O poder que cega

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Não demorou muito até Kamui cair no sono novamente e Sasori logo cair no que descobriu ser mais um encanto de Kamui sobre si: A forma como ela era encantadoramente atraente e natural dormindo.

Era como que se para ela o mundo lá fora pudesse simplesmente deixar de existir enquanto ela estava em plena paz. A roupa limpa que ela vestiu quando chegaram ali não tinha alças, mas os seios fartos da morena eram bem presos pelo top de mesma cor e tecido desse novo macaquinho vermelho e formavam uma fenda entre os seios que ele podia ver somente até certo ponto, pelo motivo de que enquanto ela adormecida, se encolhia.

Tudo em Kamui o atraía: a respiração profunda e pesada, os lábios semiabertos, o corpo jogado de qualquer forma sobre o colchão e os cabelos castanhos avermelhados espalhados ao seu redor, fazendo o aroma de seus fios chegarem até as narinas do ruivo que sentia seu corpo enrijecer diante do.

Não sabia ao certo o que o fazia desejar tanto Kamui dessa forma. Se simplesmente nunca havia parado para vê-la dormir e somente agora descobria esse encanto ou se a forma como ela se afastava de si, torturando-o enquanto o fazia ficar tão próximo de maneira tão diferente da que costumavam. Talvez simplesmente a falta que sentia daquele corpo sobre o seu, agindo como uma criança teimosa e sempre conseguindo tudo o que queria de si.

Sorriu resignado com sua situação, já estava perdido o bastante para ainda encontrar mais encantos em Kamui. Levou as mãos aos cabelos espalhados no colchão, sentindo uma vontade imensa de arrastar o carinho até o corpo perfeito para então puxá-la para si para mostrar-lhe em tamanho e extensão todo o seu desejo.

Afinal foi exatamente este o ponto de reclamação dela, não foi? Que o beijo nunca fora roubado por si, que a iniciativa nunca havia partido dele.

Deixou que seus pensamentos prosseguissem, guiando a mão até o corpo de Kamui. Não era isso que ela queria? Sentir o quanto era desejada.

Sasori deslizou sua mão no espaço, traçando o caminho sobre o corpo dela enquanto decidia se deveria ou não o seguir. Estava prestes a deixar a mão tombar sobre a cintura da morena quando um barulho muito perto deles soou alto na rua.

Sasori recolheu a mão, sentindo a coragem se esvair quando Kamui abriu seus olhos rapidamente, revelando o quão leve era seu sono. Ela virou de bruços no colchão e ergueu a cabeça olhando fixo para a parede na direção de onde vinham as vozes, como se fosse capaz de ver as pessoas através das rochas.

Sasori se arrastou pelo espaço, tomando distância para que Kamui não se tornasse consciente da excitação visivelmente presente em seu corpo. Como a prima, apenas se manteve atento às vozes desconhecidas do lado de fora.

– Mas você tem certeza que eram apenas duas pessoas? – Perguntou a voz masculina.

– Sim sim. Não deixaram nenhum vivo pra contar os detalhes, mas as câmeras de segurança viram bastante coisa. Eram dois, o líder de Suna confirmou que aquelas roupas eram mesmo da Akatsuki

– Mas o que eles podem querer com aquela peça?

– Vai saber. O caso é que todo o mundo Shinobi teme essa tal organização

Sasori e Kamui se olharam em silêncio. Era obvio, mesmo apenas com base no que ouviam dali, que as pessoas no lado de fora eram ninjas da Cachoeira.

– Sasori-kun, – Chamou virando ainda mais sua cabeça na direção do ruivo – Tem alguém ali fora que conhece a gente, será que alguém pode ter descoberto isso aqui com o tempo?

– Não, caso contrário não estaria tudo assim tão abandonado, né?

– Vai saber, eles estão muito perto!

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