Depois de Beatrice Lee sofrer um acidente e perder a memória, terá de passar por muitas coisas para retomar sua vida normal. Inclusive, ser reconquistada pelo seu namorado, Shawn Mendes.
Era 07h15 A.M de um sábado e todos os alunos que iriam ao acampamento já estava na escola, no caso, quase todos. Eu estava a caminho da escola, sozinho, e senti alguém me abraçar por trás, era a Beatrice.
- Oi – sorri ao vê-la – O que faz aqui?
- Vim dar tchau, acha que eu iria viajar sem me despedir do meu amor?
- Acho – Ela riu e eu a abracei – Vou sentir saudades.
- Eu também – Me abraçou de volta e encostou sua cabeça em meu peito – Eu te amo.
- Eu também te amo, não se esqueça de mim.
- Jamais. – Ela me abraçou pela última vez e foi embora.
Eu nunca me perguntei o que eu faria se eu perdesse a Beatrice, ela sempre foi a única pessoa que me entendeu realmente como eu sou, eu a amo tanto. Não consigo imaginar que um dia ela possa se esquecer de mim. Nosso amor é mais forte do que muita coisa, mesmo com algumas brigas e ciúmes. Nosso amor é maior do que tudo, e eu não me imagino sem esse amor, ou sem ela.
[...]
Algumas horas depois já estávamos em um campo grande perto de uma cabana limpa e arrumada, mais a frente havia um lago e uma pequena floresta. Todos montamos nossas barracas e ao anoitecer fizemos uma fogueira.
Beatrice P.O.V
Assim que Charlotte se despediu de mim, foi embora e eu subi para o meu quarto, terminei de arrumar minha mala e senti uma dor de cabeça. Desci para a sala e fui até o lado de fora da minha casa, encontrando meus pais que estavam levando suas malas para o carro. Entreguei minha mala para meu pai, que ajeitou a mesma em um canto no porta malas do carro.
- Vamos, parece que vai chover logo. – Meu pai entrou no carro e eu e minha mãe fizemos o mesmo em seguida.
Coloquei meus fones e encostei a cabeça, e comecei a ouvir músicas aleatórias. Depois de alguns minutos, acabei dormindo. Acordando algumas horas depois, ainda estava claro, minha mãe olhava algo no mapa.(Coloquem a música que está na mídia).
- Eu lhe avisei que iria pegar a estrada errada - Minha mãe murmurou - Mas você não estava nem aí.
- Não peguei a estrada errada, este é o caminho certo - Meu pai olhou pro GPS à sua frente - Está no GPS - Murmurou.
- Você sabe que esta droga está quebrada, já nos perdemos várias vezes por causa do GPS, você sabe disso - Disse minha mãe.
- Pai, cuidado com a estrada - Murmurei quando ele olhou para a minha mãe.
- Você vai continuar dirigindo nessa direção? - Minha mãe falou - Você não me ouve mesmo, né?
- Fique quieta - Meu pai disse e logo um carro passa ao nosso lado, nos jogando um pouco mais para o lado, mas meu pai continuou dirigindo, com raiva.
- ESTÁ VENDO? - Minha mãe estava desesperada.
- A CULPA É TODA SUA – Meu pai gritou e ligou o botão que ligou o para-brisa, estava chovendo muito, a voz dele lutava contra o barulho da chuva para ser mais alta.
- EU LHE DISSE QUE ERA O CAMINHO ERRADO, VOCÊ ME ESCUTOU? NÃO! – Minha mãe gritava mais alto.
- Meu Deus pai, o que tá acontecendo? – Perguntei tirando os fones e não tive nenhuma resposta - Olha os carros, pelo amor de Deus.
- EU APENAS ACHEI QUE ERA O CAMINHO CERTO, NÃO GRITE COMIGO – Meu pai olhava para a minha mãe, a chuva tomava conta de toda a vista.
- PAREM POR FAVOR. PAREM! – Eu gritei soluçando, eu comecei a chorar quando suas vozes aumentavam cada vez mais de tom.
- VOCÊ É UM IDIOTA, VAI ACABAR NOS MATANDO - Minha mãe tentou pegar no voltante e nos levar para o acostamento, mas lutava contra meu pai.
- MÃEE, NÃO.
Eles continuaram aos gritos e eu gritava de tanto chorar no banco de trás, retirei meu cinto e tentei lhe chamar a atenção, eles não me ouviam, eu estava com medo. A chuva só aumentava cada vez mais, assim como minhas lágrimas.
- Por favor – Eu disse baixo enquanto as lágrimas escorriam cada vez mais em meu rosto, e eu só via a raiva em seus olhos. Era pra ser um dia feliz, eu estava realizando meu sonho, e passou a ser um pesadelo. Ouvi um último grito a ser dito, era minha mãe, segundos depois de meu pai perder o controle, outro carro vinha em nossa direção, eu não via nada, meu rosto estava enterrado em minhas mãos e eu não parava de chorar e soluçar, meu desespero era enorme. Só consegui pensar no que poderia acontecer ali, na minha família, na minha vida, e no Shawn.
- CUIDADOO! – Minha mãe gritou o mais alto que pode, mas era tarde demais. O nosso caro havia batido eu só me lembro de ouvir a voz da minha mãe, gritando essas palavras, pela última vez.
- PAAAAAAAI...
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Eu estava deitada, minha cabeça doía, eu não conseguia ouvir mais nada, apenas o barulho forte da chuva e os carros passando à minha direita. Tudo em minha volta escureceu.
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