Calcinha

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No ano de 1970, houve uma grande revolução industrial em Curitiba.
A cidade passou de campeira a uma metrópole invejável.
Eu moro no bairro Pilarzinho, sou filho de alemães fugitivos de guerra, e nós odiamos os imigrantes de outras regiões.

Meu Pai é um Policial Civil, a minha mãe faleceu quando nasci.
Na minha adolescência fui cercado de amigos notórios da literatura nacional, como Dalton Trevizan e Paulo Leminski, bons amigos!

Conheci a irmã de Leminski em uma das subidas que faziamos ao Pico Paraná, lembro que a observei firmemente.
Suspirei fundo enquanto a olhava...
E disse em pensamento: "que mulher cheirosa e de dedos delicados, de sinueta fina e um lindo rabo."

Armamos as nossas barracas e bebemos Mate antes de dormir.
Ela foi dormir e, em seguida, Paulo também.

Antes de dormir, fui mijar atrás da barraca.
Voltando para a minha barraca, avistei a calcinha da garota pendurada na barraca na parte externa ao lado da minha barraca.
Pensei: ''Calcinha rosa, a minha predileta!''

De mansinho, consegui pegar a calcinha e entrei para a minha barraca.

Liguei a minha lanterna, e observei aquela beldade nas minhas mãos, e dei uma cheirada na calcinha igual um tamanduá quando suga as formiguinhas.
O cheiro é um misto de sexo com urina, suor e metano.
Lambi gostoso...

Bati uma punheta e gozei na calcinha borrada com uma coisa branca.
Coloquei a calcinha no mesmo lugar.
No dia seguinte, a menina estava usando a calcinha gozada.

Percebi que ela estava feliz,
acho que eram os meus filhos subindo  caverna adentro e alterando o humor da garota.

No dia seguinte, descemos a montanha e voltamos a Curitiba.

Eu, tarado e feliz por ter feito uma proeza única com a calcinha rosa.
Uma lembrança de 1970, inesquecível...

Cuidados meninas com as suas calcinhas 

VicenteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora