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Chegando em Londres

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- Bom, agora você já pode me contar porque você vai para Londres? - Niall perguntou enquanto íamos juntos pegar café no balcão de uma lanchonete dentro do aeroporto.
- Mudar de vida. Deixei tudo o que eu tinha para trás, agora eu preciso recomeçar. - disse e dei um sorrisinho amargo.
- Entendo, minha ex namorada fez isso também. - ele disse com um olhar meio triste.
- Foi embora? - pergunto.
- Sim. Depois que eu fui preso, ela foi para os Estados Unidos, eu achei que ela ia voltar depois que soubesse que eu fui solto, e que tinha sido inocentado. Mais ela não voltou. - ele disse com a voz meio baixa.
- Você foi inocentado pelo que? - eu perguntei sem entender nada.
- Me acusaram de matar uma família. O cara era traficante, e estava devendo o Harry. Ele mandou eu e o Louis fazermos o serviço, mais eu nem entrei dentro da casa. No dia, eu estava meio noivado e fiquei em casa. - ele diz e eu arregalo os olhos.
- Ele matou uma família? - digo olhando de relance para o Louis e depois para o Niall de novo.
- Não sei bem. Ele nunca contou a história toda. Ele fica meio bravo quando falamos sobre. Foi um julgamento difícil, mais quem foi preso foi um cara chamado Hamilton. - ele diz e da de ombros.
Fico pasma. Aquele cara, sentado ali, assistindo TV, já matou pessoas? Depois penso melhor e me lembro de algumas coisas. Quem sou eu pra julgar alguém?
Voltamos para a mesa e Louis atende o telefone. Ou melhor, faz uma chamada de vídeo.
- Oi Lottie, cadê o Freddie? - ele pergunta e uma moça do cabelo descolorido aparece e depois pega um bebê.
- Ele tá aqui. Ele tá bem. Só que não comeu nada agora a noite. Acho que sente sua falta. - ela disse e ele sorriu.
O garotinho do outro lado deu um sorriso ao olhar para a tela e soltou um gritinho.
Continuei comendo sem olhar novamente.
- Você vai fazer acompanhamento no Hospital Regional né? - o Niall pergunta puxando assunto de novo.
- Sim eu vou. - digo e dou meio sorriso.
- O Dr. Bree é legal. Ele já atendeu todos nós quando a gente precisava. Ele é meio particular, meio público. Acho que trabalha lá por caridade. - ele diz e eu sorrio.
- Deve ser um bom homem. - eu digo e ele acena com a cabeça.
- O nome dele na verdade é Liam Payne. Se não me engano, Bree, é por causa do marido dele. - ele diz pensativo e depois da risada.
- Ele é gay? - pergunto com o rosto assustado.
- Sim. Um dos poucos gays, casados, que tem reconhecimento lá. - Louis responde do nada. Os dois ficamos olhando pra ele. - O que foi? Eu presto atenção em tudo.
Eu dou risada. A primeira risada desde que conheci eles. Acho que vamos nos dar bem.
Depois de comer vamos para a fila e então seguimos para o avião. Sento no banco do meio, com os dois ao meu lado, coloco um protetor de olhos e de ouvidos e durmo.
Quando estamos pousando, Louis me acorda.
- Bom dia Bela adormecida. - ele diz e da um sorriso lindo.
- Bom dia? Que horas são?
- Oito e meia da manhã. - ele responde calmo.
- Quem vai pegar a gente no aeroporto? - pergunto preocupada.
- Ninguém. Vamos pegar o carro que deixamos lá, e vamos até seu primo. - ele diz e sorri. - Fica de boa, ninguém mexe com a família do Styles. Não com a gente por perto. - ele da uma piscadinha.
- Styles? É assim que vocês chamam ele? - digo rindo.
- Sim. Também acho estranho pra um nome de mafioso, mais ele gosta. - ele diz e da de ombros.
Dou risada.
Depois de sairmos do avião, e fazermos todos os processos necessários, eles pegam minhas malas e saímos.
O carro é parecido com o outro, mais esse com certeza é bem mais caro. Não entendo nada de carros, mais sei dirigir. Ou melhor, fugir.
