15 - Aquilo que não deveríamos ouvir

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Enquanto lágrimas escorriam dos meus olhos, eu corria procurando um refúgio na esperança de que aquilo parasse quando estivesse em segurança.
Por que todos eram tão cruéis? Quem ditava as leis que diziam que eu não poderia ser diferente?
Existem palavras que nunca devem ser pronunciadas em forma de insulto, pois elas podem matar. Eu escutei e nunca mais fui o mesmo.
As pessoas nos maltratam e nos insultam por não nos compreender. Dizem que nunca seremos alguém, se não seguirmos o seu padrão. Nos deixam a margem para sermos pisados como carpete. E eu não aguentava mais .
Posso não ser igual ao padrão , mas aqui dentro há um coração implorando por proteção de palavras tão cruéis. Posso não ter o mesmo gosto da sociedade , mas sei enxergar a beleza de sua singularidade.
E estava aí a grande questão: Singularidade.
Os humanos estavam se padronizando de tal forma que a singularidade estava se tornando uma ameaça. E quando se sentiram ameaçados por minha singularidade fui atacado.
As palavras pôde ter me ferido, mas jamais roubaria minha identidade. Pois , de fato , eu sabia quem eu era, e isso bastava.

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