04. Trigésimo Segundo Andar

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Depois dos votos de felicidades dos quatro jurados fomos em direção a minha casa, enquanto saíamos de mãos dadas ouvimos elogios, diziam-nos que éramos um casal muito bonito.

Estava um calor descomunal, a temperatura tinha subido mais do que o esperado e para nos abrigarmos um pouco fomos para um parque cheio de árvores, estava sempre fresco por causa da sombra que estas faziam. Andávamos pelo jardim, ouviam-se os pássaros a cantar, várias famílias passeavam com os seus filhos pequenos, os esquilos andavam em busca de nozes, de repente encostou-me a uma árvore e deu-me um beijo apaixonado, correspondi, ainda não acreditava que em tão pouco tempo me apaixonasse assim por alguém.

Convidou-me para ir comer um gelado, no jardim existia uma pequena casa com esplanada que tinha vários sabores, entrámos e perguntou-me qual queria, optei por caramelo, ele por limão, ia para pagar quando insistiu que me queria oferecer o gelado, olhei para ele e disse-lhe que não poderia pagar sempre e que daquela vez eu pagaria os gelados, ainda tentou insistir mas dei o dinheiro à senhora, com alguma idade, que assistia à nossa conversa com um sorriso nos lábios, agradecemos e saímos.

Sentámo-nos num banco à sombra, encostei a cabeça ao seu ombro e agradeci pela música, segurou-me no queixo e beijou-me, os seus lábios estavam frios com a temperatura do gelado, senti o sabor a limão. Terminou o gelado e deitou-se no banco com a cabeça no meu colo.

- Apareceste numa altura inesperada. - Revelou. - Como sabes não estou com ninguém há muito tempo, o meu coração esteve fechado ao amor. Tu vieste mudar isso ... - Olhou-me intensamente. Estava completamente rendida.

- Obrigada por confiares em mim. - Agradeci apaixonada. - Também apareceste numa altura em que só queria ficar sozinha depois do que aconteceu ... - Revelei mexendo-lhe no cabelo, ele fechou os olhos e deixou-se ficar.

Algum tempo depois de almoçarmos umas sandes ele convenceu-me a ir à praia, queria ter um dia em grande. Saímos do parque, fomos a minha casa para vestir o biquíni e depois partimos em direção à sua, pelo caminho fui observando as pessoas na sua vida atarefada, Sam tinha entrelaçado os dedos nos meus, ele era adorável.

Quando chegámos fiquei encantada com o espaço exterior, era uma vivenda decorada com tijolos, igual a tantas outras, mas tinha um pormenor que a distinguia, do lado direito do portão estava um candeeiro antigo, tinha um ar mágico. Ele ainda morava com os pais e o irmão, fiquei nervosa por poder ir naquele momento conhecê-los mas Sam revelou-me que os pais estavam em viagem. Quando entrámos um cheiro a rosas invadiu-me o nariz, era uma decoração simples mas moderna e bonita, foi-me dando a conhecer os espaços, quando chegámos à sala ficámos espantados ao ver que no sofá se encontrava o Sidney e a Mia a dormirem abraçados, olhei para o Sam sem perceber muito bem aquela situação e ele encolheu-me os ombros, depois puxou-me silenciosamente para o andar de cima e apresentou-me o seu quarto.

Incrivelmente limpo e arrumado fiquei a admirar a decoração, este tinha o quarto dividido em duas áreas, a de lazer e a de dormir. Na primeira, logo quando se abria a porta estava a secretária virada para a janela, depois à esquerda um sofá com uma mesa ao centro e um plasma com vários aparelhos eletrónicos, na parede tinha penduradas várias guitarras, atrás existia a segunda área onde constava a cama de casal, uma cómoda e algumas prateleiras com livros.

Disse para estar à vontade enquanto esperasse por ele, tirou uns calções curtos da gaveta e foi à casa de banho mudar de roupa, admirei o espaço, percorri os olhos pelo quarto e reparei numa pequena moldura na secretária, era ele e outra rapariga muito bonita por sinal, estavam muito cúmplices, levantei-me e fui junto dela, interroguei-me se seria a sua antiga namorada.

- Hay ... - Ele tinha voltado mas calou-se quando me viu a segurar a moldura. Olhei para ele, estava em tronco nú o seu piercing atraía a minha atenção, o volume entre as suas pernas também era significativo.

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