- Vamos Bela adormecida, a viagem ainda é meio longa. - Niall diz enquanto eu entro no carro.
- Meio longa tipo quanto? - eu pergunto.
- Uma hora. Mais comigo dirigindo, em menos de 30 minutos estamos lá. - ele diz e da uma piscadinha. Sorrio pra ele.
- Vamos lá Corredor.
Depois de exatos 29 minutos, estamos na porta da casa do meu primo. Ou devo dizer mansão? A casa é enorme, e de fora, parece que não tem fim. Está rodeada de seguranças, e de cachorros. E tem um portão preto enorme, com sistema de segurança com senha, e lanças para ninguém conseguir pular. A casa é branca. Tem algumas pilastras antes da porta, e o número é 450, e tem um S, de cor dourada ao lado. Deve ser alguma extravagância do meu primo, com certeza.
Assim que deixamos o carro no enorme estacionamento subterrâneo que tem na casa, subimos por um elevador e paramos na sala.
Não sei porquê, mais acho que o Harry é um cara muito rico, é muito louco. A sala dele é do tamanho do meu antigo apartamento. Tem sofás e mesinhas em todos os cantos, e uma enorme tela, que julgo ser a TV. A porta de entrada que eu vi, está no centro da sala, e um segurança está parado lá.
Quando piso dentro da sala, Harry desce a enorme escada que esta ao lado do elevador. E quando eu digo enorme, é porque parece aquelas escadas de palácio. Tudo na casa é branco, creme ou parecido. Algumas peças são vermelhas, o que dá destaque. Ou azuis. Ele vem com uma roupa bem legal, mais engraçada. Parece o poderoso chefão, mais sem o chapéu.
- Bem vinda ao lar, querida prima. - ele diz e abre os braços para mim. Sorrio para ele e o abraço. 
- Obrigada por me receber. - digo no seu peito e ele me aperta.
- O que não fazemos pela família? - ele diz e da um sorriso.
Harry mudou muito de uns anos para cá. Do garoto bobão que estudava comigo, para o dono de uma máfia. Ele parece intocável. Simplesmente cada sorriso ou palavra sua, parece pronta para atacar alguém. Ele sorri, fala e anda com escárnio. Ele é o próprio escárnio em forma de gente. Deboche puro. A sua forma de andar, e de agir, denúncia que ele não é mais bobo. Ele manca um pouco de uma perna, e está com uma espécie de bengala, mais julgo que seja só charme.
- Machucou o pé? - pergunto.
- Um tiro que levei na perna. Já está quase bom. Só não posso fazer muito esforço. - ele diz e sorri.
Depois se senta no sofá, e então bate no mesmo para que eu me sente também. Faço o que ele pede.
- Quer um whisky? - ele pergunta. Toca uma espécie de campainha, e uma moça quase seminua vem ao nosso encontro. Niall subiu com as minhas malas, e Louis sentou no sofá ao nosso lado.
- Não posso, estou tomando medicamentos. - digo e faço uma careta.
- Ótimo. Um suco de laranja, e dois whiskys por favor. Com gelo, todos. - ele diz a moça, mulata e com cara de que faria tudo para ele.
Ela sorri e sai de cena.
- Como foi a viagem prima? - ele diz e encosta no sofá com graça.
- Foi boa. - eu digo sorrindo.
- Você dormiu o vôo todo. - Louis diz baixinho.
- Ela dormiu não dormiu? É a cara da nossa família fazer isso. A Gem, sempre que vem para cá, dorme o tempo todo, e ainda descansa da viagem. - Harry diz e os dois riem. O clima sempre parece pesado e estranho, a casa parece nos ouvir.
A moça volta, e após nos servir some novamente.
- Agora podemos conversar. Vamos para o meu escritório? - Harry pergunta e da um sorriso estranho.
- Sim, claro. - me levanto e Louis continua sentado.
- Você também Louis. Chame o Niall, estaremos esperando vocês dois. - ele diz e sai na frente. Depois para, e põe a mão no meu ombro. Vamos juntos até uma escada descendo. Descemos juntos e ela dá em um corredor grande. Na última porta, enorme, de aço puro, ele digita uma senha, e entra.
