-Sim mãe, está tudo bem.
-Conseguiu almoçar?
-Sim, peguei alguns trocados com o papai.
-Ah. Bom, fale pro Richard que eu busco você hoje. Sinto falta que passar o fim de semana com você, Travis.
-Mãe, se importaria de não chamar meu pai pelo nome? No mínimo um apelido, por favor.
-Se isso te deixar melhor, tudo bem. Passo na escola as seis então?
-Tudo bem. Tchau.
-Se cuida.
Desliguei o telefone e me recostei na poltrona, fitando um ponto qualquer da sala. A separação ainda era um assunto complicado. Mas para mim, ou para Travis? Ele não aparentava nenhum abalo com essa escolha, mas poderia estar disfarçando. Quando tinha 16 anos também disfarçava os meus sentimentos. Mas que bobagem, eu sou psicóloga, perceberia se estivesse algo errado com o meu bebê. Ele não gosta quando o chamo de bebê, mas o que posso fazer? Ele será o meu eterno bebê.
Depois de um tempo o telefone tocou novamente
-Alô?
-Oi, Franky Smoth está?
-A mesma. O que deseja?
-Queria marcar uma hora para a minha filha, ela está com alguns problemas, e acho que seria bom conversar com você.
-Tenho um horário para a próxima terça, três da tarde, está bom para ela?
-Está sim.
-O.k., agora só preciso do nome dela para marcar aqui.
-Magda Parker.
YOU ARE READING
O Segredo Enterrado
Aventura(n/a: o desenho da capa não pertence a mim. Achei no tumblr, mas sem nenhuma indentificação. A história é original.)
