De Eva, para meu Adão.

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"E disse o senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele" - Gêneses 02:18

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"E disse o senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele" - Gêneses 02:18.


Part II - De Eva, para meu Adão.


E a mulher que só paria, continuou.

mas agora dizia:

Ó céus, como pode o homem fazer tal ato?


E os céus não a respondia,

pouco aquele que lhe prometeu amor,

O marido que ali estaria.


De suas noites em claro, o afago,

para ele uma grande euforia.

E a mulher, coitada, cada vez mais largada.


Retomava na noite seus olhos ao céus

e perguntava:

Ó Deus, já não aguento de tanta dor, onde está ele por favor?


Mas naquela noite, sentada em frente a janela.

Seu marido lhe encontrou,

Dessa vez, não tão bela.


O desespero percorreu,

O cabelo dela em dedos seus.

Gritos e mais gritos: Socorro meu Deus.


Diante de todos os santos, ela orava,

Nunca tivera tal medo de morrer.

O marido que antes em cima dela, em devaneios.


E a mulher em prantos, dizia:

Por que mentiste para mim Senhor?

Me jurou amor, mas é meu sangue que jorrou.


E o céu não lhe respondia.


"Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.

Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.

E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável as olhos, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. " - Gêneses 03:04 ao 06.


Os dias então passaram,

e a cabeça da mulher fluía.

E os céus? - Já não existia.


Novamente a noite se refez,

e o homem, chegará daquele bordel outra vez.

O cheiro de bebida percorria.


E ela, quente e nua juntos aos lençóis.

O vento trazia o homem junto mais,

e o prazer de se deitar e a usar.


A mulher de pernas abertas e sorridente o servia,

já ao teu ouvido, ela dizia:


Por que devo deitar-me em baixo de ti? 

Por que devo abrir-me sob teu corpo?


O desespero percorreu,

e o homem em prantos dizia:

Por que me matas agora, sua puta, vadia?


A mulher nua, ao lado dele deitou,

sentindo o corpo esfriando aos poucos.

Ela olhou para o céu e falou:


Ó Deus, agradeço pela força que me deu,

pois agora o sangue derramado,

já não é meu.

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