03. Toalhas de Banho

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Senti uma mão no meu cabelo e abri os olhos, à minha frente estava o Sam em tronco nú a olhar para mim, fiquei envergonhada ao vê-lo ali, sentei-me na cama e reparei que tinha uma taça com morangos e chantili num tabuleiro aos meus pés, não sabia como reagir, ele aproximou-se do meu ouvido e começou a cantar uma música, senti um arrepio na espinha, a tentação era insuportável, não resisti e passei a mão pelos seus abdominais, senti a sua respiração no meu pescoço, os seus lábios tocavam no meu rosto, olhei-o nos olhos, ansiava pelo seu beijo, nesse momento ouvi um apito, era o despertador. Acordei daquele sonho cheia de calor agarrada ao seu casaco, lembrei-me que ele tinha ficado a dormir no sofá mas que àquela hora já se devia ter ido embora, levantei-me e fui para a sala.

Ao chegar lá notei que ele continuava a dormir descansadamente, sem saber o que fazer corri para o quarto e liguei à Mia para contar tudo o que tinha acontecido, ela ficou eufórica, combinámos encontrarmo-nos no fim dessa tarde, desliguei a chamada. Olhei para as horas e vi que se não o acordasse iria chegar tarde à audição. Sentei-me no sofá junto dele e toquei-lhe no braço enquanto o chamava calmamente, ele mexeu-se e lentamente foi abrindo os olhos, quando me viu acordou sobressaltado, pedindo-me imensas desculpas por ter adormecido, estava envergonhado e isso deu-me vontade de rir. Estava a levantar-se quando lhe pedi para esperar, toquei-lhe na mão e senti um choque na ponta dos dedos, ele também sentiu e sorriu.

- Não te vais embora sem comer alguma coisa! Está ali na mesa o suposto lanche de ontem. - Disse-lhe indicando o tabuleiro.

- Não quero ocupar mais o teu tempo rapariga elétrica. Mas obrigado por me teres deixado ficar aqui e por me ouvires. - Não o podia simplesmente deixar ir embora assim sem tentar fazer mais alguma coisa.

- Olha que te dou uma sessão de choques se não começas já a comer! - Ameacei com uma expressão séria. Sam tentou controlar-se mas não aguentou e desatou a rir.

Ele puxou o tabuleiro e colocou-o entre nós, assim poderíamos comer ao mesmo tempo olhos nos olhos, a sua presença era imponente, deixava-me a suspirar. Quando reparei no seu cabelo sorri e ele ao perceber perguntou-me o que tinha, disse-lhe que estava despenteado mas continuava bonito, tentou dar um jeito mas só fez pior, sem pensar passei-lhe a mão no cabelo e arranjei-o, era macio.

Perto do fim do pequeno-almoço ele reparou nas horas e ficou nervoso ao perceber que não teria tempo de ir a casa tomar um banho, mudar de roupa e chegar à audição a tempo, começou a desanimar por nem ter ali a sua guitarra. Calmamente disse que existia solução para tudo, ele não percebeu e pediu-me para explicar, sem qualquer segunda intenção disse-lhe que poderia tomar banho ali e pedir a alguém para ir a sua casa buscar o que precisava, imediatamente ele recusou por achar que isso já era abusar do meu espaço, eu fiquei a olhar para ele e levantei as mãos mexendo os dedos, fingindo carregar os choques. Depois de me fazer prometer-lhe mais de três vezes que não iria ficar com uma má impressão dele nem julgá-lo mal, ele lá cedeu mas só porque caso contrário não iria à audição.

Pegou no seu smartphone e ligou ao irmão, sem dar muitos detalhes pediu-lhe para trazer roupa e a sua guitarra acústica, sentada no sofá observava-o a andar de um lado para o outro, era a primeira vez que o via mais tímido, mesmo assim era sensual. Depois de dar a morada ao irmão desligou e disse-me que ele chegaria em pouco tempo.

- Não te importas mesmo que use a tua casa de banho? - Perguntou mais uma vez. Fiquei a olhar para ele sem responder, empurrando-o de seguida para dentro.

- Como podes ver a banheira é ali, portanto força, podes ir. Eu vou para a cozinha arranjar umas coisas. - Informei-o com um sorriso no rosto. Sai e fechei a porta, a curiosidade de ver o seu belo corpo nú apoderou-se de mim, pensei espreitar pela ranhura da fechadura mas controlei o impulso e corri para a cozinha, ouvi o chuveiro a funcionar.

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