Sempre se fala do trabalho em equipe, porém o trabalho em equipe não é fundamentado apenas no enfermeiro somente! O trabalho em equipe é constituído de bons funcionários, bons colaboradores, que sejam responsáveis, comprometidos e tenham senso de união, construção e objetividade, frente a sociedade a qual é atendida e não objetive apenas de interesses próprios!
Este capitulo irá mostrar ou apontar que novas transformações há de ocorrer na enfermagem, devemos formular novas ações de condutas frente aos recursos humanos da enfermagem.
É difícil quando o Enfermeiro tenta se empenhar sozinho e se vê de mãos atadas frente a um sistema político que deve realizar a gestão da saúde. O técnicos de enfermagem todos os dias exigem do enfermeiro, cobram melhorias etc..., porém não entendem que há um sistema amplo e complexo em rede por trás de uma instituição publica ou privada.
O que o enfermeiro exige muitas vezes dos técnicos é apenas empenho, compromisso e responsabilidade como algo básico para direcionar as condutas e o profissionalismo que deve desenrolar por todo o dia. E muitas vezes nem isso eles estão dispostos a fazer, mas há exceções!
Porém..., tenho que afirmar que existe técnicos de diversos moldes, e em sua grande maioria muitos estão ali por estar, e não por desejar mudar algo mesmo frente a todas exigências do sistema e do enfermeiro que o conduz e a todas adversidades diárias, e muitas vezes tirando vagas de excelentes pessoas que poderiam vir a ser excelentes profissionais.
Falar hoje em dia que trabalha na enfermagem por amor é motivo de piada! Mas algumas pessoas realmente trabalham seguindo este amor.
Para que o enfermeiro desenvolva seu trabalho com sucesso e garanta a prosperidade e harmonia no sistema de saúde deve-se existir técnicos de enfermagem que almejem ser os pilares para construção desse objetivo.
Você como enfermeiro terá que ser prudente frente aos técnicos, confiar desconfiando!
Sim amigos enfermeiros, ou futuros! Confie em seus técnicos porém sempre com supervisão aguçada até mesmo naquele técnico bonzinho, pois quando você precisar do mesmo para cobrir uma folga, ou alguém que faltou no seu plantão, ele não será tão bonzinho!
Não há como jogar uma "culpa" toda em cima da equipe técnica claro! Muitas instituições tanto publica quanto privada, trabalham com números reduzidos de técnicos de enfermagem. No Brasil, se existir algum hospital que realiza a cobertura de setores em sua totalidade como o corem exige referente a técnicos por setor, só pode ser hospitais de padrões ouro, a exemplo do Albert Einstein, Sírio libanês pra cima, ou nem esses! É a famosa escala de dimensionamento do enfermeiro, o corem exige uma quantidade de técnicos conforme apontado pela escala, porém você não tem a quantidade de técnicos de enfermagem necessária para suprir o que é apontado pelo calculo dimensionado! Consequentemente a qualidade do serviço cai!
Eu como enfermeiro sempre digo: "Um técnico sentado no posto de enfermagem com o serviço em dia e no horário com as ações todas de enfermagem, é vantajoso para o enfermeiro, pois esse técnico esta descansando, e quando você ou um paciente necessitar, o mesmo estará disposto ". - Claro, nem todos os enfermeiros pensam assim! E como disse, o nosso dimensionamento de enfermagem no Brasil, não é aplicado como a realidade dos setores de saúde exigem! Ou muitas vezes não tem como se aplicar! Devido a questões orçamentárias, infraestruturas sucateadas, cortes financeiros, lucros e politicagem na saúde, entre outras questões!
Os subordinados do enfermeiros, devem entender que tudo gira em torno de respeito, eles devem respeitar as condutas do enfermeiro e aderir a elas. Mas é claro, tudo pode ser discutido e opinado frente ao enfermeiro, porém é necessário que os auxiliares subordinados ao enfermeiro sigam a liderança do mesmo. Não trata-se de ditar regras, porém fazer com que as regras fluem de forma correta e horizontalizada.
