Sentimento ou só brincadeira

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Kamui estava escorada na parede, admirando divertida a expressão emburrada do loiro que empilhava caixas e mais caixas com seus pertences. Tudo o que era seu deveria ser tirado do quarto de seu danna e ser levado para o de seu novo parceiro, Tobi.

– Danna un, eu não quero ter aguentar aquele imbecil. Por que tinha que trazer essa daí pra cá? – O loiro resmungava alguma coisa do tipo a cada cinco minutos.

– Você não é exatamente um gênio e eu nunca reclamei desse jeito por ter você como parceiro. E essa daí é minha prima então não refira-se a ela desta forma.

– Você nunca reclamou porque eu... – O loiro continuou, mas Kamui já não era mais capaz de ouvi-lo. Deidara era chato demais.

Ela apenas rolou os olhos, entediada com as discussões sem fim daqueles dois. Deidara era uma criatura manhosa, não entendia como seu primo aguentava aquela pessoa lhe fazendo companhia. Achou que os dois mais pareciam um casal de velhos resmunguentos, isso sim.

Virou-se para se apoiar na soleira da janela e dar uma olhada na manhã ensolarada, desplugando-se das vozes que vinham de dentro do quarto. Aquele lugar era cercado por um belo campo alto e bem no meio dele, sentado entre as flores miúdas típicas daquela vegetação estava Itachi.

O moreno estava meditando, As mechas negras de seus cabelos pareciam tecer a melodia de um dia quente e calmo enquanto dançavam a favor do vento. Ela se concentrou nele, era realmente um homem muito bonito.

O moreno pareceu sentir que estava sendo observado e abriu os olhos. Mesmo à distância soube localizar sua admiradora e encarou a Akasuna por longos minutos até Kisame aparecer e atrair a atenção do moreno.

Não mais interessada, ela voltou à dimensão do ambiente onde estava.Sasori e Deidara ainda discutiam dentro do quarto.

– Não se esqueça de levar todos esses cacarecos, essas bombas são realmente um estorvo.

– Danna o que te custa respeitar minha arte pelo menos uma vez na vida un?

– Arte? – Kamui pegou um daqueles objetos estranhos nas mãos olhando como se fosse um ser extraterrestre extremamente grotesco.

– O Deidara insiste em chamar isso de arte.

– É arte – O loiro parecia muito enfurecido – Ah e tome cuidado eu fiz esse especialmente pro danna un. Somos eu e ele em um pássaro.

– Isso é tão tosco que chega a ser um insulto dizer que essa coisa aqui é o Sasori. – Ela disse e simplesmente tocou a pequena escultura na parede.

Sasori se virou para que nenhum dos dois o visse segurar o riso pelo pequeno ato de ciúme. Ó sim, conhecia Kamui desde que eram pequenas e bambas crianças, e aquilo era apenas um pequeno gesto com certeza. Deidara não sabia o quão perigoso estava sendo para si todo aquele show admirador número um de Sasori.

– Ah minha arte um!! Eu vou te mostrar o que é grotesco un – Choramingou fazendo um conhecido selo com as mãos.

Sasori se virou imediatamente. Lembrou-se de que Deidara era uma criatura estúpida movida por suas emoções e que nem sempre pesava sua ações, e naquele momento estavam dentro de um quarto fechado cheio daquelas porcarias explosivas do loiro.

– Se explodir o meu quarto vai ser a última coisa a fazer em vida, loiro! – O ruivo ameaçou.

– Danna un, a nossa vida era perfeita até você trazer ela pra cá un. Agora ela nem bem chegou e já tem toda a sua atenção – Ele gritou saindo do quarto.

Sasori apenas o olhou sair e em seguida olhou para a morena. Kamui assistia a cena com uma sobrancelha arqueada.

– A nossa vida era perfeita? – A pergunta era bem direta, o tom de ironia ditava a letra.

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