Suas roupas foram arrancadas de modo brutal.
Ela gritou,
ele a calou.
Suas mãos, presas a grossas cordas, não tinham movimentos.
Lágrimas escorriam por sua face,
gemidos de dor escapavam por sua boca amordaçada.
Ela estava sendo subjugada e, infelizmente, nada podia fazer.
Ele gritava palavras extremamente ofensivas enquanto a penetrava e espancava freneticamente...
E de quem seria a culpa?
Das roupas curtas,
do andar sensual,
do corpo definido ou do olhar sem igual?
Não!
Nada justifica a ação.
Mas sempre há aqueles que julgam, sem ter noção.
Noção da dor e sofrimento.
E esta mulher que o diga, pois, as marcas em seu corpo irão sumir, mas na alma, jamais deixarão de existir.
Por isso tenha em mente:
mulher sente!
Vive,
é profunda.
Então entenda, só tomem para si, aquilo que ela mesma oferecer.
Nada mais...
Cris Covalsky
09/06/2018
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AMÓRBIDO
PoetryQuando a noite cair ou o dia surgir, leia estes versos, flutue no universo, seja o inverso de um mundo que jamais pensou existir. Mostre sua alma, seu amor infinito, suas paixões e ilusões. Desabe em sentimentos e creia que o que importa são os m...