Capítulo 3

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  Acordei super cansada. A festa tinha sido ÓTIMA! Na verdade, TUDO ficar melhor com o Miguel, ele sempre consegue deixar tudo mais animado!

  Fiquei com o meu grupo de amigos durante toda a festa. Saía uma vez ou outra para cumprimentar quem tinha chegado e pegar alguma coisa para comer, mas tirando essas horas só fiquei com meus amigos.

  Também prestei atenção na minha tia, ela estava bem estranha, estranha do jeito que Miguel falou. Ela parecia estar doente, mas se estivesse teria ido à um médico ou me contado.

  Assim que lembrei-me da minha tia, levantei e fui ver como ela estava. Percorri todo o corredor pensando em como ela estaria, podia estar bem ou pior ainda. Solange, minha tia, já tinha mais de 60 anos e como ela nunca teve uma saúde boa, tinha medo dela morrer se fosse doença.

  Bati na porta anunciando que estava lá. Ninguém atendeu. Olhei para meu relógio de pulso e vi que já eram dez horas da manhã, com certeza ela já estava acordada. Bati novamente. Nada. Resolvi abrir a porta e entrar.

  Levei o maior susto assim que não vi minha tia no quarto. Ela podia ter saído, como você deve estar pensando, mas pelo o que conheço da minha tia, ela não sai do quarto sem arrumar a cama. Tentei ver se tinha algum bilhete pelo quarto falando alguma coisa, mas não achei nada. Na verdade, não podia falar que não achei nada. Achei umas fotos em cima da cama dela. 

  Em todas as fotos (que não eram poucas), tinham um grande grupo de pessoas e, em algumas, haviam cinco tracinhos. E nestas as mãos e alguns objetos estavam pintados de preto, pareciam pontinhos. Achei aquilo bem estranho. Guardei as fotos na primeira gaveta do criado-mudo de minha tia e fui procurá-la no primeiro andar.

  - Tia. - Chamei. - Tia! 

  Ninguém respondeu.

  Fui para a cozinha ver se alguma cozinheira tinha visto ela, mas todas disseram que não. Falaram que ela não tinha nem tinha descido. Perguntei para Mariana e ela disse que minha tia não tinha saído do quarto. 

  Mariana ficou com uma cara estranha quando eu contei do desaparecimento de minha tia. Ou ela tinha algo a ver ou sabia de algo que eu não sabia.

  Decidi ligar para a polícia. Mas assim que digitei o número e apertei para ligar, a música, que minha tia estava compondo, começou a tocar e a energia da casa caiu. A música parou onde ela tinha composto e, assim que a música terminou, o jardim e vizinhança da casa ficaram escuros e em preto e branco. 

  A casa estava totalmente escura e eu com muito medo. Não sabia o que fazer. A casa ficou misteriosamente escura e sem energia. Esperava que tudo aquilo fosse um sonho.

A Melodia do Enigma - O Que Parecia Ser Apenas Uma MúsicaOnde histórias criam vida. Descubra agora