Cena VII - Lua

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(tudo vazio, Flicts caído no chão).

Musica: Nada é Flicts
Tudo tem seu tom
Tudo sua cor
Mas nada no mundo é flicts
Mas nada no mundo é flicts
Um dia Flicts parou
E parou de procurar
Nada no mundo é flicts
Nada no mundo é flicts

Menino: Flicts?

Flicts: Quem é você?

Menino: Sou seu amigo de infância, lembra da época do circo. Muito tempo se passou Flicts, eu cresci, virei um homem.

Flicts: Sim eu me lembro, como você esta diferente.

Menino: Já você continua o mesmo.

Flicts: As cores vivem muito, nosso tempo é outro, estou um pouco gasto isso é verdade, mas ainda há muito e nada para esperar.

Menino: Vejo que você ainda é o frágil e aflito Flicts.

Flicts: Menos aflito agora, é muito bom rever a única pessoa que se preocupou comigo. Mas agora me conta você conquistou os seus sonhos? O seu projeto de vida?

(Numero dos estudos, livros leituras, foguetes, coisas relacionadas a astronomia, nessa hora deve haver um número de ilusionismo, onde o menino se torna um homem).

Menino: Eu estudei muito, fiz a faculdade e veja agora sou um astronauta.

Flicts: (feliz) Que maravilha, que lindo, quanta alegria estou sentido.

Menino: Toda essa felicidade é pelas minhas conquistas?

Flicts: Um amigo sempre deseja a felicidade do outro, eu não realizei meu sonho, não achei meu lugar no mundo, mas você é meu amigo, a sua conquista é minha também.

Menino: Gostaria tanto poder te ajudar. Ei, espera, eu sei de um lugar onde você possa viver, um lugar que é Flicts como você.

Flicts: Sabe?

Menino: Aceita ir nesse lugar no meu foguete?

Flicts: Claro.

Menino: Mas antes da sua viagem eu tenho uma surpresa. (o menino vira o foguete que esta escrito Flicts).

Flicts: O nome do seu foguete é Flicts.

Menino: Eu nunca esqueci de você meu amigo, agora vamos, entra ai Flicts! Preparado para uma grande viagem?

Flicts: Estou!

(ele entra em um grande foguete, que vai subindo para o céu).

Astronauta: Um dia Flicts parou, e parou de procurar. Olhou pra longe, bem longe e foi subindo, subindo, e foi ficando tão longe e foi subindo e sumindo, e foi sumindo, e sumindo e sumiu. Sumiu que o olhar mais agudo não podia adivinhar para onde tinha ido, para onde tinha fugido, em que lugar se escondera o frágil, feio e aflito Flicts. E hoje com o dia claro com o sol muito alto quando a lua vem de dia brigar com o brilho do sol, ela é azul. (Entra o malabarista com a bola azul sendo equilibrada na vara). Quando a lua aparece, nos fins da tarde de outono, do outro lado do mar, como uma bola de fogo, ela é redonda e vermelha. (Entra o malabarista com a bola vermelha sendo equilibrada na vara) E nas noites muito claras, quando a noite é toda dela, a lua é de prata e ouro, enorme bola amarela. (Entra o malabarista com a bola amarela sendo equilibrada na vara). Mas ninguém sabe a verdade, a não ser os astronautas, que de perto, de pertinho a lua é Flicts.

(Criação circense para a música final. Ideia: Flicts sentando em um balanço lua no alto do palco)

Musica: Lua Flicts
Às vezes o mundo é pequeno demais
Às vezes a gente não cabe aqui
Flicts tentou, mas não encontrou
Um lugar para ser feliz

Olhe ao redor e preste atenção
Sempre alguém precisa de um irmão
Na sua historia Flicts achou
Um astronauta que lhe ajudou
~†~
Às vezes o mundo é pequeno demais
Às vezes a gente não cabe aqui
Flicts tentou, mas não encontrou
Um lugar para ser feliz
~†~
Olhe ao redor e preste atenção
Sempre alguém precisa de um irmão
Na sua historia Flicts achou
Um astronauta que lhe ajudou
~†~
Quando a lua aparece no céu
Pode ser branca, vermelha ou azul
Mas de perto, bem de pertinho
A nossa lua é Flicts
A nossa lua é Flicts

FIM.

Flicts - TeatroOnde histórias criam vida. Descubra agora