Segunda-feira
Acordei com a Meow lambendo o meu rosto, ela é realmente adorável quando quer, ainda de olhos fechados fiquei de pé e fui cambaleando até o banheiro, claro que a Meow me seguiu, ela deve está faminta. Ao sair do banheiro me deparei com o relógio e adivinha quem estava atrasada para o colégio, euzinha. Tinha meia hora para me arrumar e sair correndo sem comer nem um pedaço de pão, pois nunca cheguei atrasada em meus 16 anos de vida, ao descer as escadas Jeny estava lá sempre dando duro para que nunca faltasse nada para mim ou para minhas irmãs, Jeny é minha mãe.
- Tchau mãe! Até mais tarde. Falei com pressa.
- Alice volte aqui! Você vai acabar pegando uma fraqueza, ora essa onde já se viu sair sem tomar café da manhã. Falou Jeny com tom de preocupação.
No meio do caminho me deparo com meus pensamentos, mais antes que eu comece a longa jornada a procura do auto conhecimento percebo que o céu está nublado e que eu esqueci a droga do guarda chuva, aí do meu cabelo se começar a chover. Eu tenho duas irmãs uma se chama Lara e a outra Ariel, ambas as duas tem a mesma idade, elas são um saco, principalmente quando começam a falar sobre o Gustavo, onde já se viu duas irmãs gostarem de um mesmo garoto? Não sei não viu, nessa família sou a única que não foi contaminada por essa mania de se apaixonar por qualquer um.
Eu desde que mudei para o bairro dos Leites, tenho tido uma vida bem corrida.
Ao atravessar a rua para ir ao colégio eu sempre me deparo com um beco sombrio no qual na parede tem um nome estranho, lá está escrito " el callejón de los pura sangre " quando eu traduzi achei bem estranho e sem sentido pois significa " o beco dos sangues puros" era algo assim, mais enfim cheguei no colégio, faltava exatamente cinco para as sete, que sorte cheguei sedo pois tem aula de física e digamos que o professor tem sérios problemas com quem chega atrasado na aula dele. Mais é claro que alguma coisa tinha que dar errado não é mesmo? Só foi eu passar pela catraca que eu escorreguei bem numa possa de água, foi uma cena linda, sai com minhas costas toda molhada, mais o importante é não chegar atrasada, faça chuva, faça sol, escorregue numa poça, seja assaltada enfim, para a minha sorte eu sempre levo uma blusa reserva porque em dia de chuva tudo pode acontecer inclusive nada.
Finalmente deu a hora do intervalo onde eu paro um pouco pra pensar na vida e curtir com a galera, mais sempre me deparo com aquela velha sensação de já ter vivido aquele momento, e toda vez que isso ocorre sempre passa por mim um homem loiro de olhos azuis e de uma aparência pálida e misteriosa que fica olhando para mim como se espera-se que algo acontecesse comigo, mais a sensação acaba rápido e logo volto ao normal, nesses momentos o mundo parece bem divagar, o mais estranho disso tudo é que eu só vejo esse homem quando tenho essas sensações, isso acaba comigo até porque ele é de uma beleza admirável, e aquela barba meu deus, mais pelo visto ele deve ser só fruto da minha imaginação.
Na volta para casa me deparo novamente com o beco sendo que o nome que estava gravado simplesmente sumiu, não faço ideia do que tá acontecendo, para completar a volta para casa começou a chover bem forte mesmo, em alguns minutos a água já estava nos meus pés, e eu tenho quase certeza de que vi um rato nadando.
Ao chegar em casa pego meu telefone e verifico as mensagens e adivinha quem ja deixou umas 5 mensagens, meu amigo Matt, desde o dia que eu entrei no colégio preparatório dos condes Leites, Matt tem sido meu grande amigo, ele sempre fala que eu pareço com uma vampira só por causa que eu sou bem pálida, ruiva e tenho olhos azuis meio verde e só uso preto.Matt é um grande amigo, falamos sobre tudo mais nesses últimos dias o assunto só têm sido sobre Virgínia, essa garota só quer acabar com a minha vida e a do Matt, ela vive soltando piadinha minha e do Matt além de se achar, ela é muito problemática, isso tudo porque na época que Matt virou meu amigo ele tinha acabado de terminar com ela, porque ela tava traindo ele com um tal de Wilson, um dos caras do time de basquete lá do colégio, aí desde sempre ela vive me marcando, essa garota é um saco, sempre em bando, sabe como é " onde uma vaca vai às outras vão também " hahaha, sempre que eu falo isso o Matt se acaba de rir.
- ei princesa não esquece de imprimir o cordel, é para amanhã. Recebo mais uma mensagem do Matt me lembrando de imprimir o trabalho pela sétima vez.
- okay, não se preocupe. Vamos arrasar.
Ao decair da noite não parava de pensar naquele homem, que só aparece quando eu tenho aquela sensação de Déjà vu.
Mais enfim, não perdi muito tempo pensando naquilo, peguei a Meow nos meus braços e fui dormir.Terça-feira
Olhei pela janela da sala de aula e lá estava a chuva caindo como se não tivesse amanhã, ou que estamos numa seca terrível, mais logo volto meu olha para o final da sala onde vejo o Matt lendo seu jornal escondido enquanto o professor de filosofia fala haha, Matt é realmente maluco. Por um segundo olhei fixamente para minha banca e comecei a rabiscar e quando me dei conta tinha rabiscado justamente o nome estranho do beco logo em seguida veio aquela sensação, mais dessa vez foi pior, porque o barulho da chuva estava tão intenso, era como se estivesse chovendo dentro de mim, eu podia escutar até os mínimos barulhos, levantei meus olhos pra o canto da sala onde tem a janela e lá estava ele, aquele homem no qual não sei como ou porque ele estava ali, mais me deu um certo medo, ele olhava para mim tão profundamente, seus olhos encantadores penetravam até mesmo a minha alma, sentia um prazer inexplicável mais ao mesmo tempo medo, o mundo parecia insignificante em meio ao momento em que eu estava tendo, mais de repente ele se desencosta da parede e sai da sala, no momento em que ele passou pela porta tudo voltou ao normal e é claro que tava todo mundo olhando para mim.
- Alice ? Pode me responder ? Perguntou o professor de filosofia olhando para minha cara de perdida.
- Ah, claro. Qual foi a pergunta ? Eu respondi.
Na hora da saída eu decide contar para o Matt tudo que estava acontecendo, ele então me pediu para ver o beco, eu realmente não sabia o que o beco teria de haver com o que estava acontecendo comigo, Matt disse que ele também não acha que tem haver, o que ele quer mesmo é ver o beco. Mais antes que a gente possa sair do colégio o bonde das vaca louca aparece para fazer piadinha. O que diabos eu fiz para merecer isso.
- olha se não é o cachorro e a cadela hahaha. Falou Virgínia.
- Matt ainda não acredito que você me trocou por essa desfrutável. Falou ela com tom de superioridade.
- primeiro ela é minha melhor amiga, segundo cadela aqui é você por tem me traído e terceiro aceita que eu não te quero mais que dói menos. Falou Matt meio exaltado.
- babaca !! . Falou Virgínia, logo em seguida virou com o bando dela e foi embora.
Logo em seguida eu e o Matt ficamos rindo daquela situação, foi bem feito para a cara daquela pobre criatura, quando a gente já estava perto do beco, começou a cair uma chuva bem forte, mais uma chuvinha com trovões não ia fazer com que nos desistíssemos, ao chegar no beco, o nome não estava lá novamente, e parecia bem mais sombrio do que anteriormente. Mais antes que possamos entrar um belo carro passa por trás da gente nos deixando ensopados de lama, eu realmente não tenho sorte porque quase nenhuma lama caiu no Matt a maioria foi em mim, poxa vida, acabou que a chuva aumentou bastante e a gente resolveu deixar para ver com calma em outro dia.

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Dias De Chuva
AcakSabe quando você acorda e olha para o céu e se pergunta "será que vai chover ? " Num bairro onde as chuvas são constantes, mora Alice, uma garota normal onde coisas estranhas começam a acontecer com ela a partir do momento em que ela começa a passar...