A Ordem

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*OCULTISMO E RELIGIÃO

Galera, uma das Partes mais importantes Por Favor, Atenção!

Conciliáveis ou Inconciliáveis

"Onde levantamos uma questão tão importante que
merecia um livro inteiro para abordá-la, porém vamos
resumir ao máximo senão o jovem iniciante não lê nem
os primeiros parágrafos"

Muitas das pessoas que adentram no ocultismo
passam antes por um processo de desilusão com as
religiões. Em verdade, alguns ocultistas têm
praticamente uma fobia das palavras religião e fé. Há os
que consideram a fé uma forma de aprisionar a mente e
a magia uma forma de libertá-la, sendo, portanto,
fatores inconciliáveis. Será mesmo? Este é um ponto tão espinhoso do estudo do
magista, que provavelmente alguns leitores torceram o
nariz só por notar que iremos abordá-lo. Entretanto, por
ser exatamente um fator de libertação mental, a magia
não pode se furtar a tratar de todo e qualquer elemento de formação da mente do indivíduo. Se fuçarmos o trem da história é possível perceber que muitas religiões contém elementos e práticas mágicas. Do xamanismo ancestral ao hinduísmo,
taoismo, budismo, cristianismo, xintoísmo e todas as outras religiões, dificilmente você entra uma que não contenha alguns princípios magísticos inseridos em seus postulados e até mesmo práticas comuns aos magistas
que se originaram nas mesmas, como as curas energéticas, a meditação, os estados alterados de consciência e muitas outras.
Porque então é comum no meio ocultista ocidental moderno uma aversão à religião? Porque alguns
ocultistas têm a mesma fobia de religião que alguns religiosos fanáticos têm do ocultismo? Uma simples análise histórica nos fornece uma resposta.

O renascimento do ocultismo ocidental ganhou muita força
na passagem da idade moderna para contemporânea.
Ao sabor dos suspiros finais da idade das trevas e do
poderio da Igreja Católica sobre toda a vida ocidental, os
novos expoentes do ocultismo queriam se distanciar o máximo possível da influência religiosa, uma vez que por ser exatamente uma busca pela valorização do homem como ser autônomo e responsável por sua evolução, as
doutrinas ocultistas não podiam compactuar de forma alguma com a ordem vigente. Mesmo nos seguimentos mais universalistas, a crítica à Igreja e seu poder era algo comum. Crítica esta muito bem fundamentada, uma vez que a religião funcionava como um poderoso veículo de opressão da
vontade e autonomia do ser humano, mitigando severamente suas possibilidades de evolução.
Acontece, que na reação à opressão religiosa, alguns ocultistas cometeram um erro: confundir religião com instituição religiosa. Sabemos que várias das
grandes religiões, ao crescerem e se espalharem pelo mundo, deixaram de lado alguns ensinamentos básicos de seus próprios fundadores.
Os ensinamentos sobre
igualdade entre os seres, fraternidade universal e necessidade de evolução através do amor ao próximo e do cultivo das virtudes se perdeu em emaranhados de burocracia e relações de poder altamente duvidosas.
Sabemos que seres como Yeshua (Jesus), Krishna,
Gautama e vários outros legaram à humanidade
ensinamentos muito importantes, inclusive muitos destes
também propagados nas doutrinas ocultistas.
Se criarmos aversão às religiões juntando no mesmo saco
os dogmas criados para dominar as massas e as inúmeras regras burocráticas das mesmas com os
ensinamentos dos grandes mestres da humanidade,
estamos incorrendo exatamente no mesmo erro que as religiões cometeram: tornar o culto ao mensageiro mais
importante que a mensagem.
É possível ser magista e religioso. A magia não está de forma alguma em posição oposta à religião. Muito pelo contrário, como veremos mais à frente, a fé é uma importante fonte de energia que pode ser invocada para os mais diversos fins mágicos e não deve ser ignorada
pelo atento praticante de magia.
O que não está em acordo com os princípios básicos da magia e do ocultismo é a subserviência às
instituições religiosas. Achar que uma instituição é a proprietária máxima da verdade sobre Deus e o universo e segui-la cegamente está na contramão do papel
libertador da magia. Porém, não deve o magista esquecer que fundadores de religiões foram grandes iniciados e têm bastante coisa para nos ensinar. Ignorar
tais ensinamentos é como ter um baú do tesouro e guardar embaixo da cama sem nunca abrir.

Para que palavras mais ocultistas como frases de
Yeshua (Jesus) como “Vós sois deuses” e de Krishna como 
“O sábio nunca se lamenta nem pelos vivos e
nem pelos mortos.”?
Curiosamente, quando separamos as instituições religiosas das religiões e passamos a absorver o que há de engrandecedor nas mensagens dos grandes mestres,
estamos sendo mais fiéis aos objetivos deles que os que
se dizem seus seguidores. Isto é muito irônico quando sabemos que tantas religiões apontam o ocultismo como algo maligno. Provavelmente o ocultismo é algo maligno para elas sim, pois a mente dos fiéis que se abre aos
princípios ocultistas plenamente, não consegue mais ser aprisionada pelos grilhões destas instituições.

O ocultista sábio também entende que não é seu papel querer libertar todos das religiões. Sabemos que cada coisa ocupa uma função na ordem universal. Se as instituições religiosas existem, é porque devem existir.
É porque possuem um papel na ordem das coisas e estão
a desempenhá-lo. Então, não devemos julgar os que
vivem dentro das instituições. Cada um sabe o que é
melhor para si, cada ser sente qual o caminho que deve
seguir. Inclusive, há religiões que não implicam em nenhum grilhão mental para o ocultista. Que não negam a natureza livre do ser humano. São as chamadas
religiões universalistas, aquelas que não se dizem portadoras do único e exclusivo canal para a salvação. Inclusive nas chamadas salvacionistas, também há
pessoas sem condicionamentos mentais excludentes.Pessoas que entendem o conceito de salvação como algo pessoal - a minha salvação é diferente da do
próximo. Minha salvação pode ser me tornar evangélico
e a do próximo pode ser se tornar umbandista. Enfim, o
moral da história é que não importa se você é religioso
ou ocultista, o que importa é que respeitar o caminho dos outros deve estar sempre acima de qualquer crítica
ou prejulgamento.

O ocultista iniciante deve estar muito atento para a
questão do preconceito com as religiões.
Todo preconceito é uma forma de aprisionamento mental,
uma forma de autolimitação. E quem se prende a limitações um dia paga o preço, pois se torna alguém de mente fraca.

RESUMAO
fanatismo chamafanatismo. Se você não libertar sua mente para não ser preconceituoso com outras doutrinas ou filosofias de
vida, um dia será vítima de si mesmo. Liberdade não é
apenas fazer tudo que quisermos, é termos a capacidade
de não julgar as pessoas pelo que quer que elas façam.

O Jovem Estudante Ocultista Onde histórias criam vida. Descubra agora