Capítulo 5

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•ESSA FANFIC É UMA ADAPTAÇÃO, TODOS OS CRÉDITOS PARA @yoongiw•

Eu disse que ia tentar atualizar de madrugada mas a minha família resolveu iniciar uma conversa homofóbica e eu vim escrever uma fanfic homossexual, interessante não é?

Enfim eu atualizarei de madrugada pelo o que tudo indica.

Boa leitura ;))

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POV CAMILA

  Seu choro era doloroso. Lauren estava com os punhos apertados em cima da coxa, como se estivesse a beira de explodir. 

- Quem te garante? - Falei, tentando acalma-lá um pouco. 

- Hm? - Ela ergueu o olhar confuso.  

- E se esse grito não foi de Lucy, e sim de alguém parecido? Ou se foi, ela pode estar viva. Certeza que sua namorada é alguém inteligente - Tentei anima-la, e ela deu um sorriso fraco em meio a fungadas. 

- Lucy é muito inteligente. 

- Viu - Dei um sorriso saindo de baixo da coberta, já me sentindo sufocada com aquele pano me cobrindo.

  - Onde vai? - Perguntou tirando a cabeça de baixo da coberta, parecendo um bichinho fora da toca.  

  Sem responder, caminhei em direção ao interruptor e apertei os botões. Nenhuma luz ligou, pelo jeito houve um blecaute por todo o estabelecimento. Suspirei de forma derrotada, ao perceber que não havia muito o que se fazer em questão a sair daqui por enquanto. E tudo que ficava zanzando em minha mente eram perguntas vitais, tais como: quanto tempo isso duraria, a chuva, a falta da eletricidade, e esse medo, que parece mais intenso à cada segundo, como se eu sentisse que há algo verdadeiramente errado.  

Voltei para a cama com a cabeça baixa, queria tanto dar um jeito de ir pra casa nesse momento, e não ficar aqui. Mas as únicas escolhas que eu tinha era: sair deste quarto e possivelmente morrer ou ficar esperando aqui.

E foi a segunda escolha que me fez sentar novamente na beirada da cama, pegar um pouco da coberta para cobrir meus braços nus e observar a chuva do lado de fora embaçar a vidraça, que era a única coisa livre que eu havia visto até então. Senti Lauren se aproximar de mim e tocar no meu braço de forma hesitante, como se estivesse meio amedrontado.

  Os pelos do meu braço arrepiaram ao seu toque, e mesmo sem saber o porquê desta reação, virei o rosto para o lado encarando seus olhos verdes preocupados. 

- Eu gostei de Lolo, é bonito e único - Ela disse do nada.

- Eu gostei de Camz também, ninguém nunca me chamou assim - respondi encarando profundamente seus lindos olhos verdes.

O silêncio voltou a predominar entre nós. Parece que tem algo na Lauren que me faz querer ficar por perto e a proteger de tudo e de todos, como se eu já tivesse passado por isso antes... mas feito do jeito errado.

- Você acha mesmo que tudo vai ficar bem? - Sussurrou quebrando o silêncio, deixando os lábios carnudos entreabertos.

 - Sim. Vai sim.  

Ela balançou a cabeça e me soltou, demonstrando que estava se esforçando para ser otimista. Acho que tudo que Lauren precisa é de alguma coisa para se apoiar como um: vai tudo terminar bem, ou não foi o grito da sua namorada. Pra ser sincera eu não sei de nada disso, e sou uma pessoa pessimista, mas foi só ver o medo dominando a Laur que eu resolvi assumir a posição do otimista, para que nada de ruim possa acontecer aqui dentro.

  Ficamos em silêncio por vários e vários minutos, suspeitei que Lauren estivesse dormindo, mas toda vez que eu a olhava, ela estava com o olhar preso à porta, com o choque e preocupação estampada em seu rosto. 

- Como chegaram aqui? - Perguntei, querendo um pouco da sua atenção e fazê-la se distrair do que estava acontecendo.  

- Bom... - Desviou o olhar da porta para mim e se arrastou até o travesseiro, deitando a cabeça sobre o mesmo - Eu e Lucy trabalhamos juntas, nos conhecemos no nosso trabalho. Somos arquitetas. Estávamos indo para uma cidade aqui perto quando nosso carro quebrou na estrada então viemos pra cá, já que o carro quebrou ontem à noite.

- Entendi...

- E você, Camila? Trabalha no que? - Perguntou com a voz abafada pelo travesseiro. 

- Sou fotógrafa, vim para fotografar os arredores do motel. 

- Legal! Você é fotógrafa - Sorriu sem graça - Já fotografou alguém nu?

Não, mas se for você eu aceito. 

 - O que? - Perguntei rindo de nervoso para afastar meus pensamentos e ela me acompanhou.

- Sabe... sem roupa, essas coisas.

- Não trabalho para revista playboy, Lauren Jauregui - Debochei, vendo-a dar uma gargalhada baixa e gostosa. Era possível se sentir encantada por uma risada de alguém que você conheceu há algumas horas?

- Você trabalharia tirando fotos de homens, ou... - Bagunçou os próprios cabelos e voltou a sorrir - Mulheres nuas?

 Eu já havia entendido o que ela queria dizer: se eu dissesse que trabalharia com homens, significa que sou hétero. Se eu dissesse mulheres, sou lésbica.

  - Trabalharia com os dois - Respondi com sinceridade. 

- Oh... - Murmurou olhando pra mim e escondendo o rosto no travesseiro.

 Eu estava envergonhada. Ela também estava, e isso foi o suficiente para estabelecer vários outros minutos de silêncio por este quarto. Lauren era bem fofa, o tipo de pessoa que sua vontade era agarrar e encher de mimos, como um verdadeiro bebê. Era como se existisse uma versão da Lauren fofa e da Lauren sexy, e eu conheci esses dois lados em algumas horas. Meus pensamentos foram interrompidos assim que ela reclamou baixinho:

 - Estou com fome...  

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é totalmente necessária essa enrolação no início, prestem atenção em todas as informações que serão dadas até o momento de "paz" acabar. Será muito útil para o desenvolvimento da história.

* créditos para o criador da fic: @yoongiw *

24h In Motel • CamrenOnde histórias criam vida. Descubra agora