A brisa era gelada
fazia-o tremer de frio
Ainda assim ele estava ali
sentado na beira do rio
Ouvia o som dos grilos
e outros sons da noite escura
queria poder ser como a corrente do rio
e encontrar uma cura
A sua cabeça latejava
suor frio lhe molhava a cara
Ele sabia que não sairia daquele caos
desde o momento em que entrara
E aquela doença
mais rara que o sol no Reino Unido
Era como um murmúrio macabro
murmurado ao seu ouvido
Depois de pouco ter vivido
E pouco experimentado
De nunca ter tido o vislumbre
De ao menos estar apaixonado
Foi -lhe dada a notícia
Tinha cancro cerebral
Apenas dois anos estimativos de vida
Um talvez só um, afinal.
Podia ter mais um mês,
mais um dia ou mais uma semana
E ninguém poderia julgar
Na amargura que sua alma emana
Mas quando foi visto ali,
o polícia que passava o julgou
pensou que estaria fazendo algo ilegal
E até ele avançou
O homem ouviu os passos
Mas não olhou para trás
Perguntou ao policial:
"Se soubesses que tens mais dois anos de vida, quanto amarás?"
O policial sentiu-se culpado
afinal julgara um homem inocente
Seu pensamento julgador
Tinha sido indecente
Sentou-se ao lado do homem
Iluminado pela lua minguante
Por vezes o homem se sente minúsculo
Ainda que tenha um coração gigante
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Poesia Bem me quer
PoetryPoesia que escrevo na hora, muito sentimentalmente, é conforme o que vivo que as rimas se tornam um presente Espero não entendiar com estes poemas aqui conto sobre as minhas alegrias e sobre aquilo que já sofri Desmontro por palavras o que é a depre...
