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Consigo abrir os olhos aos poucos, ao olhar para o lado, vejo uma poltrona e minha mãe sentada na mesma, assim que ela me vê, se levanta rapidamente e vem até mim.

Eu: Onde eu estou?- Pergunto um pouco baixo pela dificuldade em falar por me sentir fraca.

Mãe: No hospital.- Diz passando as mãos nos meus cabelos.

Eu: Emma Cameron, não foi dessa vez que você se livrou de mim.- Digo em tom de ironia e solto um sorriso fraco enquanto fecho os olhos.

Emma: Não fala isso, Sophie!- Diz me repreendendo.

Eu: Cadê meu pai?- Pergunto fazendo pouco caso ainda com os olhos fechados.

Mark: Estou aqui.- Diz uma voz familiar, quando abro os olhos, vejo meu pai na porta que logo vem até mim.

Eu: Não estava na Argentina?- Pergunto me sentando na cama já que estava deitada.

Mark: Eu vim para cá assim que soube o que aconteceu.- Diz e se senta na ponta da cama.

Eu: Mas achei que o Mark Cameron,- Digo dando ênfase no nome dele- Não teria tempo.- Digo irônica e dou uma pausa- Ah não! Você veio pelo Yago, mas é claro, eu fui só um pretexto.- Digo ainda irônica.

Emma: Sophie!...- Diz me repreendendo

Mark: Não Emma!- Diz parecendo calmo- Deixa ela falar.- Diz e eu reviro os olhos e começo:

Eu: Quer saber? Chega dessa família!- Digo e eles parecem surpresos com a minha reação- Minha mãe quer que eu seja a perfeitinha, igual ela.- Digo é minha mãe não expressa reação alguma- E você, Mark Cameron- Digo e ele me olha- Você nem liga se eu estou viva ou morta, só liga para o Yago, porque ele vai comandar sua empresa.- Digo e ele parece chateado com as minhas palavras- Essa família, é só de faxada, olha aí, meu pai, nem ama a minha mãe nem os filhos...- Dou uma pausa- Ah não! Corrigindo, ele não ama a filha.- Digo e eles se entreolham e depois voltam seus olhares sobre mim.

Mark: Sophie...- Diz me repreendendo pois eu ia dizer mais coisas.

Eu: Não pai, ou melhor, Mark, porque nem de pai, eu sei se devo te chamar!- Digo um pouco mais alto e parece que aquelas palavras realmente machucaram ele.- E você Emma, você é só mais uma bonequinha de luxo que acha que pode ter tudo na hora que quiser, mas você é tonta!- Digo um pouco mais alto mas logo abaixo meu tom de voz- Só você não percebe, QUE MEU PAI TE TRAI!- Grito.

Mark: SOPHIE CAMERON, AGORA CHEGA! VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE FALAR ASSIM COM A SUA MÃE!- Diz gritando.

Ficamos uns 2 segundos em silêncio e o médico entra no quarto.

Médico: Você já pode ir! Já recebeu alta.- Diz e me olha - Foi só um mão estar.

Eu: Ótimo!- Digo e me levanto, pego as minhas roupas, vou para o banheiro e coloco as mesmas.

Eu: Ótimo!- Digo e me levanto, pego as minhas roupas, vou para o banheiro e coloco as mesmas

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Eu saio do banheiro e pego minha bolsa e saio sem falar nada.

Percebo lágrimas escorrerem pelos meus olhos durante o corredor.

Paro de andar, por alguém parar na minha frente.

Eu: Hoje não Alex.- Digo limpando as lágrimas e tentando passar.

Alex: Eu não vou deixar você ir dessa vez Sophie.- Diz eu o olho.

Eu: Mas já deixou.- Eu digo com uma pausa- Dessa vez, não precisa me deixar ir, eu vou por conta própria.- Digo e saio de sua frente e vou para minha casa.

Chego em casa e vou direto para meu quarto ignorando meus pais e o Yago que estavam na sala.

Chegando no meu quarto, lembro que alguns meses atrás, eu tinha visto um site da faculdade de Oxford, em Oxford, na Inglaterra.

Eu quero estudar lá, quero sair dessa casa e esquecer tudo e a todos.

Desci correndo as escadas e fui até a sala, chegando lá, me deparo com meus pais.

Vou até eles e ignoro a presença de Yago na sala.

Eu: Eu vou estudar em Oxford.- Digo de uma só vez e todos me olham assustados.

Emma: O que?- Diz com um tom de voz  alto.

Mark: Se é isso que você quer.- Diz e descia seus olhares.

Yago: Sophie pensa bem!- Diz Yago com um tom de voz preocupado.

Eu: Yago, você não tem direito de opinar na minha vida.- Digo e ele desvia os olhares.- Vou semana que vem.

Eu digo e saio da sala, vou para meu quarto e me jogo na cama pensando, e com isso, logo adormeço.

Garota ProblemaOnde histórias criam vida. Descubra agora