto me jogo na cama e começo a pensar como fui uma otária de topar aprender a transar com um cara que eu mal sabia o nome, neste momento estou me sentindo uma completa vadia.Vou até o banheiro para tomar uma ducha e deixar fluir as ideias.
No dia seguinte todos me olhavam diferente, vou até minhas amigas e pergunto a elas porque todos me olhavam diferente.
- Amiga todo mundo viu uma foto sua correndo pelada pela rua.- diz daniela.
Eu vejo julio vindo em minha direção, começo a dar passos longos tentando o evitar, mais parecia impossivel, vou em direção à um caminho estreito longe da escola, e me vêm a cabeça que além de estar fugindo dele, também estava matando aula, quando olho para trás e vejo que ele não estava mais me seguindo, desacelero o passo e pego uma bala de morando do bolso da minha calça.
- Você está me evitando.- diz julio me pensando na parede.
- Na...não.- digo gaguejando de susto.
Ele me rouba uma beijo, suave e molhado.
- Você nunca mais me evite.-diz ele me olhando profundamente.Eu dou um tapa leve na cara dele, ele faz uma cara séria, me segura com força na parede, havia pensado que ele ia me bater, fico olhando diretamente pra ele com medo, ele se afasta de mim e vai andando bem devagar.
- Ei volta aqui, quem você pensa que é?.- digo não satisfeita com tudo aquilo.
Ele apenas olha para trás e segue seu caminho.

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