Atualizamos nossas Diretrizes de Conteúdo.
Consulte as diretrizes mais recentes para continuar compartilhando histórias com segurança.

Indo para Londres.

70 9 1
                                        

Enquanto estava no hospital, as enfermeiras faziam de tudo para eu me sentir bem. Sempre perguntavam se eu queria outro travesseiro, se eu queria mais algum remédio, se eu estava me sentindo bem, se queriam que ligasse a TV. Algumas até conversavam comigo. Falavam sobre suas filhas, noras, ou sobrinhas que passaram por algo parecido, mas estavam bem melhores, e que eram capazes de tudo sozinhas, sem nenhum homen.
Isso me ajudou muito pra dizer a verdade. Depois de tanto tempo, dependendo do Zayn para tudo, eu não sabia se iria conseguir viver sem ele. Respirar era difícil sem os aparelhos, mas saber que ele não estaria lá fora para me ajudar doía mais.
Eu estava toda arrebentada, para falar a verdade, acho que até um pouco deformada, mas a dor de dentro era a pior de todas.
Tyrone pediu desculpas para um dos capangas do Harry, e disse que não iria mais mexer comigo. Mas já era tarde demais, eu estava horrível, machucada e já havia perdido aquele bebê. Harry disse que não vinha me buscar pessoalmente porque não podia deixar os negócios sozinhos, mas que eu podia contar 100% com a ajuda de Alouisio e de Nialler.
Quando sai do hospital com Dona Val e Gemma me ajudando, recebi um par de moletas, uma caixa de remédios variados, que iam de remédio para dor, e para falta de ar, ou crises de pânico. Ia continuar o tratamento de desintoxicação lá em Londres, no Hospital Regional de lá, o Dr. Bree seria meu novo médico, e acompanharia meus exames e meu estado de perto. Já que Harry cuidou da minha ida, Gemma cuidou da minha estadia e saúde, para eu não ter o que me preocupar.
Um carro preto estava parado no estacionamento, e pela placa, era o carro dos capangas de meu primo. Dona Val estava meio insegura de me deixar ir embora, mas ela já era uma senhora, trabalhava para se sustentar e não podia deixar seu emprego e sua vida para me ajudar.
Gemma me soltou e foi correndo até o carro, e bateu no vidro. Ele se abriu e então ela falou com alguém. Sorriu e voltou para nosso lado, enquanto o carro virava pra passar na minha frente e ir embora.
- Pronto eles estão vindo.
- Gem, eu podia ir andando até lá. - disse e dei risada.
- Não, não podia não. - ela diz e faz uma careta.
O carro para na nossa frente e então as duas portas se abrem. No banco do motorista, um loiro desceu, de óculos, e um sorriso bonito e amigável. De calça jeans, um tênis but, e uma blusa branca. Ele tirou o óculos e veio andando em minha direção, seus olhos eram tão ou mais azuis que os meus e ele parecia novinho.
- Hey, Perrie ne? - ele perguntou e me comprimentou com um beijo no rosto.
- Sim, e você é o Alouisio ou o Nialler? - perguntei enquanto ele pegava a pequena bolsa que iria levar como mala.
Então ele começou a rir estérico, e o cara que estava no banco do passageiro colocou a cabeça pra fora.
- Alouisio? Serio? O Harry é um babaca. - e então revirou os olhos.
Gemma também ria e eu não entendia o porque. Dei de ombros e me virei para me despedir das meninas, enquanto Nialler guardava minha bolsa no banco de trás.
- Querida você tem certeza disso? - dona Val perguntou com os olhos cheios de lagrimas.
- Sim Val, eu preciso ir embora. Refazer a minha vida. Mas eu nunca vou me esquecer da senhora, e assim que eu puder, eu pego um avião e venho correndo te ver ta? - disse com os olhos marejados também e com voz de choro. A abracei forte e deixei um beijo no topo de sua cabeça, ela limpou as lagrimas que haviam caído dos meus olhos e sorriu. Então apertou minha bochecha e fez uma sinal de cruz na minha testa.
- Deus te abençoe filha. - ela sussurrou.
Dei um abraço apertado em Gemma, que riu e disse que ia me ver quando desse, e que era pra mandar noticias sempre. E não deixar nenhuma das duas preocupadas. Prometi que iria fazer isso e fui meio que mancando, pela dor que ainda sentia para o carro.
Bati a porta e encostei a cabeça no vidro. Dei um tchauzinho para elas e o carro saiu andando, algumas lagrimas rolaram, mas eu prometi a mim mesma que ia me controlar, então sorri e me virei pata frente, onde os dois caras pareciam nada preocupados comigo.
- Ei caras, o vôo é que horas? - perguntei.
- As 02:00 da madrugada, fica tranquila, vamos parar pra comer ainda. - Nialler disse e eu assenti.
Depois de alguns minutos de um silencio tortuoso o cara do banco do passageiro virou o rosto pra mim e sorriu.
Ele estava com uma calça preta, e uma blusa jeans, também de óculos, mas seu cabelo era castanho, e meio jogado para o lado. Ele era lindo, e aquele sorriso dele era perfeito.
Sorri de volta e ele perguntou :
- Harry disse mesmo que meu nome era Alouisio? - ele parecia mais serio. E sua voz era um pouco estridente, mas era bonita de se ouvir.
- Bom na verdade, disse que eu podia contar com Alouisio e Nialler, não disse quem era quem. - disse um pouco envergonhada.
- É Niall. Niall e Louis. Sem mais. O Harry gosta de irritar. - Nialler, que agira descobri ser Niall disse com um tom calmo e amigável, e deu uma piscadela pra mim pelo vidro do retrovisor.
- Harry é um imbecil. - Louis disse e deitou a cabeça no banco do carro. - Eu vou dormir um pouco, não me acordem. Você devia fazer o mesmo Perriele. - ele disse e eu revirei os olhos.
- Perrie. Nada de Le. - disse enquanto vasculhavam um jogo legal no celular.
Ele deu uma risadinha e disse.
- Beleza Perriele.
Procurei não me irritar e fiquei tentando matar os zumbis do meu jogo. Eu ficava jogando ele no hospital, era o tipo de jogo que Zayn ia odiar, por não conseguir matar os zumbis e passar de fase, já que ele vivia noiado e não tinha capacidade motora pra isso. Dei uma risadinha pelo pensamento, e então passei de fase. Travei a tela do celular e guardei na bolsa, deitei a cabeça no banco e fui tentando descansar. O pescoço ainda doía, e a cabeça também, mas preferi não tomar nenhum remédio e apenas descansar. E então apaguei.

Dangerous Love ||P.EHistórias para pegar e não largar. Descubra agora