Capítulo 5

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  A turma de Manuel e Manuel chegaram. Não gostei de Ruth logo de cara. Ela era morena e tinha um olho verde TÃO bonito, e o pior de TUDO era como Manuel olhava para ela. 

  - Bom como que tudo aconteceu? - Um menino perguntou. Ele era negro, tinha cabelo preto e olhos mel. - Meu nome é Éverton, prazer.

  - Prazer, Ingrid. - Éverton parecia ser bem sério. - Bom, minha tia estava estranha, como se estivesse doente. De manhã ela desapareceu, ninguém a viu. Quando fui ligar para a polícia uma música tocou e o bairro e a casa ficaram desse jeito.

  - Interessante. Mais alguma coisa?

 - Sim, ela deixou umas fotos lá no quarto dela.

  - Como são essas fotos?

  - Você quer vê-las?

  - Sim.

  Subimos até o quarto, peguei as fotos e mostrei todas, ao todo eram 47, a idade da minha tia.

  - Quantos anos tem sua tia?

  - Quarenta e sete?

  - São quantas fotos?

  - Quarenta e sete.

  - Isso não é coincidência. Posso ver as fotos?

  - Com certeza. - Dei as fotos para ele.

  Éverton analisou as fotos durante um tempo e chegou à uma conclusão que eu não tinha chegado:

  - Cada uma destas fotos retratam um momento bom e em cada foto ela está um ano mais velha do que na anterior.

  - Por isso quarenta e sete fotos. - Disse Ruth.

  - Exatamente. - Respondeu Éverton. - Tá anotando tudo Vicente?

  - Tudo. - Esta foi a resposta de Vicente.

  - E em cada foto umas coisas são pintadas, rostos, mãos e algum objeto, e este objeto muda a cada foto. - Raciocinou Ruth.

  - Tem alguma regra para este objeto ser pintado? - Perguntei.

  - Parece que sim. - Respondeu Ruth. - Nesta foto, está escrito: primeiro dia de primavera 1998, e todas as flores estão pintadas. Nessa outra, é Páscoa e todos os ovos estão pintados.

  - Então o que está pintado tem a ver com a época da foto? - Perguntou Manuel.

  - Isso! - Disse Vicente. - Só temos que descobrir o que tem que ser pintado. Tipo, Dia das Mães 2015, o que devemos pintar?

  - As mães? - Ruth perguntou.

  Vicente pegou uma caneta e pintou os pés de todas as mães. Mas, não ficou nem um segundo. Rapidamente e magicamente a pintura sumiu.

  - Deve ter sido por causa do que você pintou. - Disse Éverton.

  - Qual é o problema de pintar os pés? - Vicente perguntou.

  - Talvez tenha que ser na ordem. - Pensou Ruth. - Devemos pintar na ordem cronológica.

  - Gente. - Falei. - Vocês já perceberam que do jeito que tá pintado, com bolinhas, e as cinco linhas  faz com que pareça uma partitura? Parece que tem uma música escrita aqui.

  - Talvez essa seja a chave para o mistério. - Manul falou.

  - Esta É a chave para o mistério. - Falou uma voz vinda da porta. Era Mari.

  


A Melodia do Enigma - O Que Parecia Ser Apenas Uma MúsicaOnde histórias criam vida. Descubra agora