- Esse corredor é protegido sabe? Para não ocorrerem possíveis roubos. Ele diz e eu entro e me sento. Quando ele faz o mesmo, Niall e Louis entram.
- Estamos aqui. - Niall diz e se senta em uma poltrona escura do meu lado esquerdo. Estou sentada na frente de Harry, com uma mesa preta, de Carvalho, nos separando. Louis fica na porta, que fecha com um clique.
- Bom, como vocês já sabem, agora vocês tem a função de cuidar, proteger e vigiar minha prima, certo? - ele diz e os dois acenam.
- Sério? - pergunto e dou uma risadinha.
- Sim, e me desculpe por isso. Mais é que não posso deixar que mais nada aconteça a você. O que aconteceu em Esbrej não pode ocorrer novamente sob hipótese alguma. E eu vou garantir isso com a minha vida. - ele diz e sorri para mim. Sorrio em agradecimento.
- O que você fez com o Tyrone? - pergunto interessada.
- Digamos que ele sofreu um pouco com a perna. - ele diz e da um pequeno sorriso.
- Ótimo. O Zayn? - pergunto baixo.
- Estou procurando ele. O Tyrone tem ordens expressas para que se ele aparecer, eu seja comunicado. Não se preocupe, que para chegar em você, ele vai ter chegado em mim muito antes. - ele diz e sorri novamente. Agora eu sorrio de verdade. Sei que Harry está fazendo isso para me proteger, e no estado que eu estou, sinceramente, eu realmente preciso ser protegida.
Discutimos quando eu posso sair de casa, e que horários eu tenho no hospital. O Harry tem uma planilha com o próximo mês inteiro de horários.
- Uau, como você conseguiu isso? - pergunto e todo mundo ri. Já sei que não vou descobrir muita coisa.
- Você pode sair de casa sempre que quiser. Não está presa, mais por favor, leve pelo menos um dos meninos. Você pode dirigir um dos meus carros. Pega o vermelho, Louis a chave. - ele pede e Louis me entrega.
- Obrigada.
- Agora, descanse. Se você quiser me perguntar alguma coisa, a noite eu estarei em casa. Hoje tem jogo, não saio de casa. E não se preocupe, todos os seguranças sabem quem você é. E se alguém se meter com você, fale com Louis ou Niall, se tiver que chegar aos meus ouvidos, o negócio vai mais em baixo. - ele diz e sorri para mim. - Mais novamente, bem vinda ao lar.
O abraço novamente e Louis me acompanha até a saída. Vamos para a outra escada, e quando chego até ela peço para ir de elevador. Ele sorri e vamos até o segundo andar de elevador, sedentária, sim.
O meu quarto fica em um dos sete corredores, na verdade, é no terceiro a direita. Só tem uma porta, e nela tem um F, e minhas iniciais, também em dourado.
- Isso é uma forma de marcar as pessoas? - eu pergunto para Louis.
- Sim. O F, é de família, e as suas iniciais. Não é todo mundo que sobe aqui, e para entrar no seu quarto por engano, tem que ser doente. Fica tranquila, tem câmeras em todo o corredor, e o seu quarto não emite som nenhum, e não tem câmeras, mais tem um telefone ligado ao celular do Harry, ao meu e ao do Niall.  - ele diz e sorri. 
- O seu quarto também é aqui? - pergunto e ele sorri.
- Sim, mais é la atrás. Depois, te mostro a casa. Descansa boba, aproveita. - ele diz e me dá um tapinha. Eu entro, e meu Deus, que quarto. Deixo para olhar depois, caio na cama e a luz fica acesa.
- Droga. - digo e fico lá mesma, jogada.
- É só bater palmas. - o Louis diz com a cabeça dentro do quarto e logo depois some. Dou uma risadinha e testo. Ótimo, a casa é tecnologia pura. Apago em menos de cinco minutos.

Dangerous Love ||P.EHistórias para pegar e não largar. Descubra agora