É necessário que a nova leva de auxiliares de enfermagem entendam que não podemos transformar liberdade em libertinagem! E que se começa mudando um sistema de saúde nacional para melhor atendimento a população, quando se contribui de forma eficaz para mudar para melhor e com responsabilidade o sistema de saúde do seu local de trabalho antes de tudo!
O subordinado pode estar dividido em várias categorias dependendo da instituição a que trabalha, o enfermeiro pode chefiar colaboradores da área administrativa, área de limpeza os técnicos e auxiliares de enfermagem, agentes de saúde, médicos entre outros.
Há muito aquele mito discutido entre os subordinados que o enfermeiro não faz nada, fica atrás de uma mesa apenas olhando a hora passar, não imaginam eles a cobrança e carga a qual o enfermeiro deve carregar.
Sempre digo, é fácil ir lá e fazer o trabalho mecânico solicitado pelo o enfermeiro, e mesmo assim não os fazem! Muitas vezes fazem de forma errada! É fácil entrar no horário, sair no horário, ir pra casa pela tarefa feita. Porém com o enfermeiro não é bem assim.
Os subordinados parecem que não entendem ou não querem entender toda a responsabilidade por trás do enfermeiro, que todo o serviço caminha devido a ele, caso não haver um enfermeiro para liderar, tudo se perde e a desorganização toma conta! Pois o trabalho de braçal de ir e fazer é muito fácil. Só que o trabalho de estratégia e montagem do quebra cabeça para que o braçal ocorra de forma eficaz pelos subordinados é o enfermeiro que elabora!
Os subordinados devem entender que é necessário respeitar seu enfermeiro, aderir a suas ideias e sim discuti-las para melhor proveito dos serviços. Há de entender que o enfermeiro dita algumas regras dentro da instituição, e quando ele pede ou impõe certas cobranças é por que o mesmo é cobrado por um sistema e outros lideres da cadeia hierárquica por trás dele.
Os subordinados devem entender que algumas decisões tomadas pelo enfermeiro somente ele entende, por mais que não os agrade! Enfermeiro entende-se com outro enfermeiro em certas situações e decisões, o enfermeiro é preparado e tem a visão diferenciada para certas imposições e decisões, e o subordinado há de respeitar a estratégia a qual o enfermeiro está direcionando para a instituição.
Ás vezes o enfermeiro toca feridas emocionais, institui tarefas internas e norteia novos fluxos não para o maldade, mas sim sempre para o foco de humanismo e bons serviços a serem prestados com respostas e resultados.
Alguns subordinados devem entender que não se faz saúde sem enfermeiro!
É engraçado pois a coragem dos subordinadas se desfaz frente a situações de adversidades com paciente ou outros! Rapidamente em situações adversas o subordinado recorre ao enfermeiro! Pois talvez inconscientemente ele há de imaginar que para a resolução de problemas complexos somente o enfermeiro é capaz de solucionar!
Portanto, que o subordinados entendam que deve haver o respeito como algo primordial para uma boa relação com seu enfermeiro!
O enfermeiro entra para reajustar e organizar o ambiente e todo fluxo institucional para melhoria dos serviços em saúde, ou os subordinados aderem a ideia, ou o enfermeiro é obrigado a tomar diferenciadas decisões! Essas são algumas verdades do enfermeiro a qual ele foi preparado e moldado! Portanto, o enfermeiro não adere a reuniões paralelas ou conversas paralelas que não há sentido de melhoria ou contribuição para a instituição ou sistema de saúde.
Nunca subestime um enfermeiro, quando você acha ter enrolado um enfermeiro, ele utilizou de uma estratégia. Grave, e saiba que enfermeiros além de conhecimento técnico e científico, é o maior profissional de saúde estrategista existente no sistema! Então além de tudo você terá como chefe um estrategista de ponta! Que pode surpreende-lo o quanto menos imaginar!
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VERDADES DA ENFERMAGEM. Devo mesmo ingressar?
Não FicçãoO livro retrata como é a enfermagem em seu modo real e com episódios de acontecimentos reais. O autor coloca toda a pressão sofrida pelo enfermeiro e suas adversidade diárias. Então torna-se uma leitura essencial para estudantes e pessoas que almeja...
