Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Como você pode chamar isso de uma luta justa depois de quebrar as regras? — inojin
火
Ele pensou nela naquela manhã antes de todas as coisas virem à tona.
Hima.
O jovem rapaz sucessor da liderança do clã Yamanaka não parava nenhum segundo em pensar nela, em pensar sobre seus olhos incrivelmente azuis ou em seu sorriso que cativava qualquer um que estivesse por perto, inclusive ele. O nome dela poderia significar girassol, mas era ele quem à perseguia em busca de sua luz. De quando eram crianças e ela o mostrou o significado da arte, de quando eram inocentes demais para repararem no próprio coração batendo mais forte do que deveria com a presença de um e do outro. Mas, ambos eram jovens e ousados e a noite estava quente.
Himawari-san.
Foi em um mês agradável de um outono arejado que Inojin passou a olhar para a jovem Uzumaki de uma forma diferente da que ele olhava para Chouchou, Sarada ou Sumire, seu coração batia um pouco mais forte com a presença dela, e tudo ficou ainda pior quando ele entrou na adolescência.
Ele tinha dezessete e ela quinze, ambos ninjas.
Himawari se destacava muito mais do que ele quando se tratava de fazer missões ou ser reconhecido por outros shinobis, e não era por pouca coisa, pois, a jovem era uma Uzumaki de sangue-quente com o doujutsu Byakugan tendo uma pequena parcela do chakra da Kyuubi, Kurama. Com a imensa quantidade de chakra que possuía junto do Byakugan, haveria uma grande chance de a garota despertar o Tenseigan futuramente, e isso rendia muita especulação para o clã Hyuuga e toda a Folha.
E Inojin não podia contra ela, mas não no status de um ninja e todas as outras coisas sobre ela citadas à cima. Ele não podia contra seus sentimentos por Himawari. Não podia esconder, não com os olhos que ela tinha.
Um Hyuuga vê tudo.
E foi então que ele desvaneceu-se em memórias e sensações durante a noite e deixou de lado todas as razões pelas quais o impediam de seguir em frente e dar um passo em diante, e como um Yamanaka que era, pretendia dizer tudo o que sentia de frente para ela. Seu pai ficaria orgulhoso, mas provavelmente não conseguiria se expressar e iria sorrir daquela forma cínica costumeira. Mas decidiu que ninguém além dele saberia da confissão.
Hima, logo Himawari.
Com toda a experiência em flores que ele havia aprendido com Ino, sua mãe, ajeitou um buquê-de-flores com girassóis recém-colhidos e enfeitou-os com maestria. Era cedo e todos os ramos estavam frescos, a floricultura ainda não havia sido aberta e ninguém além dele estava no lugar. Foi por volta das oito horas que ele deixou a floricultura dos Yamanaka para se dirigir a casa dos Uzumaki, a única do conjunto pois o número de Uzumakis era muito pequeno. Não se apressou no caminho e fez todo o percurso caminhando tranquilamente pelas ruas cimentadas.