O RENASCIMENTO DA BRUXARIA

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Em 1951, quando a última lei ainda existente contra a Bruxaria foi revogada na Inglaterra, Gerald Gardner, considerado o pai da Bruxaria Moderna, decidiu revelar que as práticas da Bruxaria da Europa antiga não haviam morrido,
mas continuavam vivas e ainda eram praticadas no interior dos Covens e por muitas famílias de Bruxos sob um novo nome, Wicca!
Gardner publicou algumas obras que revelavam um pouco da prática de seu Coven, dentre as quais o famoso livro Witchcraft Today (Bruxaria Hoje), e assim lançou uma nova luz às práticas da Bruxaria, dando origem à um grande movimento Neopagão de reavivamento e recriação das práticas e ritos da Velha
Religião.
De lá para cá, o movimento Pagão cresceu substancialmente e muitos Bruxos que diziam ter sido instruídos por suas famílias durante décadas, decidiram sair das
brumas e se tornaram visíveis, revelando os ensinamentos da Antiga Religião ao mundo . E assim, em pleno florescer do século XX, surgiu uma religião que buscava celebrar novamente a natureza encontrando inspiração para seus ritos na
antiga religiosidade da Europa e no culto à Deusa, considerada a própria Terra.
A Wicca é, então, a reconstrução moderna da Antiga Religião dos povos da Europa, visto que muitos dos mistérios, rituais e práticas se perderam desde a
época em que o Paganismo foi perseguido. Exatamente por este motivo, a Bruxaria Moderna em sua construção foi largamente influenciada pela espiritualidade de diferentes culturas européias, indo desde a Celta até a Grega ou
Romana. No entanto, muito de sua filosofia e liturgia baseia-se no antigo calendário e religiosidade do povo Celta, que se espalharam pela Europa aproximadamente 1200 anos AEC e que provavelmente foi a cultura que mais preservou o culto à Deusa e seus rituais.

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