Num dia nasceu um menino
lá para os lados da Seia
Gostava de subir à serra
Ainda que preferisse areia
Um dia, mais crescido
Decidiu ver o mar
Viajou para Aveiro
E foi a praia visitar
Ficou fascinado
com tanta beleza e encanto
Viu uma gaivota pela primeira vez
Qual não foi o seu espanto
Aquelas aves que ele viu
também pela primeira vez
eram diferentes das outras
em sua estrutura esguia
Molhou os pés na água
O menino nem sabia nadar
Mas desejava entrar nela
para além de só admirar
As ondas batiam nas suas pernas
Era boa a sensação
Lágrimas caíram de seus olhos
Eram lágrimas de emoção
Por fim lá se lançou
Mergulhou no mar salgado
Sentiu-se muito feliz,
sentiu-se apaixonado
Não era uma paixão qualquer
Ele amava o mar
E ele sabia mais que tudo
que nunca ía deixar de amar
Porque aquela era a sua hora Zen
Onde a paz tomava conta do seu ser
Ele queria fazer parte do mar
Desejava-o merecer
Mas aquele menino
que um dia cresceu
arriscou demais,
por consequência morreu
Morreu feliz e em paz
totalmente completo
Morreu no seu paraíso
Onde não sentia o chão, onde não havia teto
Esta história triste
de um menino que deixou de o ser
Queria poder dizer que foi salvo
Mesmo antes de morrer
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Poesia Bem me quer
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