Marinette é uma garota tímida e estudiosa. Para ela é muito difícil conciliar a escola, o trabalho e sua vida como A Espetacular Spiderbug. Porém a garota conta com a ajuda do herói que se tornou seu parceiro, Chatpool, que ela não sabe, mas por trá...
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Sabe quando sua mente dá tela azul como um computador que acaba de estragar? Era exatamente o que estava acontecendo com minha pessoa agora.
- Olha, eu não tô conseguindo raciocinar direito. - falei devagar.
- Marinette! - Alya gritou no meu ouvido.
- Fala, Lady Wi-fi! - falei.
- Já sabemos que é a Alya. - Nino colocou um comunicador no ouvido e entregou o outro para Chatpool.
- Podem me chamar de Lady Wi-fi, eu também quero ter um codinome. - ela reclamou. - Estão todos me ouvindo?
- Sim. - respondemos em uníssono.
- De acordo com o que eu ouvi enquanto a Marinette, digo, Spiderbug dormia acorrentada, Hawk Moth iria para a apresentação deu projeto em uma sede da organização secreta Papillon.
- Já ouvi falar disso. - Chat pontuou.
- O que é isso? - Nino questionou.
- Segundo meus arquivos, é uma organização secreta que nasceu durante a Segunda Guerra Mundial. Ela é tipo contrária a S.H.I.E.L.D.
- Para tudo! O que é S.H.I.E.L.D.? - perguntei.
- Uma organização do bem que surgiu durante a Segunda Guerra Mundial também.
- E porque só estamos sabendo disso agora? - o loiro estava mais confuso do que eu.
- Ai, porque ela é secreta! - Alya disse já perdendo a paciência - Mas isso não importa. Agora escutem, eu acho que sei a localização da base da Papillon que Hawk Moth foi, porém vocês vão precisar invadir.
- Talvez Hawk Moth não esteja mais lá. - pensei - Ele tinha dito que voltaria para ver se o Sexteto Sinistro tinha conseguido acabar comigo.
- Acredito que reuniões com pessoas como ele demorem. - Nino comentou e eu fui até o local onde tinha escondido minha câmera minutos antes de tomar a pancada do Camaleão e peguei de volta.
- Então vamos até lá. - falei determinada - Alya, pode mandar a localização?
*****
Provavelmente não tenha sido uma boa ideia. Tá, foi uma péssima ideia ter ido atrás de Hawk Moth na Papillon. Como cheguei a essa conclusão? Talvez o fato de de neste momento eu, Chatpool e Bubbler estarmos amarrados de cabeça para baixo em local que parecia uma cabine de tortura, reforçasse a minha tese.
- Capturada duas vezes em um só dia, acho que bati meu recorde. - falei.
- O que houve no seu braço? - Chat perguntou ao ver os cortes.
- Darkblade. - dei de ombros e de repente a porta foi aberta num estrondo.
- Você é um tanto quanto insistente, Spiderbug.
- Hawk Moth! - exclamei entredentes.
- Parece que o Sexteto Sinistro não conseguiu cuidar de você. Eles eram uns incompetentes mesmo. - ele se aproximou - Mas também, vejo que teve ajuda. Chatpool e Bubbler. - ele pareceu pensar por alguns segundos - Nomes adoráveis.
- Quem é você cara? - Nino se remexeu inquieto.
- Eu sou a cura que esta cidade precisa.
- Você não é a cura de nada, seu maluco! - esbravejei - Você é no máximo a doença que se espalha pelo corpo acabando com cada uma das funções. É isso que você planeja para Nova York? - percebi que ele ficou realmente irritado com o que eu disse, porém estava se contendo.
- Já conversamos sobre falar o que não sabe, dona aranha. - ele deu um sorriso de canto - Vocês definitivamente não sabem com o que estão lidando, não é mesmo? A Papillon é muito maior do que imaginam. Acham mesmo que podem fazer algo contra nós? - permanecemos calados. - Não pretende soltar uma de suas ironias, Spiderbug? O gato comeu sua língua?
- Não foi exatamente isso que fiz com a língua dela. - Chat respondeu e eu olhei feio para ele.
- Você sabe que se nós não o impedirmos, outras pessoas com certeza irão? O mal nunca vence! - falei.
- Se está dizendo isso, com certeza nunca ouviu falar de nossos princípios. Muitas organizações tentaram derrubar a Papillon, mas o que para a lagarta é o fim, para a borboleta é só o começo. No casulo, nada pode nos atingir e agora pretendemos sair dele.
- Você e eu temos uma coisa em comum. - pontuei.
- O quê? - Hawk Moth indagou confuso.
- Nós falamos demais. E esse é nosso pior defeito. - sorri - Agora, Chat! - de repente Chatpool se soltou de suas correntes e caiu em pé. O mesmo usou as garras para cortar as minhas e as de Bubbler. Foi tão rápido que Hawk Moth nem teve tempo de acompanhar, então aproveitei para acertá-lo com um chute e o derrubar no chão. - Vamos ver quem é o monstro por trás da máscara.
- Não! - ele tentou se soltar, mas Bubbler o prendeu com algemas feitas de água - Você não pode... - puxei a máscara cinza, porém quando vi o homem por trás da máscara, desejei nunca ter o feito.
- Pai? - ouvi a voz de Chatpool, mas assimilei o que estava acontecendo. Espera um pouco! Se Gabriel Agreste era Hawk Moth e Chatpool tinha o chamado de pai...
- Você é irmão do Adrien? - perguntei ao loiro e Nino bateu a mão na testa. Então, sem querer ele desfez as algemas e Gabriel me golpeou, me fazendo cair pro lado.
Nino tentou impedir a fuga dele, mas ele foi mais rápido e trancou a porta. Chatpool permanecia parado assim como eu ao assimilar que Adrien não tinha irmãos. Então só tinha uma explicação.
- Eu... Bem, não sei exatamente o que falar. Desculpe, por isso. Não queria que você descobrisse dessa forma. - coloquei a mão no ombro dele e torci os lábios.
- Não fui culpa sua. - ele tentou sorrir. - Eu já desconfiava de qualquer forma. -Agora me caiu a ficha que eu estava conversando com o amor da minha vida.
Que também gostava de mim.
E que eu tinha beijado.
Sei que não é o melhor momento, mas estou tendo um ataque do coração.
- Ãhn, pessoal! - Nino chamou nossa atenção e apontou para um tipo de gás que saia da parede - O que vamos fazer? - fiquei pensando desesperadamente em uma solução, até que senti como se uma lâmpada tivesse acendido no topo da minha cabeça.
- Não sei se vai funcionar, mas acho que tenho um plano. - comecei a tecer um tipo de máscara no meu rosto e fiz a mesma coisas no dos meninos. O gás estava cada vez mais forte e eu comecei a tossir assim como Adrien e Nino, sentindo minhas pernas fraquejarem.
Será que a máscara não estivesse mesmo funcionando, seria esse nosso fim?