Lugar Incerto
14 de Agosto de 2012
Já era quase 13 horas quando Olívia começou a despertar, estava um pouco dolorida, mas consciente. Sentiu um alívio ao perceber que não estava mais naquela posição desconfortável, e suas mãos estavam livres, apesar de ainda estar presa pelo tornozelo.
Sentando-se ela começou a se examinar, para ver se ele não tinha feito nada com ela enquanto dormia. Suas mãos estavam inchadas por ficar muito tempo amarradas, ela ainda estava de calcinha e sultiã o que de certa forma a fez respirar melhor, seu rosto estava um pouco dolorido por conta das pancadas, o sangue de trás da cabeça havia secado e seus seios estavam bastante doloridos, mas o mais importante era que ela estava viva e sã.
Ao verificar que não havia nem sinal dele por ali ela resolveu tentar soltar-se, tentou quebraro feixe que prendia seu tornozelo a um gancho na parede, mas não conseguia, por mais força que ela fizesse não dava certo. Depois de um tempo ela já estava cansada de se esforçar em vão. Ao olhar pra trás percebeu que ele tinha deixado a mala ali, com a esperança de que tivesse alguma coisa que a ajudasse a se soltar, se esticou o máximo que podia para tentar pegá-la, mas também foi em vão, estava distante demais.
Pouco tempo depois ele adentrou ao cômodo comendo uma pizza e bebendo cerveja. Ao vê-lo Olívia se encolheu, afinal quanto menos exposta ela ficar melhor. Somente quando ela viu que ele estava comendo, percebeu quanto tempo fazia que ela não comia e nem bebia nada, preferiu não demonstrar. Mas nem precisava ele já sabia que já fazia quase um dia que ela não ingeria nada.
"Como está se sentindo Liv., Dolorida" perguntou ele de forma debochada.
"Estou bem" respondeu ela rispidamente
"Que bom! Gosto de tratar bem meus convidados. Até ofereceria algo pra você comer ou beber, pena que já acabou tudo" disse ele engolindo o último pedaço da pizza e já se aproximando dela.
"As mãos melhoraram detetive" questionou agarrando os cabelos de Olívia.
"Veja você mesmo" ela retrucou, virando o corpo rapidamente e dando um soco forte no meio das pernas dele.
Ele se curvou tentando amenizar a dor. Demorou um tempo para melhorar, mas assim que ele se recompôs não teve paciência para dialogar, já deu um chute nas costas dela, seguidos por outros três aleátorios. Ela já estava completamente encolhida, protegendo as partes vitais dos chutes.
Essa reação dele já ra esperada. Na lógica dela, ele não a soltaria sem antes fazer tudo que quisesse, a parte de tentar negociar já tinha passado, sendo assim ela faria de tudo para desestabilizá-lo...reagiria e lutaria enquanto tivesse forças.
Ao sentir que os chutes haviam cessado ela levantou o olhar para verificar o que ele estava fazendod, mal ela levantou a cabeça e já recebeu um soco na cara, deixando-a levemente desnorteada.
"Sua vadia!" cuspiu ele com raiva, aproveitando o momento aéreo de Olívia para algemar as duas mãos dela para trás do corpo.
"Você é um covarde" respondeu o desafiando.
"Realmente minha formação moral é muito fraca detetive" disse ele já controlando a raiva.
"Qual o seu problema comigo! Você tem medo de mulheres. Elas te assustam, te dominam" falou Olívia querendo o atingi-lo de alguma forma.
"Você não sabe de nada" respondeu seco.
"Por isso que você tem que me amarrar seu frouxo. Não consegue me encarar sem essas algemas"
"Cala a boca detetive"
"Você é muito fraco, dá pra ver no seu olhar a sua franqueza! E pra tentar mostrar e convenser a si mesmo de que é forte você precisa imobilizar uma mulher e espancá-la"
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Law & Order: SVU - O Sequestro
FanfictionPlágio é crime! Se inspire e não copie! Quem disse que seria fácil? Quem disse que a distância física é pior que a distância emocional? Quem disse que estaria a salvo? Supere o passado, sobreviva ao presente e não subestime o futuro, sempre há mais...
