Uma coletânea de cartas sem destinatário onde o remetente e o destinatário pode ser qualquer um de nós.
Cartas românticas, tristes, felizes, de superação, entre muitas outras.
Lê as palavras que ficaram por dizer ...
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Odeio a luz, odeio a escuridão, odeio a vida, odeio a morte, odeio o natal, odeio-te a ti. Contigo prometi ficar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença mas não na traição. Passaram-se dias, meses, anos e hoje eu sei que não mereceste todo o amor que te dei. Hoje odeio a vida e as pessoas, odeio ter de odiar, odeio não conseguir voltar a amar. Eu recebi a prenda de natal envenenada, um bilhete escrito por ti a dizer que te tinhas ido embora, eu não acreditei e pensei que fosse mais um dos teus jogos, tentei procurar soluções mas só descobri mais mentiras, dados viciados e manipulados por ti, não esperava isto, agora eu sei que dói, mas cansei-me de pensar, odeio estes sentimentos que me querem fazer pensar em ti, odeio o que me fizeste, odeio a música, odeio a fama, odeio a escrita, odeio só por odiar o que antes tu gostavas. De alguém carinhoso e sentimental a um insensato frio e calculista sem coração que agora só quer o mal, a discórdia e a vingança, tudo por tua causa. Não consigo viver esta época do ano, sem pensar no mal que fizeste. Tenho ódio, nojo e desprezo de tudo o que me faça lembrar de ti. Isto é o fim!