so, who are you?

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(outra música, uh?
então, sempre que eu quiser eu vou deixar uma música aqui para ouvir lendo junto, ora só porque é boa de ouvir junto mesmo, ora porque tem algo a ver com a história, por isso recomendo sempre ouvir, rs.
boa leitura!)

Jimin ainda segurava o telefone em sua mão, colada ao seu ouvido.

Realmente, aquilo era muito estranho.

Do outro lado da rua, enquanto os carros passavam pela estrada, uma silhueta distante se aproximava, atravessando o asfalto. Notava-se seu largo e brilhante sorriso, em meio a um rosto um pouco embaçado, focando-se gradativamente a cada passo, ao chegar perto.

O menino de cabelos castanhos, lentamente abaixou seu celular, e o guardou. Mesmo tendo tamanha beleza, se encontrou boquiaberto ao ver o desconhecido que se aproximava.
O terno preto sob medida harmonizava totalmente com seus traços, e sua altura. Por que alguém lindo assim contrataria um garoto de programa? Jimin olhava o homem chegando cada vez mais perto, e quanto mais detalhes conseguia observar, mais ele negava que aquele fosse o seu cliente.

— Vai ficar aí, parado? Estamos perdendo tempo!

O loiro sorria abertamente, um sorriso de forma levemente quadrada porém um largo sorriso, ao ver o garoto em sua frente. Jimin, após piscar algumas vezes, caiu em si e se lembrou: ele estava trabalhando, tinha que agir de tal forma.

E assim começou a o fazer, sorriu da forma com que todos os seus clientes sempre elogiavam, e se aproximou lentamente do corpo alheio, estendendo um pouco sua mão para alisar o terno com seus pequenos dedos, comparados aos que perteciam ao outro, e olhou levemente para cima, encarando seus olhos, com um falso sorriso de malícia.

— Oh claro. Não podemos perder muito tempo, não acha?

O mais alto franziu o cenho, levemente surpreso com a repentina mudança de comportamento. Em seguida, tirou a mão de Jimin de seu terno e segurou a mesma.

— Nisso, –deu ênfase– podemos ir devagar, agora vamos sair daqui, sua noite foi cansativa o suficiente.

Assim, então, o estranho puxou sua mão, andando em largos passos para um pouco longe dali, onde havia uma moto, encostada.

Uma moto, outro ponto estranho. Sempre levavam o garoto de programa em carros, normalmente para já começarem a desfrutar do trabalho oferecido no próprio veículo. Jimin, então, pensou como poderia começar a fazer algo ali, naquela moto.

— Quer que eu fique na frente?

O aparentemente mais novo perguntara, colocando as mãos nos bolsos de seus jeans, perguntando de forma intuitivamente inocente.

— Obrigado, mas não. É melhor eu manter o foco, ficando na frente.

O misterioso rapaz lhe entregou um capacete, colocando outro em sua cabeça. Subiram na moto, e em dois segundos o susto que o de cabelos castanhos tomou era obviamente notável.

A moto era rápida.

Muito, rápida.

Sentindo o vento em seus cabelos, mesmo com o capacete, ele imediatamente abraçou o outro por trás, se segurando.

Após alguns segundos, fechou os olhos e soltou um leve sorriso, já se acostumando. Tentava, pela curta viagem, perguntar coisas como seu nome, seu emprego, ou até mesmo para onde estariam indo. Porém, o vento deixava impossível ouvir algo. Bem, isso foi o que Jimin pensou.

Não se passaram cinco minutos, e a moto já começara a desacelerar, parando em uma residência, olhando de frente, poderia ser confundido com a entrada de um condomínio, porém, era apenas uma mansão mesmo.

Tirando os capacetes, desceram do veículo e Jimin olhava cada detalhe da imensa casa.

Sinceramente, ele não acreditava o que estava fazendo ali. Um homem extremamente rico, belo, e misterioso contratara um garoto de programa, podendo ter quem quiser. Você, consegue acreditar, ao menos?

— Quero que se sinta em casa, está tudo arrumado para você!

Enquanto o estranho entrava em casa, o outro o fazia em pequenos passos, suspirando aliviado.
Em anos ali, nunca teve medo de ser rejeitado, todos o queriam. Mas sentiu um certo medo de isso acontecer, até o momento em que soube que estava tudo pronto para seu trabalho começar, ele supunha.

Paredes de vidro, cabelos loiros, mármore preto, design planejado.

Vendo toda a casa, era só isso que Jimin notava.

Ouvindo um barulho de garrafa sendo aberta, logo se despertou de seus pensamentos. Não sei se é possível ver, mas Jimin era realmente distraído.

— Então, senhor...?-

— Park, aceita uma taça? Não sei se vinho branco é seu estilo, deve estar mais acostumado com champagne. –disse o misterioso, cortando o moreno.

— Na verdade, é um dos que eu mais gosto de beber. Aceito sim, obrigado.

Pegara uma taça, com metade do conteúdo. Levando levemente a boca o líquido de cheiro forte, - deve ser um antigo, Jimin pensou- parou por um segundo, com um olhar duvidoso.

Não sabia se realmente devia perguntar aquilo.
Após alguns goles, umas taças, Jimin ficara mais tranquilo. Bêbado não, já se acostumara a beber em grande quantidade.

— Vou te mostrar a casa, senhor Park. Começando pelo quarto, o que acha?

O loiro sorriu simpaticamente, com seus olhos fechando um pouquinho. Obviamente, também era coreano.
Jimin, então, assentiu com a cabeça, com os dois se levantando e subindo uma grande escada de mármore, tendo em volta um daqueles caminhos de água, com som relaxante. Jimin já começara a achar que estava em um shopping.

— Eu não gosto de pedir informações pessoais dos meus clientes, é antiético. Porém, seu nome, é qual?

Levemente, ao ouvir a pergunta, o de terno se inclinou, encarando o rosto alheio. O silêncio dominou por alguns segundos, sendo rompido pelo barulho das grandes portas do quarto se abrirem.

— Vamos brincar de um jogo. Pode me chamar de Angel.

angel | vminOnde histórias criam vida. Descubra agora