Ela tinha o péssimo hábito de olhar o relógio quando estava nervosa , Clarisse fitando sua amiga na mesa de lanchonete.
-Calma , Rachel , ele vai vir. Só teve um pequeno contratempo - tentei confortá - la pegando em suas mãos mas duvidando das minhas palavras.
A mulher ruiva e de rosto sardento assentiu para mim e voltou a encarar o relógio da pequena sala lotada.
Sabia que estava aflita, afinal , todos tinham medo de tomar chá de cadeira no primeiro encontro , por isso não recusei quando ela instituiu que eu visse junto . Só até ele chegar , lógico.
Rachel Stark era uma das minhas amigas mais querida , ela e as outras mulher da empresa de cosméticos onde eu trabalhava saíamos todas juntas nos fins de semana . Então em um dia qualquer quando levava alguns relatórios para o Sr. Chase - meu chefe - ela me colocou contra a parede e suplicou para que eu lhe ajudasse com Sam Collins. ( O novo empregado do Império Chase ).
Não fiquei surpresa nem assustada com o pedido , aquela segunda profissão já havia se tornado algo natural para mim.
E prazeroso.
Era o que eu gostava de fazer ; bancar o garoto de fraldas disparando flechas por aí não era difícil. Mas também não era fácil. Precisava ter muito cuidado com quem apresentava para minhas amigas ( mesmo que tivesse sido elas próprias a me mostrarem ) , era necessário conhecer mais profundamente o sujeito . Saber dos hábitos, interesses, paixões na vida e se queria realmente um relacionamento sério.
Tudo isso era essencial para que minhas clientes não retornasse chorando em meu ombro me fazendo sentir mal.
Eu sabia como era aquela sensação, já tinha experimentado diversas vezes na adolescência e estava disposta a não querer mais . Podem acabar algo tosco mas não podem julgar - me sem antes terem sentido a decepção de um coração partido.
Então a mesma sensação de vazio e desprezo várias e várias vezes seguidas. Por isso entrei na universidade obstinada a não me envolver com nenhum outro homem e até então, com os meus 23 anos e trabalhando a dois anos no Império Chase, eu estava no controle
Dei um pequeno sorriso de alívio assim que eu vi o homem alto e loiro parando em nossa mesa.
- Desculpa a demora, Rachel, o tempo não estava aí meu favor - ele apontou as janelas envidraçadas que davam para as ruas encharcadas da tempestade que havia caído uma hora atrás.
O sorriso de Rachel era largo e seus olhos brilhavam então aquela era minha deixa pra sair da lanchonete . Segui para meu carro mas antes de abrir a porta olhei para Rachel do outro lado da rua.
Sorri ao ver seus gestos hesitantes mas de vez ou outra atrevidos . Sam percebeu seu nervosismo e pós uma mecha de cabelo vermelho atrás da orelha da mulher com um sorriso maroto .
Entrei no veículo e dei partida satisfeita.
Sei o que devem estar pensando : " ela trabalha com o amor mais não envolve - se com ele? "
Porém eu tinha justificativas que vocês novamente poderão achar tosco : acreditava no amor para os outros mais deixei de acreditar nele para mim a muito tempo.
Tive 6 relacionamentos desagradáveis na minha vida que me traumatizaram , mais enfatizei os 4 piores entres ele
não foi minha primeira paixonite mais foi a primeira coisa que tomei a coragem de me apresentar. E namoramos logo depois . No entanto descobri que era apenas para se aproximar da minha amiga ( resultado : devastada ).
Roy Thompson, vizinho : quando meus pais e eu formos para o Caribe, tinha um vizinho super gato no hotel . Ele dava muito em cima de mim eu não pude negar minha atração. Sabíamos que nosso tempo junto era passageiro pois isso nos pouco dias que fiquei no Caribe Roy me fez sentir a garota mais sortuda do mundo . Voltei para Nova York com a promessa de que ele viria morar lá para nunca mais nos separamos. E Roy veio , só que não por minha causa; ele tinha uma namorada já a dois anos que morava no Brooklyn. ( resultado : arrasada )
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Dinâmicas em grupo
Non-FictionEsse livro contém as dinâmicas feitas no grupo do WhatsApp PE escritores, para promover os participantes a ter sua obra premiada.
