My first day in a different school

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Esse era meu primeiro dia na nova cidade, na nova escola, se eu estava gostando disso? Nem um pouco, mas fazer o que? Ninguém pediu minha opinião para ver se eu queria vir para cá mesmo

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Esse era meu primeiro dia na nova cidade, na nova escola, se eu estava gostando disso? Nem um pouco, mas fazer o que? Ninguém pediu minha opinião para ver se eu queria vir para cá mesmo...

Pego um pirulito de meu pote de doces secretos em meu quarto e desço as escadas com a minha mochila já em ombros.

- Precisa de um mapa ou já sabe o caminho da escola? - meu pai pergunta sarcasticamente, dobra o jornal e o apoia em cima da mesa, o que eu achava falta de higiene.

- Tem certeza que não vai querer carona, Chel? - minha mãe pergunta também, enquanto corria atrás de May com uma xuxinha e um pente de cabelo.

- Absoluta, vou e volto de bicicleta... sozinha - sorrio para os dois e ando até a porta.

- Lembrou de passar filtro solar? - meu pai brota em minha frente com a mão cheia de filtro solar pronto para o ataque.

- Já passei sim - destranco a porta rápido e vou correndo para a garagem pegar minha bicicleta.

Saio da garagem com a bicicleta já e paro na frente da casa, onde vejo os dois reunidos. May brota atrás deles e vem até mim com um desenho.

- É para você - ela me dá.

- Obrigada May, já te disse que desenha muito bem, queria eu ter esse talento - sorrio para ela e olho o desenho com traços infantis de um casal se beijando, uma mocinha e um mocinho - Quem são? Mamãe e papai?

- Ta-len-to - repete a palavra adicionando em seu dicionário mental - Não, é você e seu futuro namorado.

- Ahn, eu e meu futuro namorado... - digo ainda me acostumando com a ideia, continuo olhando o desenho.

Ela me puxa para baixo querendo contar um segredo.

- Mamãe disse que você esta a procura de alguém - sussurra com sua voz doce de criança em meu ouvido.

- Estou - minto, queria permanecer solteira a um bom tempo - Posso te contar um segredo também? - dobro o desenho dela e guardo em meu bolso do casaco.

Ela assenti com a cabeça e falo no ouvido dela:

- Tem um pote de doces dentro de meu armário, pegue quantos quiser, só não deixe mamãe descobrir - me afasto quando acabo e ela da um sorriso sapeca para mim.

Sai correndo para dentro da casa provavelmente em direção ao meu quarto.

- Boa sorte! - meu pai diz.

- Juízo - minha mãe grita também.

Saio pedalando, pelas ruas da pequena cidade e tranquila ao extremo, Riverdale, meu novo lar, terei de me acostumar com tudo isso.

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A garota Betty, Elizabeth Cooper, me amostrou a escola de cabo a rabo e também falou sobre a história dela. Tive um tempo de ciências, a matéria que eu era péssima, mas num piscar de olhos chegou o recreio.

Eu estava totalmente deslocada no pátio, mas avisto Betty e outras 4 pessoas. Vou andando até a mesa deles mas uma garota de cabelos longos ruivos para bem na minha frente me impedindo de passar.

- Novata, você esta no meu caminho - a ruiva diz - Pera, desculpa pela falta de educação, garota do campo, eu sou a Cheryl Blossom - ela ergue a mão para eu apertar mas a deixo no vácuo.

Eu morava numa área rural, estudava em casa, mas como que aquela criatura de cabelos em chamas sabia daquilo?

- Não temos intimidade nenhuma para você me chamar de garota do campo, eu sou a Rachel Adams e acho que tem espaço o bastante para você passar aqui - olho envolta onde algumas pessoas nos olhavam.

- Nossa, Rachel, estou vendo que já conheceu a Cheryl, quer se sentar comigo e com um outro pessoal? - Betty se bota no meio de nós duas tentando me tirar dali.

- Sim, pode ser - falo sem tirar os olhos da ruiva.

- Que bom - Betty bota a mão em meu ombro e me guia até a mesa - Tchau, Cheryl.

Senta de um lado eu, Kevin e Betty, do outro senta Jughead, Verônica e Archie. Verônica e Archie namoravam, Kevin era gay e não sei sobre a vida de Jughead.

- Gente, essa é Rachel, Rachel Adams, aluna e moradora nova - Betty diz ao se sentar.

Sorrio para todos que me olham também.

- Já entrou em alguma atividade extracurricular? - Kevin pergunta.

Eu ia passar hoje a tarde numa academia de dança, para me inscrever em algumas aulas, e fazer uns testes para ver meu nível de cada atividade, mas na escola não tinha feito nada ainda.

- Eu... morava numa fazenda, lá eu jogava futebol americano com meus primos - digo e os cinco da mesa param e ficam me olhando.

- Você não era derrubada logo quando começava o jogo? - Archie fala e todos olham para ele - É que você magra, parece ser um alvo fácil...

- Não, se não nossos pais brigavam, jogávamos no campeonato da cidade, era legal, mas intendo se não der para jogar aqui- olho para meu outro lado vendo os outros estudantes.

- Não, eu posso ver com o técnico, Jason, o capitão pode deixar você jogar numa partida, acho que daria bem com os garotos - Archie diz
- No final da aula, me procure, temos aula todos os dias, vou te levar para conhecer o time!

- Eles são super gatos e gostosos, com certeza vai amar aquilo de lá - Kevin diz animado.

- Se quiser tentar algo mais fácil, eu e Betty somos líderes de torcida, River Vixens, acho que se encaixaria lá também- Verônica fala super amigável.

- Ótimo, tenho várias opções! - digo feliz olhando eles - E você, faz o que? - pergunto ao Jughead, tomo um gole de meu suco.

- Eu escrevo para o jornal da escola - ele diz e come uma garfada de sua comida.

- Legal, mas... curiosidade mesmo, sobre o que escreve? Cardápio do almoço, fofocas... - continuo olhando ele.

- Fofocas, não tem tanto para escrever, aliás, talvez... só talvez, eu vá para o baile de volta as aulas hoje - ele diz e olha para o resto da mesa.

- Ae! - Verônica comemora.

- Eu ouvi certo? - Archie brinca e Juggy vira os olhos brincando também.

- Tem um baile hoje? - pergunto para eles.

- Tem, as oito horas, aqui na escola, se quiser passar a tarde ajudando com a arrumação só me falar que te boto na lista, depois vamos todos se trocar aqui mesmo nos vestiários - Betty responde.

- Eu vou passar a tarde inteira ocupada depois do "talvez" jogo... - estava explicando o porquê não iria ajudar, mas Kevin me interrompe:

- Você não vai para o baile? Isso é suicídio social - Kevin fala meio alto quase surtando.

- Não, eu vou ao baile, só estava falando que não ia dar para eu ajudar a tarde - digo.

- Que susto - diz se abanando e toma um gole de sua água.

We Need to Learn How Life is BoringOnde histórias criam vida. Descubra agora