As ruas sinalizam pra direita, eu vou a esquerda. Eles blefam, mas tenho cartas na manga e não volto pra casa hoje. A noite é dos faróis e das falenas. Não vim com manual de instruções, então pare de me dizer pra qual caminho ir. Afinal, qual caminho é o certo? Eu sigo em frente.
A lua paira sobre a torre, se ouve uivos e choro de criança passando fome. Tão com os olhos para mãos iguais entrelaçadas e fechando pro guri de teto de estrelas.
Embaixo do braço algumas teses, a sua cabeça toca uma sonância ilegível. Tem olhos de pavor e voz de coragem. Olhe pro espelho, saia desse quadro. Palavras são cápsulas que te protegem do fogo e empurram o outro pra fornalha.
Não aponte pra onde tenho que ir. Não sou seu manual de instruções me dizendo onde tenho que ir. Afinal, o meu ou o seu caminho é o certo? Eu sigo em frente.
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Pieganismo
Poetry"Um arcenal de clichês" pra quem sabe sentir e queimar no coração.