Quem me inspira?

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Bom, para começar este capítulo, gostaria de ressaltar previamente que seria impossível listar todas as pessoas que servem de inspiração para alimentar o meu sonho de trabalhar com​ educação. Por isso, escolhi quatro nomes específicos e falarei sobre cada um deles especificamente, e depois, citarei o nome de outras pessoas que me motivam a seguir sonhando.

1: Tábata Amaral de Pontes

Essa jovem garota foi o grande marco para me fazer tomar a decisão de ser um educador, pois ela é jovem, inteligente e, por isso, tinha tudo pra seguir uma área de mais status social

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Essa jovem garota foi o grande marco para me fazer tomar a decisão de ser um educador, pois ela é jovem, inteligente e, por isso, tinha tudo pra seguir uma área de mais status social. Me identifiquei muito.
Essa garota, durante o ensino fundamental, ainda estudando em escola pública, participou das duas primeiras edições da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) e obteve sucesso em ambas: medalha de prata na primeira edição e ouro na segunda. Desempenho esse que a fez conquistar uma bolsa integral em uma escola privada na cidade de São Paulo. O problema é que ela, por morar na periferia e muito distante da sua nova escola, encontrava dificuldades de logística no seu transporte até às aulas. Isso fez com que o seu colégio começasse a pagar um hotel a cinco minutos de distância para que ela morasse lá e otimizasse o seu tempo de estudos. Logo, a garota que sonhava em fazer faculdade nos EUA, começou a estudar incansavelmente e realizou o seu sonho. Foi aprovada em Havard e foi para lá, a princípio, estudar astrofísica. Após algum tempo refletindo sobre a situação da educação no seu país natal, ela começou a voltar o seu foco para educação, e então decidiu começar a estudar ciências políticas para buscar meios de incentivar o debate educacional no Brasil e colocar isso como pauta central de qualquer agenda política.
Hoje, Tábata é co-fundadora e coordenadora do movimento "Mapa Educação", que promove debates e discussões acerca da educação pública dentro da esfera política.
Tábata me inspira pois, mesmo muito jovem (assim como eu), conseguiu abdicar de quaisquer vaidades pessoais e desejos fúteis, pois hoje ela promove um assunto fantástico e consegue atingir um grande número de pessoas.
Tábata é uma das minhas maiores inspirações! Espero um dia poder dizer isso a ela pessoalmente.

2: Clóvis de Barros Filho

Clóvis de Barros Filho é formado em direito, jornalismo e filosofia

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Clóvis de Barros Filho é formado em direito, jornalismo e filosofia. Desde os 13 anos de idade sabia que iria seguir a área da docência e encontrou aí o seu "tesão pela vida". Para ele, o conceito de felicidade, um debate tão discutido na história da filosofia, implica na ocorrência de um momento que você não quer que acabe jamais. Um momento em que a ideia de eternidade parece valer a pena. E para ele, esse momento é estar numa sala de aula, junto aos seus alunos, explicando e repassando toda a sua sabedoria.
Clóvis me inspira pois, como disse no primeiro capítulo, sou apaixonado por filosofia. E, assim como eu, ele também é. Além disso, existe aquele paradigma da sociedade que diz que todo intelectual é "chato". E, ao ver uma palestra desse cara, é impossível continuar com esse pensamento. E olhe que ele é intelectual mesmo. Ter um doutorado pela Universidade Sorbonne, em Paris, avaliado pelo Pierre Bourdieu, não é para qualquer um.
Enfim, o Clóvis me inspira pois possui uma didática incrível e consegue envolver qualquer aluno em suas aulas, que são fantásticas.

3: Caio Dib

O Caio Dib é um jornalista que desde o início da carreira trabalhava na editoria de educação

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O Caio Dib é um jornalista que desde o início da carreira trabalhava na editoria de educação. Porém, ele sentia-se insatisfeito com a situação que enfrentava, pois seu conteúdo educacional atingia uma pequena quantidade de alunos e professores. Indignado, pediu demissão de onde trabalhava e resolveu viajar por todo o Brasil para entender o porquê do seu conteúdo não estar sendo consumido pelo público alvo. Rodou por quase todo o Brasil, passou muitos perrengues, mas o importante foi ter entendido a situação das escolas brasileiras. E assim surgiu o "Caindo no Brasil", uma ONG que visa a produção de conteúdos e atividades que possam alavancar o processo didático na relação professor/aluno.
Caio me inspira pois, antes de decidir ser professor, queria muito ser jornalista (e até hoje tenho uma "quedinha" pela profissão), mas, ao conhecer a história dele, entendi que trabalhar com jornalismo no Brasil não me dá a possibilidade de gerar tanto impacto quanto trabalhar como educador me dá. Por isso, o Caio é uma grande referência para mim, tanto como pessoa, quanto como futuro professor.

4: Erin Gruwell

Dentre todas, essa é a inspiração mais simbólica

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Dentre todas, essa é a inspiração mais simbólica.
Erin Gruwell é professora universitária nos Estados Unidos atualmente. Mas, antes do reconhecimento acadêmico, ela superou grandes desafios. Interpretada pela excelente Hilary Swank no filme "Escritores da Liberdade", Gruwell consegue seu primeiro emprego como professora em uma escola extremamente violentada, marcada por alunos de zonas periféricas e vinculados à gangues.
A partir desse contexto, Erin busca formas de entender o que se passa na vida desses alunos e começa a entender os problemas de cada um. Então, ela começa a doar diários para os estudantes relatarem qualquer coisa que tenha relação com o seu cotidiano, para assim, aproximar-se da realidade deles e gerar uma verdadeira mudança. Ela começa a depositar confiança nos jovens, fazendo eles se sentirem importantes. Leva eles a museus, passeios e eventos extra-curriculares. Também compra, com o próprio dinheiro, livros novos para cada um deles utilizar durante o semestre. No fim, ela consegue gerar realmente a mudança que qualquer professor sonha em gerar: ela transformou aqueles alunos em pessoas melhores, acima de qualquer coisa.
Assim, Erin Gruwell tem uma história inspiradora e o filme "Escritores da Liberdade" deve ser conteúdo obrigatório para todos os professores e pedagogos.

Por fim, gostaria de citar alguns nomes, uns famosos e outros não, de pessoas que, de alguma maneira, me ajudaram a ser uma pessoa melhor e mais madura, fomentando o meu sonho de ser um educador.

Paulo Freire; Chico Buarque; Murilo Gun; Fabio Brazza; Pirulla; Leandro Karnal; Mario Sérgio Cortella; Filipe Nobre Figueiredo; Débora Aladim; Gabriel Feitosa; Gabriel Goffi.

E claro, meus professores de história, que têm um lugar reservado no meu coração, João Ulisses e Cláudio "Pokemon". ❤

Educação: o meio que justifica os finsOnde histórias criam vida. Descubra agora