Ruínas De Um Desejo Distorcido

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   Notas do autor:Espero que se divirta lendo e digo que vou sempre tentar escrever melhor a cada capítulo.
obs: dicionário de palavras menos usais no fim(Não é por Capricho e sim para no mínimo dar uma ou duas palavras novas para vocês)

                                                                        Capítulo 2

     Qual o sentido da vida?
     Se possível gostaria refletir acerca de uma das questões mais fundamentais da vida,o sentido por trás de nossa existência. Para dizer a verdade,para chegar à alguma conclusão é necessário ir para algo mais elementar, para assim poder atribuir um sentido, então a pergunta principal seria: o que é a vida?

  Nessa tentativa de personificar o que seria a vida alguns diriam que é o intervalo entre o nascimento e a morte, outros diriam que é uma benção divina, mas... em que  ponto diferencia-se viver e sobreviver?

    Se me perguntar sendo bem franco, já imagino que tipo de resposta você pensou sobre a linha tênue entre existir e viver, no entanto, não consigo crer em um ser humano que vive só por viver sem seguir seus desejos ( por mas que em certas ocasiões suprimimos nossos desejos em virtude de outros desejos)

Bem... Esse é apenas um pensamento, não uma verdade inquestionável.

   Vale mencionar, que, não é como se naquela época eu já tivesse algum conceito formado, de toda maneira retornemos ao passado para entender como tudo convergio nesse desastroso presente. 

    Depois de deixar aquele lugar,  estávamos em direção ao lugar que Charlotte e Arthur me convidaram a ir, mesmo que houvesse prédios,em si era uma cidade pequena, e a natureza já havia tomado conta da cidade como acontece em seu ciclo natural, sendo mais preciso a maioria das construções estavam ainda de pé, então seria lógico pressupor que havia moradores até alguns meses atrás, ou quem sabe semanas,mas mesmo assim não fazia muito sentido eu ter acordado naquele prédio sendo eu um morador da cidade.

-Qual o nome desse local? (Willem)

- Soa como forno, algo assim( Charlotte)

-Livorno, passou perto... do sol (Arthur)

-Ainda bem que já anoiteceu,  não vamos precisar caminhar alguns quilômetros de baixo dos raios ultraviolententos. (Charlotte)

-Antes de ontem, por acaso quando eu estava te procurando para você me ajudar a localizar o Willem  você estava naqueles teatros de rua do vilarejo? Não acredito que deixou de me ajudar para se entreter com piadas(Arthur)

- É claro que eu estava trabalhando... estava reunindo  boatos. (Charlotte)

     Logo após algumas horas sairmos da cidade , o céu aos poucos foi se fechando, subsequentemente começando a chover, por mais que a princípio a chuva assemelhava a uma garoa, quanto mais o tempo passava mais se adensava, no meio dessa chuva toda minha visão foi enegrecida e naquela estrada em que andávamos os postes não funcionavam, honestamente não é como se eu acreditasse em sorte ou azar, mais se esse fosse o caso, poderia dizer que eu devo ficar longe de uma loteria.

Assim, quanto mais  caminhávamos  mais me incomodava com minha roupa encharcada, sendo a minha  impressão a de que a pequena cidade que nos cercava com seu ambiente abafado e empoeirado nos vigiava constantemente. 

Após cansativas 2 horas de caminhada, já nos encontrávamos fora da cidade sem muita esperança de encontrar nosso caminho, a estrada depois de alguns km desaparecia em diversos caminhos de terra, a mata cada vez mais robusta, no entanto longe de se equiparar a uma floresta e nossa visão cada vez mais dificultada pela ausência de luz.

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